sábado, 12 de abril de 2008

Vargas & Salazar

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Mussolini, Hitler, Mustafá Kemal Pacha, Roosevelt e Salazar. Todos eles para mim são grandes homens, porque querem realizar uma idéia nacional em acordo com as aspirações das coletividades a que pertencem.
Getúlio Vargas (1) -
A PERSONALIDADE DE GETÚLIO, evidentemente, foi reflexo dos seus ídolos:
“Imagem viva da deslealdade, dominado pela idéia de imitar Mussolini ou outro ditador do momento, infligiu terrível choque aos que tinham tido a candura de nele acreditar e a suma prudência de ajudá-lo”. (2) _
Outro ditador do momento era Salazar, e qualquer semelhança com aquele contemporâneo também não é coincidência: Getúlio extinguiu o levante comunista-brasileiro em 35; o português espezinhou marinheiros em 36. Salazar em 1937 sobreviveu ao primeiro atentado; Getúlio, em 38. E o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) era cópia do SNI de Portugal, mas com eficiência redobrada:
“Através da propaganda feita pelo DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) de que ele era o 'pai dos pobres', o homem que lhes garantia a aposentadoria, a estabilidade no emprego, o seguro social, através dos institutos de previdência, das férias remuneradas, das habitações populares, etc. O DIP, durante anos dirigidos pelo capacitado Lourival Fontes, soube produzir uma imagem de ditador muito simpática às massas.” (3)
Giscard D’ Estaign bem o compreenderia...
“Os países do terceiro mundo não têm muita escolha, devem pensar e agir em termos de massas. Alimentá-las, vesti-las, educá-las, constitui tarefa prioritária, pouco espaço deixando ao indivíduo.” (4)
...Mas jamais o aplicaria:
“Uma concepção coletivista da organização social, dominada pela noção de massa, é o oposto da evolução almejada por nossa sociedade.” (5)
O sistema de repressão, montado por Filinto Müller, foi igual à portuguesa PIDE, ambas inspiradas na Gestapo.
A moda européia de combate ao marxismo recomendava passeatas uniformizadas. Não precisava ser exatamente a cor usada na marcha sobre Roma, mas o Presidente de Minas Gerais, Olegário Maciel, chegou ao ridículo de apresentar-se na sacada do Palácio da Liberdade (?) com a mesma camisa parda dos partidários de Hitler. O povo brasileiro acatou o movimento nazi-fascista no sindicalismo transplantado ao folclore* verde-amarelo.
Na História não falta aberração; porém, você admitiria a permanência, lembrança, ou sua homenagem pela denominação de alguma rua, praça, instituto ou qualquer logradouro público de qualquer desses mentecaptos? Que tal uma Fundação Adolf Hitler, Avenida Benito Mussolini, Praça Franco, Perón ou Salazar?
Brasileiro, contudo, é tão bonzinho. Vero.
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Notas
* Folk (volk)=povo; Lore=estudo.
1.Cit. Monteiro, Gois, A Revolução de 30 e a Finalidade Política do Exército, p. 187.
2.Idem. cit. Jorge, Fernando, p. 16.
3.Andrade, Manoel Correia de, A Revolução de 30 - Da República Velha ao Estado Novo, p. 89.
5.d’Estaing, V. Giscard, Democracia Francesa, p. 52.
6.Idem, ibidem.



2 comentários:

EduzInHo InTerNaciOnal disse...

vixi q história nem do meu tempo é mas ta blz

abraços

NavsALL@usa.com disse...

Alô Eduzinho,
Prazer em tê-lo a bordo.
Sabe de uma coisa? Tudo é do seu tempo, sim. Embora você não se dê conta, todos permanecemos sob a égide da ditadura de Getúlio, dóceis nos bretes construídos pelo suicida.
Retorne, e constate.
Aquele abraço.

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