quarta-feira, 21 de março de 2012

Polêmica dos crucifixos



Parece-me gente de tal inocência que, se homem os entendesse e eles a nós, seriam logo cristãos, porque eles, segundo parece, não têm nem entendem nenhuma crença. E, portanto, se os degradados que aqui hão de ficar aprenderem bem sua fala e os entenderem, não duvido que eles, segundo a santa intenção de Vossa Alteza, se hão de fazer cristãos e crer em nossa fé. Carta de Pero Vaz de Caminha, cit. FARACO & MORA, Para gostar de escrever. - 


O gênio irriquieto e ambicioso dos europeus... impaciente para empregar os novos instrumentos do seu poderio. FOURIER, JEAN-BABTISTE-JOSEPH, Descritiption de l'Égypte, prefácio.

A História e o presente não deixam dúvidas - a instituição e sua utilização obedecem aos objetivos estritamente econômicos e geopolíticos,  desapercebidos pela alienação causada. "As Cruzadas** não diziam respeito apenas à libertação do Santo Sepulcro, mas antes a saber qual dos dois venceria na terra." (SAID, EDWARD, Orientalismo: o oriente como invenção do ocidente: 180) "Na verdade, jamais houve qualquer legislador que tenha outorgado a seu povo leis de carácter extraordinário sem apelar para a divindade, pois sem isso estas leis não seriam aceitas... O governante sábio sempre recorre aos deuses." ( MAQUIAVEL, N., Comentários sobre a primeira década de Tito Lívio. Brasília : Editora UnB, 1994: 58; tb. cit. BOBBIO, 2002: 164) A. KOYRÈ ( p. 11) sustenta:
 O imoralismo de Maquiavel é simplesmente lógica. Do ponto de vista em que ele se colocou, a religião e a moral são apenas fatores sociais. São fatos que é necessário saber utilizar, com os quais é preciso contar. E só. Dentro do cálculo político, cumpre levar em conta todos os fatores políticos: que peso pode ter um juízo de valor sobre a soma? De nenhum modo a modificar o resultado.
VALDEMIRO SANTIAGO E IGREJA MUNDIAL SERÃO INVESTIGADOS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Polícia investiga se amante de pastor está envolvida em estupro de adolescente
A famosa Igreja Universal, (por certo deve congregar até em Júpiter) na Terra dona de incontáveis imóveis, também de poderosas cadeias de rádio, tvs e de empresas jornalísticas, com assento em quase centena de cadeiras do Congresso Nacional, dona de partido político, capaz de eleger até mesmo o vice-presidente recém passado, fruto de uma negociação direta por meio de mensalão, seria mesmo esta multinacional inventada pelo malandro carioca sem fins lucrativos? Partido ligado à Universal fez campanha com equipe da Record Pois ela e seu partideco parecem estar com os dias contados: MPF denuncia Edir Macedo por evasão de divisas e estelionato Líder da Igreja Universal e três dirigentes também foram denunciados por formação de quadrilha.
Exatamente quando se proliferam essas denúncias sobre o charlatanismo evangélico protagonizado pelos riquíssimos "pastores", resplandece a celeuma sobre a retirada dos cruxifixos das salas de audiências do judiciário. Há comoção nacional. Os meios de comunicação divulgam pareceres e candentes opiniões emanadas de jornalistas, leitores, "operadores" do Direito, religiosos, leigos, políticos  e outras ilustres personalidades.
Conseqüentemente, a permanente necessidade da ideologia persuasiva sempre levou o Estado a utilizar os intelectuais formadores da opinião nacional. Em épocas remotas, os intelectuais eram invariavelmente os sacerdotes, e, por conseguinte, conforme indicamos, tínhamos a antiga aliança entre a Igreja e o Estado, o Trono e o Altar.. ROTHBARD, Murray, A Ética da Liberdade
A controvérsia se faz  bastante desparelha:  o polo criador detém um respeitável e apaixonado exército, fortalecido pela instrução portuguesa, enquanto os minguados adversários levantam apenas a bandeira do Estado laico.
"Contemporaneamente o mito vai se identificando com a ideologia política: é que o processo mitológico sempre coloca suas crenças a serviço de uma ideologia. Barthes, coincidindo com este entendimento, afirma que através do mito consegue-se transformar a história em ideologia." (WARAT, Luiz Alberto, Mitos e Teorias na Interpretação da Lei: 128)
"Se até a cachorra é laica, por que o Estado não?"
Gabriel Chalita e seu comitê religioso
NO RIO DE JANEIRO, ATÉ O PARTIDO DE JEAN WYLLYS QUER VOTO DOS EVANGÉLICOS
É uma prova de grande relevância a participação da bancada evangélica na Câmara federal. A presidente Dilma Roussef nomeou no último dia 02 de março, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) para o ministério da Pesca e Aquicultura . A entrada de Crivella para esplanada dos ministérios reforça ainda mais o poder da bancada evangélica e prestigio á presidente Dilma Roussef. A interferência desta bancada é de um poder de decisão, ao extremo, Cristão a Importância de Votar
Dois desembargadores já declararam oposição à medida e anunciaram que não vão retirar o símbolo religioso de suas salas até que haja decisão definitiva sobre o caso. Um dos desembargadores que se opõem à decisão, Carlos Marchionatti, diz que o Conselho da Magistratura não é a instância adequada para tratar do assunto e que a separação entre Igreja e Estado não é absoluta no país. 'A maioria tem sentimento religioso, o hino nacional tem referência à divindade. Cristo, no âmbito do Judiciário, representa a Justiça',
Religião não é assunto pertinente ao Estado. São  excludentes.  "É que a Comunidade dos Santos não é deste mundo, embora aqui tenha dado origem a cidadãos através dos quais se realiza sua peregrinação até que chegue o tempo de seu reino, quando todos se congregarão".(Santo Agostinho: De Civitae Dei, Livro XV, cap. I.) Não por acaso o poder se encontra em xeque: Conselho Nacional de Justiça decide investigar rendimentos dos desembargadores
Acredite se quiser. Descrentes com a Justiça, juristas e cientistas políticos querem abrandar as penas da corrupção.
Ademais, Cristo representa o amor, o perdão. A Justiça representa, ou tem como fito, reparar o dano proporcionado pela infração legal. Ela prima por implacável, ao bem da comunidade que lhe institui. Não tem nada a ver com religião, exceto se retrocermos aos tempos platônicos:
No homem primitivo era o medo, acima de quaisquer outras emoções, que o levava à religião. Esta religião do medo – medo da fome, de animais selvagens, de doenças e da morte – revelava-se através de atos e sacrifícios destinados a obter o amparo e o favor de uma divindade antropomórfica, de cujos desejos e ações dependiam aqueles temerosos sucessos. Como o entendimento do homem primitivo sobre as relações de causa e efeito era pobremente desenvolvido, essa religião do medo criou uma tradição transmitida, de geração a geração, por uma casta especial de sacerdotes que se postara como mediadora entre o povo e as entidades temidas. Essa hegemonia concentrou o poder nas mãos de uma classe privilegiada, que exercia as funções clericais como autoridade secular a fim de assegurar seu poderio. Nesse ínterim se verificava a associação dos governantes políticos à casta clerical, na defesa dos interesses comuns. EINSTEIN, A., cit. GABERDIAN, H. GORDON: 314
Renomados e isentos órgãos de comunicação, contudo,  mandam às favas a isenção que pregam, perfilando-se no "políticamente correto", não hesitando transitar por terreno que lhes é obscuro, estranho, porquanto técnico::
O Brasil tem formação cristã; a tradição do país é cristã. Mexer com cruzes e crucifixos vai contra esta formação, vai contra a tradição. Há vários símbolos da Justiça, sendo os mais conhecidos a balança e a moça de olhos vendados. A balança vem de antigas religiões caldeias. Simboliza a equivalência entre crime e castigo. A moça é Themis, uma titã grega, sempre ao lado de Zeus, o maior dos deuses. Personifica a Ordem e o Direito.  Como ambos os símbolos são religiosos, deveriam desaparecer também, como o crucifixo? Carlos Brickmann liquida a conversa fiada sobre símbolos religiosos com 246 palavras
Ora, a balança é usada como símbolo das provas pelas quais o magistrado pronunciará sua sentença; e a espada, obviamente, tirante aquela usada nas Cruzadas, é antagônica aos propósitos ventilados nas composições religiosas, ora.
Eis outro paradoxo:
A criminalidade no Brasil é elevada, seja para crimes violentos ou não violentos De acordo com várias fontes, o Brasil possui altas taxas de crimes violentos, como homicídios e roubos; a taxa de homicídios está caindo recentemente, mas ainda é superior a 20,0 homicídios por 100.000 habitantes, o que inclui o Brasil na lista dos vinte países mais violentos do mundo. Wikipédia
73,8% dos brasileiros (125 milhões) declaram-se católicos;
15,4% (26,2 milhões) declaram-se evangélicos, pentecostais e neopentecostais);
7,4% (12,5 milhões) declaram-se sem religião, agnósticos, ateus ou deístas;
1,3% ( 2,3 milhões) declaram-se espíritas.
O preço da corrupção custa para o Brasil entre R$ 41,5 e R$ 69,1 bilhões por ano. A estimativa é de estudo do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), divulgado em 19/5/2010.  Pois se tantas mazelas não forem provenientes do avassalador contingente cristão, dessa massa granítica que emergem os fascínoras, então qual minerva  seria ainda mais capaz?
O crucifixo está nos tribunais não porque Jesus fosse uma divindade, mas porque foi vítima da maior das falsidades de justiça pervertida. Pilatos ficou na história como o protótipo do juiz covarde... A propósito, alguém lembrou se a mesma entidade não iria propor a retirada de 'Deus' do preâmbulo da Constituição nem a demolição do Cristo que domina os céus do Rio de Janeiro durante os dias e todas as noites.Tempos apocalípticos
Com todo o respeito ao excepcional jurista e catedrático, que tipo de proteção divina foi lograda pela Cidadã, quando duzentos por cabeça já foram fortes para alterá-la em favor do exclusivo interesse presidencial? Neste caso Deus deveria integrar o rol dos réus mensaleiros, pois não?  E Pilatos não era propriamente juiz, mas administrador, rezam os textos,um executivo regional do Império Romano,  por sinal, a fonte mais importante do Direito pátrio. O estranho é a descrição do povo de repente querer o linchamento, quando até então o personagem era requisitado como médico, a recuperar a saúde de todos por milagres.
Nada pode ser mais deprimente do que um homem exposto morto, ainda mais ensanguentado, numa cruz. É de um mau gosto a toda prova, e nada tem a ver com nossa tradição, porquanto romana, judaica, introjetada via Portugal. O Direito deve ser pautado na ciência, não na crença. O apelo religioso coloca o ser humano como pecador, e culpado pela cruxificação.Culpa & castigo compõem o projeto metafísico do carrasco, para satisfazer seu mórbido prazer. Qual melhor sensação do que apontar o pecado, para submeter o pecador? A prova de sua “força” é que lhe realiza. Ao decair a sociedade, ele aponta as razões: a corrupção, a degenerência, a cupidez, o vício, a luxúria. Mas é o promotor a causa da degenerência. Religião significa religar. Antes, mister desligar. Adão e Eva promoveram o desligamento (como pode alguém ainda acreditar nessa estória?) e Jesus, uns 4 milhões de anos depois, veio para promover a religação. (E, logicamente, graças a tradição, todos acreditam na estória inventada por Constantino.)
Sobre o Cristo Redentor, múltiplos aspectos merecem análise. Em primeiro lugar, distingue-se por não ser construído sob o flagelo da cruz; depois, o que lhe tornou uma das maravilhas do mundo é sua localização, porquanto a modelagem não oferece maior dom artístico. Por fim, a corroborar a função geopolítica do baluarte, convém lembrar: depois de amarrarem suas montarias no centro do Distrito Federal, os golpistas de 1930 subiram à melhor vista da baía de Guanabara para daí montarem a utopia (u=bom e topia=topo, cume), abençoando a impostura. A cerimônia de inauguração aconteceu no dia 12 de outubro de 1931.
As idéias corporativas tiveram grande aceitação: receberam apoio da Encíclica Papal Quadragésimo Anno, de 1931, influenciaram decisivamente a doutrina do partido nazista alemão e de inúmeros outros movimentos fascistas em diversos países. No Brasil, foi notória a sua influência na década de 30, durante a ditadura de Getúlio Vargas. STEWART JR., DONALD, O Que é Liberalismo: 24
A relatada paixão de Cristo gera apaixonados pelo mundo afora; e bem sabemos que ela, a paixão, não é boa conselheira. Pior ainda, quando o fenômeno é exógeno, introjetado nas veias da civilização mercê dos mais mesquinhos interesses.  “O direito canônico, a força pontificial e as burocracias patrióticas contemporâneas bebem - sob uma aparente diversidade - nos tesouros de uma liturgia de submissão.” ( LEGENDRE, PIERRE, cit. DESCAMPS, CHRISTIAN: 55 
Assim falou Zaratustra  (NIETZSCHE, 1961: 7):
Que é o macaco para o homem? Uma irrisão ou uma dolorosa vergonha. Pois é o mesmo que deve ser para o Super-homem: uma irrisão ou uma dolorosa vergonha. Percorreste o caminho que medeia do verme ao homem, e ainda em vós resta muito do verme. Noutro tempo fostes macaco, e hoje é ainda mais macaco do que todos os macacos.
Não parecem sobradas razões a retirada, sim, de todos os simbolos nazistas, comunistas, e de resto, a mitologia incrustrada, esta que se abate toda a noite sobre os desesperados brasileiros através de redes nacionais de Tv? 
"Quanto menos dogmas, menos disputas; e quanto menos disputas, menos infelicidades; se isso não for verdade, então o errado sou eu." (VOLTAIRE, Tratado sobre a tolerância: 107 )

sábado, 17 de março de 2012

Jânio Quadros não tinha razão?

Em outros momentos históricos os confrontos se davam em torno de ideias e os protagonistas tratavam de difundi-las para ganhar apoio. A simpatia popular era vista como essencial para definir o vencedor. Com o naufrágio da política, as lutas tornaram-se subterrâneas, quase clandestinas. Por trás de tudo, nada mais que cargos, poder e dinheiro. Os rumos do País não interessam nem estiveram na mesa de debates. Grande parte da energia é gasta nos bares e nos corredores, onde circulam queixas, ameaças e recados. A política fechou-se nela mesma, despojou-se de suas características históricas e virou uma corporação que cuida dos próprios interesses. Fernando Gabeira Política e naufrágio

Durante a campanha de sucessão presidencial, as denúncias de corrupção foram amplamente exploradas pelo candidato Jânio Quadros, O "faxineiro" presidiu o país por meio ano, apenas. Alegou ser vítima de "terríveis forças ocultas", e renunciou. Fora eleito através de um partido nanico, PTN. mas levou o apoio da eterna aspirante UDN União Democrata Nacional) e ainda do )PDC, PR, PL, ao mandato de 1961 a 1966. Suplantou o Mal. Henrique Lott (PTB-PSD) de forma arrasadora, por mais de dois milhões de votos; porém, não conseguiu eleger o candidato a vice-presidente de sua chapa, Milton Campos (naquela época votava-se separadamente para presidente e vice). À suplência, quem se elegeu foi João Goulart, do Partido Trabalhista Brasileiro, da chapa de Lott. Igualmente seus partidários formram apenas uma escassa minoria, e ainda dividida,  no Congresso Nacional.

Jânio detinha formidável conhecimento da língua pátria. Suas palavras eram precisas. Por que motivo utilizaria um termo tão vago, tal qual forças ocultas? E o que poderia denotar serem elas terríveis? De terror, obviamente, mas de que tipo? De que modo um Presidente, eleito com tamanho furor popular poderia alegar que forças ainda maiores o impediriam de governar? Seriam terroristas? As comunistas? Sindicais? Remanescentes fascistas? Empresariais? Talvez estrangeiras? Quiçá ainda aquelas forças internacionais, pretensamente responsáveis pela tragédia do Catete? Ah, esses imperialistas yankees... Ou seriam forças místicas? Quem sabe a Maçonaria? Investidores de campanha? Haveria inimigos na trincheira? Segundo a professia do inspirador de nosso pavilhão o mundo seria governado cada vez mais pelos mortos...  Almas penadas teriam assustado o homem da vassoura? Ou seria a quase imperceptível força do quarto poder, da imprensa, por alijada da publicidade oficial? Por qual razão o emérito professor usou o termo "terríveis"?  Por que não quis divulgá-las? Chantagem? Negócios? Haveria algum dinheiro em jogo? Frustradas ONGs? Teria sido ameaçado? Quem sabe? Com mensalões se alterou até mesmo a Constituição... Teria Jânio negado os tradicionais pedidos de propinas dos parlamentares?
Quando alguém nos pergunta o que somos em política, ou, antecipando-se com a insolência que pertence ao estilo de nosso tempo, nos adscreve simultaneamente, em vez de responder devemos perguntar ao impertinente que pensa ele que é o homem e a natureza e a história, que é a sociedade e o indivíduo, a coletividade, o Estado, o uso, o direito. A política apressa-se a apagar as luzes para que todos estes gatos sejam pardos.  GASSET, José Ortega Y, A rebelião das massas: 15
Na época (e até hoje), nada disso interessou, nem à imprensa, tampouco para algum arquiperipatético vivente. E não seria a politicalha prestes a novamente se agadanhar do poder que mexeria na ferida. Na corda-bamba estendida, exceto os tontos, todos torciam pela queda do artífice. No anonimato da platéia, tudo estava ao belprazer dos artistas recentemente desbancados. Desse modo, passado meio século, o buraco-negro que engolfou a tênue democracia permanece na incógnita. Decifra-me ou te devoro. Como nada foi decifrado, mas apenas especulado, até hoje estamos à mercê, inapelavelmente  devorados pelos leviathans que se sucedem,  cada qual em seu prêt-à-porter. Bom senso torna-se bobagem; benefício, tormento. Malgrado S. Exa. retornar à ribalta na geração posterior para varrer a Prefeitura de São Paulo, sequer neste momento lhe foi exigido esclarecer aquele dantesco ato, e tudo ficou por isso mesmo. À Nav's ALL, contudo, não. Seu comandante nasceu sob o império da perfídia, e até agora sofre os estilhaços desse monstruoso big-bang.
Jânio tomou fama de alcoólatra. Suas ações, no curto período, eram mesmo compatíveis com distúrbios psíquicos, emocionais. Seu exagero, o radicalismo o levou a tomar medidas personalistas - proibição de brigas-de-galo, de biquinis, etc. E afrontava o Eua estreitando os laços com Cuba, onde se encontrou com o mito Che Guevara, este gatuno de primeira, e até com a U.R.S.S .Jânio lhe concedeu uma condecoração no dia 19 de agosto de 1961, a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul , porquanto o guerrilheiro argentino, naquela ocasião ministro da revolução cubana, atendera seu apelo, libertando mais de vinte sacerdotes condenados ao fuzilamento,. Jânio fez o pedido de clemência por solicitação de dom Armando Lombardi, Núncio apostólico no Brasil, que o solicitou em nome do Vaticano. A outorga da condecoração foi aprovada no Conselho da Ordem por unanimidade, inclusive pelos três ministros militares. Evidentemente cutucava um leão, o maior do mundo, com vara curta.

As ações internacionais, e as bizarras proibições, contudo, não seriam fortes para desestabilizá-lo, mas o Congresso também era confrontado. A chave, ou o cadeado, estava no Congresso. Jânio implementava duras medidas visando combater a enorme inflação herdada dos desmandos de - JK - Sua política de austeridade, baseada principalmente no congelamento de salários, restrição ao crédito e combate à especulação, desagradava inúmeros setores influentes, mas especialmengte o Congresso, desde Getúlio acostumado com mensalões e emendas orçamentárias..
Jânio nunca teve um bom esquema de sustentação no Congresso Nacional. Sua eleição se deu ao arrepio das forças políticas que compunham esse Congresso, que fora eleito em 1958, e já não mais correspondia às necessidades e às aspirações do eleitorado, que mudara de posição. Diz Hélio Silva, em A Renúncia:[1] O resultado do pleito em que Jânio recebeu quase 6 milhões de votos rompeu o controle das cúpulas partidárias.

Política naquela base

Tanto quanto Collor (Collor relembra impeachment e cobra diálogo com o Congresso).  e a rigor tal qual nossa Presidenta, ainda incólume, mas enfrentando a rebelião,  (Para Dilma, opinião pública apoia endurecimento com partidos e rejeita a ‘chantagem’ parlamentar) Jânio lavrava seu termo:
Desejei um Brasil para os brasileiros, afrontando, nesse sonho, a corrupção, a mentira e a covardia que subordinam os interesses gerais aos apetites e às ambições de grupos ou indivíduos, inclusive, do exterior. Forças terríveis levantam-se contra mim, e me intrigam ou infamam, até com a desculpa da colaboração... 
Identifica-se, aqui, o que Roger-Gérard Schwartzenberg cognomina do novo triângulo do poder nas democracias, que junta o poder político, a administração (os gestores públicos) e os círculos de negócios. Essas três hierarquias, agindo de forma circular, cruzando-se, recortando-se, interpenetrando-se, passam a tomar decisões que se afastam das expectativas do eleitor.Presos na teia de aranha
Lula escapou porque soube repartir a pizza com todo mundo, digo com o mundo mesmo, de Chávez,  Evo Morales,  do iraniano, até Sarkozy, embora este sustentado apenas com promessas, com Fifa, Comitè Olímpico, etc., fatos que embora dilapidasse fortemente o patrimônio nacional lhe propiciaram as honrarias internacionais.
Analisando-se o que aconteceu no episódio do mensalão, quando o então presidente Lula escapou de sofrer um processo de impeachment, constataremos que isso só aconteceu por que Lula tinha uma história política anterior que lhe conferia papel importante na transição para a democracia, principalmente à frente do Sindicato dos Metalúrgicos, e um partido, o PT, com força de mobilização a nível nacional, além do apoio dos sindicatos e de outros movimentos sociais como a UNE e o MST, apoios com que Collor não contou na época, embora tenha tentado mobilizar, sem êxito, a população a seu favor. Diferenças
As terríveis forças ocultas foram e são todas as supra elencadas, mas principalmente aquelas oriundas das corporações defenestradas, os cortes nas  mamatas e vantagens financeiras tradicionalmente propiciadas pelos governos brasileiros, com ênfase nos grupos liderados pelos vices-presidentes, sempre na expectativa de se agadanharem completamente dos cofres públicos.
Vou me abster de enfileirar aqui escândalos de que Calheiros, Jucá e Maggi foram acusados, que envolvem superfaturamento, desvio de dinheiro, abuso de poder, fraudes, compra de votos, uso de laranjas e doleiros. Uma página não seria suficiente. Mas estão todos aí, vivinhos da silva, pintados de guerra e bravatas, graças ao toma lá dá cá tropicalista. Estão aí também porque, à maneira do ex-presidente Lula, são camaleões, mudam convicções e ideias – se é que as têm – ao sabor de quem manda. Pode ser PT, PMDB, PSDB, não importa. Jucá foi presidente da Funai no governo Sarney em 1986. Aprendeu a se fazer cacique e atravessou governos incólume. O que importa para os políticos “com traquejo” é manter a boquinha. E se tornar eterno. Dilma e o bloco dos sujos
Com crise, governo desconhece tamanho real da base aliada
Somente em 2010 o aparelhado Ministério desembolsou R$ 30 milhões em transferências - em mais de um sentido - do gênero. Em 2010 o governo destinou R$ 5,4 bilhões a 100 mil ONGs, ante R$ 1,9 bilhão em 2004. Esses gastos têm crescido mais do que as transferências para Estados e municípios. Estadão, OPINIÃO: Ministro tem de sair
Pente-fino em contratos impede 13 ONGs do Rio Grande do Sul de receber recursos da União
"Tem várias forças ocultas e semiocultas nesse processo, né? A verdade é que o Brasil vem passando por uma transformação econômica e social, mas ainda não tinha feito o enfrentamento das antigas práticas políticas." (Eduardo Braga: ‘Chegou a hora de enfrentar antigas práticas’ )
A composição da Câmara dos Deputados foge ao controle do cidadão e é entregue de bandeja às oligarquias partidárias, que recriaram o velho esquema do coronelismo da República Velha se aproveitando dessa cusparada em Pitágoras e Aristóteles, pois em nosso sistema o mais vale menos e o menos vale mais. O neocoronelismo do voto eletrônico, instituído no Poder Legislativo tornado Constituinte, inventou o conceito cínico da governabilidade. Segundo este, o presidente eleito pela maioria real submete-se ao tacão dos oligarcas partidários: só lhe é permitido governar se fatiar a máquina pública e distribuir as porções da carniça às legendas cuja legitimidade como representação popular é, na prática, nula. Por isso estamos sob a égide de uma paráfrase do antigo axioma de Artur Bernardes: 'Ao político, tudo; ao cidadão, o rigor da lei'..Um chute no traseiro da Constituição  
 Nada de novo no front.
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quarta-feira, 14 de março de 2012

O vôo do galináceo - 3/3 Aterrisagem forçada

O proletariado utilizará sua supremacia política, para arrancar, aos poucos, todo o capital à burguesia, para centralizar todos os instrumentos de produção nas mãos do Estado, isto é, do proletariado organizado como classe dominante. MARX, K., Manifesto Comunista.
Não existe tirania mais cruel do que a exercida à sombra da lei e com uma aparência de justiça, quando, por assim dizer, os infelizes são afogados com a própria prancha em que tinham sido salvos. MONTESQUIEU: 109   
Os jornalistas amestrados sabem disso tudo. Fingem que não porque são cúmplices, por ação e omissão, do grande embuste armado para esconder a administradora bisonha, a articuladora política incapaz de organizar um concurso de miss, a intelectual que esquece o nome do livro que acabou de folhear, a comandante que camufla com pitos a nenhuma vocação para a liderança, a chefe que sempre escolhe o pior entre os piores. Os resultados favoráveis nas pesquisas que medem a popularidade de Dilma Rousseff não provam que seu desempenho é ótimo ou bom. Apenas demonstram que, em matéria de informação política e discernimento, a maioria dos entrevistados é ruim ou péssima. Os cúmplices do grande embuste
O que eles não se conformam é que os pobres não aceitam mais o tal do formador de opinião pública. Eles não se conformam é que os pobres estão conseguindo enxergar com os seus olhos, pensar com a sua cabeça, pensar com sua consciência, andar com as suas pernas e falar com sua boca. Não precisam do tal de formador de opinião pública. Nós somos a opinião pública e nós mesmo nos formamos. Presidente Lula, Folha, 18/9/2010
"Lula é o maior economista do Brasil. O Lula é o único economista que presta no Brasil porque é o único que está falando a verdade.” (Economista Prof. DELFIM NETTO,  responsável direto pelo Ato Institucional N. 5, e ministro de vários ditadores que se sucederam, em primorosa. entrevista para Ag.  Estado - www.avozdavitoria.blogspot.com - 31/12/2008)  
Brasil como modelo? Não, obrigado 
Sob o falso pretexto de defender os interesses do povo, esse gigantesco Leviatã consome a renda da população, gere mal os recursos e fecha a economia do país a seus desejos, inibindo investimentos internos ou externos. Com políticas econômicas frágeis e na maioria das vezes mal formuladas (dado o fraco entendimento dos governantes nesse assunto), o crescimento econômico pode se iniciar acelerado, mas ao longo do tempo mostra-se ineficiente e frágil, fadando o país a um atraso monstruoso em relação a regiões mais democráticas. VASCONCELLOS, Daniel, A ameaça do "Estado-pai", O Globo, 27/8/2010
Quando os empresários comparam as rentabilidades dos projetos de infraestrutura com as taxas de juros que estão amplamente ligadas à 'preferência por liquidez', eles podem eventualmente renunciar a certos investimentos. A sociedade rica entra então numa depressão cumulativa e crônica, sem prespectiva de reerguimento a longo prazo. GAZIER, Bernard, A crise de 1929: 101
O ministro Guido Mantega, e o secretário, Arno Augustin, passaram meses e meses garantindo solenemente que a meta do superávit primário do setor público deste ano seria cumprida. Nesta terça-feira, candidamente, Mantega reconheceu que não conseguiria obter tal superávit e alegou que não podia responder pelos resultados dos Estados e dos municípios. Jorn. Econ. Celso Ming, Estadão, 29/12/2010
O homem de sistema costuma se achar muito sábio em seu próprio juízo; e ele está, com freqüência, tão enamorado da suposta beleza do seu próprio plano ideal de governo que não tolera qualquer desvio, por menor que seja, em qualquer parte dele. Ele atua com o intuito de implantá-lo completamente e em todos os detalhes, sem prestar atenção seja nos grandes interesses, seja nos fortes preconceitos que podem se opor a ele. Ele parece imaginar-se capaz de dispor os diferentes membros de uma grande sociedade com a mesma facilidade com que a mão dispõe sobre as peças de xadrez.SMITH, Adam An Inquiry into Nature and the Causes of the Wealth of Nations, 1776: 233
O resumo dessa ópera é que, no campo da previsão econômica, tudo ainda se passa no  da chutometria. E não deixa de ser engraçado observar o estilo com que os argumentos que pretensamente sustentam os chutes são articulados para lhes dar um ar de ciência exata.  Jornalista-economista José Paulo Kupfe. Estadão, 21/12/2010
A política econômica tem atendido a emergências, quando deveria ter um rumo; ameaça com arsenal de medidas quando deveria implementar reformas que tirassem do caminho os obstáculos ao crescimento; distribui favores quando deveria melhorar o ambiente de negócios... O BNDES pensa estar fazendo política industrial despejando volumes extravagantes dos recursos no projeto de formação de grandes conglomerados. Tudo isso dá a impressão de que há um projeto. Não há. Falta projeto
O pré-sal sempre foi tratado com nacionalismo retrógrado e grandiloqüência idílica. Do anúncio à ridícula idéia do país integrar a OPEP, o assunto foi marcado mais por devaneios do que seriedade – pelo menos dentro do governo e da aparelhada ANP. O Brasil do pré-sal é Pasárgada. Mas cuidado, Bandeira: lá, Lula é que é o rei. LIMA, Renato,Indigestão de pré-sal 
Paralisado pela incompetência crônica que não poupa nenhum dos quase quarenta ministérios e sufocado por um rosário interminável de denúncias de corrupção, o governo federal e sua base alugada empregam mais tempo na tentativa de minimizar os estragos da bandalheira institucionalizada do que no dedicado à solução dos graves problemas conjunturais e estruturais que se acumulam e cobrem de incertezas o futuro do país. Acuados, refugiam-se covardemente nas maravilhas de um país de araque que existe apenas no imaginário deturpado desse bando que, liderado por um dos maiores blefes políticos que já se teve notícia, utiliza-se da mais indecente campanha publicitária para mentir à Nação. É só uma questão de tempo
Basta uma sacudida na economia para que o último degrau da escada social despenque no abismo de miséria de onde saiu, tornando inevitavelmente maior a sua propensão ao crime. Pesquisa recente do Centro de Pesquisa Social da FGV mostra que São Paulo é a região do País onde mais se produziu miséria - 5,9%. SIMANTOB, Fábio Tofic, Estatísticas do crime e discurso do medo 12/2/2010
Por conformado, há anos dou milho aos pombos. Desde imberbe conheço as lições mais elementares da história, e de nosso tempo. 
E como no final das contas não é senão u'a máquina cuja existência e manutenção dependem da vitalidade circundante que a mantenha, o Estado, depois de sugar a medula da sociedade, ficará héctico, esquelético, morto com essa morte ferrugenta da máquina, muito mais cadavérica que a do organismo vivo.  ORTEGA Y GASSET, , Rebelião das Massas.
"Entre a teoria dos quanta, que sustenta o edifício científico da idade atômica e o pensamento dos economistas e filósofos, marxistas e tecnocratas, parece terem decorrido séculos. Já não falam a mesma língua. Já não têm nem uma idéia comum." ( Kraemer, E., La grand mutation cit. Goytisolo: 69) O costumeiro negócio de usar a "ciência", na verdade mera tecnologia de controle econômico e social é fadado ao insucesso. Já nos anos '60 começou a debandada, o abandono das pretensões controladoras e preditivas em prol de um caráter prospectivo e emancipatório da atividade científica ; em outras palavras, uma ciência que não é concebida como um instrumento de controle, mas sim como um meio para construir alternativas e revelar oportunidades. 
Agora, recém agora a hora da verdade apresenta seu cuco no painel do Brazilianic. Financial Times desta quarta-feira, 7 de março,  afirma que o sistema "extravagante" de aposentadorias do Brasil está "segurando o crescimento" do país. O jornal completa: "O grande gasto do governo com aposentadorias e salários – e a falta de poupança interna – é geralmente considerado o culpado pelo padrão 'voo de galinha' do crescimento do Brasil – caracterizado por rápidos movimentos de 'superaquecimento' e desaceleração nos últimos dois anos."  O drama não tem fim:
Brazil's greatest fear is to be trapped between two choices: for slow growth or high inflation. This is what worries Dilma, as everyone in Brazil calls President Roussef; unfortunately, the only way to avoid the trap may be to make exactly the kind of policy choices (spending cuts, labor market deregulation, privatization) that Dilma's electoral base doesn't like. Brazil: The Country of the Future, Again?*
"Uma economia só pode crescer de maneira global se as empresas individuais que a formam crescerem. Portanto, qualquer teoria do crescimento deveria estar embasada na atividade e no comportamento das empresas individuais." (ORMEROD, P., 2000: 216)  "Onde existe crescimento econômico, estão também emergindo mais formas de governo de livre mercado - uma aceitação do fato de que as pessoas, e não a determinação política, criam a oportunidade econômica." (NAISBITT, J., Paradoxo global: 265)
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A orquestra do Brazilianic continua exuberante, mas os  atores e  a platéia começam a abandonar o recinto.  E na água, na rua não há ar-condicionado, nem calefação, não senhor.  "O rei está nu. Na verdade, é a rainha que está nua. Ninguém, em sã consciência, pode dizer que o governo Dilma Rousseff vai bem. A divulgação da taxa de crescimento do País no ano passado ─ 2,7% ─ foi uma espécie de pá de cal." (‘Governo? Que governo?’, um artigo de Marco Antonio Villa)
O pífio crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2,7% em 2011 é resultado da equivocada política econômica do governo.  Esse “pibinho”, aquém das expectativas, é decepcionante para toda a sociedade brasileira.  Como podemos alavancar a economia sendo campeões mundiais em taxa de juros e praticando uma nefasta política de incentivo às importações e à desindustrialização? Paulo Pereira da Silva (Paulinho) – presidente da Força Sindical

Protecionismo não é saída para indústria (Editorial)

"Dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil cresceu menos do que três que já anunciaram oficialmente seus números." (O governo já sabia)
O PIB brasileiro cresceu 2,7% em 2011, mas a indústria teve expansão de apenas 1,6% no ano (frente aos 10,4% em 2010), de acordo com IBGE. No quatro trimestre do ano passado, o setor recuou 3,1%, maior queda desde o quarto trimestre de 2009, negativo em 2,5% A indústria extrativa apresentou uma queda mais acentuada porque, além do menor dinamismo da economia mundial, a extração de minério de ferro sofreu impacto das chuvas em Minas Gerais. Bens de capital (-16,0%) apontou a queda mais acentuada em janeiro de 2012. O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis foi o único que registrou expansão nesse mês, avançando 0,7%. Indústria tem em janeiro maior queda mensal em três anos  Produção recuou 2,1%
Inadimplência empresarial cresce 4,4% em janeiro
Inadimplência de veículos atinge maior patamar desde 2009
Confiança do consumidor cai em fevereiro, diz CNI 
Abimaq: projeção de faturamento cai para 5% em 2012 
O fraco desempenho do setor, segundo Aubert Neto, se reflete no número de empregos da indústria de máquinas e equipamentos. Apesar do ano passado ter mostrado um crescimento de 3,6% do número de vagas, em comparação a 2010, desde outubro de 2011 o setor verificou uma perda de 2.322 postos de trabalho. "Perdemos quase 3 mil empregos em relação a outubro, que foi o pico do ano, e não tenho dúvidas de que a tendência é de mais demissões", disse o líder empresarial.
Brasil teve o menor crescimento entre países da América do Sul
Trabalho no Brasil está na lanterna Brasileiro fica no 15º lugar em ranking de produtividade da AL e na 75ª posição no mundial, emperrando crescimento

Falta projeto

Fatia da indústria brasileira no PIB volta aos anos 50
Venda de imóveis novos cai 25% em um ano
Inadimplência de veículos atinge o maior patamar em 30 meses
Emprego industrial cai pelo quarto mês consecutivo
Professores de 23 estados e DF iniciam paralisação
Em pouco mais de uma semana o governo mexeu duas vezes no IOF cobrado sobre empréstimos tomados no exterior. Na primeira, estendeu de dois para três anos o prazo das operações sujeitas à alíquota de 6%. Na segunda, ampliou a restrição para cinco anos. Essa medida poderá, como as anteriores, funcionar por algum tempo, mas o mercado, como sempre, será capaz de contorná-la. O governo da retranca
Governo sofre as dores da hipertrofia  O galináceo se encontra à mercê, raso e sem solução. Fogo no circo "A presidente esgotou a troca de figurinos. Como uma atriz que tem de representar vários papéis, não tem mais o que vestir de novo". (‘Governo? Que governo?’, um artigo de Marco Antonio Villa) 'Berra para todo lado, culpa todo mundo - o Euro, o Dólar, os governos anteriores, a mediocridade de seus ministros, o Congresso, a "Base Aliada", o UK que não entrega as Malvinas aos argentinos. 
Irascível, impaciente, inepta para a negociação, a presidente dá a impressão de que o temperamento a impede de aprender como funciona o processo político, no muito que depende de terceiros que não lhe são subordinados, obedecem a outra lógica e partem da premissa de que apoio com apoio se paga. ‘Percalços da presidente’, editorial publicado pelo Estadão
A fraude grotesca, acrescento, foi parida mais de três anos antes da chegada de Dilma Rousseff ao gabinete que ganhou do padrinho. Nasceu em 2007, quando a chefe da Casa Civil que falava pouco por não ter nada de interessante a dizer foi promovida por Lula a Mãe do PAC ─ essa estranha criatura que desde o berço deglute bilhões de reais e só expele licitações malandras, contratos superfaturados,  canteiros de obras desertos, creches sem crianças, quadras esportivas sem serventia e muitas, muitas pedras fundamentais. Cinco anos depois da invenção da sigla, mesmo os candidatos ao Enem beneficiados pelo vazamento da prova  não saberiam o que responder caso fossem convidados a mencionar alguma obra relevante produzidas pelo paquiderme estéril. Graças à tibieza da oposição oficial, a farsa da grande gestora atravessou a campanha eleitoral sem topar com zonas de turbulência e entrou em velocidade de cruzeiro depois que Dilma assumiu o manche e passou a pilotar o avião sem bússola e tripulado pelo pior ministério de todos os tempos. Os cúmplices do grande embuste
A "tibieza" não se faz por acaso. Também ela atende ao modelito  '30, em prêt-à-porter. Revivemos a  marmelada de Getúlio, pai dos pobres e mãe dos ricos, levada a cabo pelos partidos que inventou - PTB e PSD. Nada mudou de lugar, exceto o prosaico "B".
A composição da Câmara dos Deputados foge ao controle do cidadão e é entregue de bandeja às oligarquias partidárias, que recriaram o velho esquema do coronelismo da República Velha se aproveitando dessa cusparada em Pitágoras e Aristóteles, pois em nosso sistema o mais vale menos e o menos vale mais. O neocoronelismo do voto eletrônico, instituído no Poder Legislativo tornado Constituinte, inventou o conceito cínico da governabilidade. Segundo este, o presidente eleito pela maioria real submete-se ao tacão dos oligarcas partidários: só lhe é permitido governar se fatiar a máquina pública e distribuir as porções da carniça às legendas cuja legitimidade como representação popular é, na prática, nula. Por isso estamos sob a égide de uma paráfrase do antigo axioma de Artur Bernardes: 'Ao político, tudo; ao cidadão, o rigor da lei'..Um chute no traseiro da Constituição 
Não há líder novo que encerre crise  Enquanto isso o portaviões só pega fogo, a base da Antártica lá se foi, a estiagem no Rio Grande do Sul  reduz  a colheita em terço, (Safra de soja deve ter queda de 30,71%, diz Emater) a Copa do Mundo periclita por brigas infantis, e inércia generalizada (Fifa anuncia suspensão de reuniões ligadas à Copa até Dilma se reunir com Blatter), a diplomacia só arruma gastos, confusões e animosidades

Brasil fica para  trás no jogo chinês

'Apoio do Brasil a Assad é política estúpida' diz comandante rebelde
TCU aponta falha em prestação de contas de embaixadas brasileiras
Brasil envia missão para discutir bloqueio de contas da União na Itália 
Especialistas, chineses e brasileiros, afirmam que o Brasil não sabe negociar com os chineses. Enquanto Pequim é fria e calculista como manda a diplomacia econômica eficiente, o Itamaraty parece letárgico, ideológico e emotivo, tendo deixado a recusa (política) chinesa em apoiar a postulação brasileira de se tornar membro permanente do Conselho de Segurança da ONU contaminar as relações comerciais. MALBERGIER, S., Folha de São Paulo, 21/5/2009
Principais aeroportos do país estão em situação crítica, diz Ipea
Associação denuncia ‘situação caótica’ da aviação civil brasileira
Fevereiro tem a 3ª pior geração de empregos da história
A criminalidade assume velocidade geométrica. Média de homicídios no Brasil é superior a de guerras, diz estudo
A sensação que tenho é de que a violência vai crescendo como uma doença letal, uma verdadeira epidemia, que vai contaminando todos, aos poucos. As notícias de crime chegam diariamente, sem dó nem piedade. E, se a gente descuida, vira tudo número, estatística. BARROS, Jorge Antônio, em 4/3/2009  http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/reporterdecrime/#165335
Encurralados pela violência, moradores usam faixas e cartazes em apelo por mais segurança
As leis e reformas emperram por chantagens. Troca-se mais ministros do que técnicos de futebol. E a corrupção campeia solta. (Lobista acerta propina com coordenadora do.Min. Saúde.) Ela corrói o tecido social a partir dos vértices, dos poderes federais, estaduais, e municipais, além das empresas públicas, naturalmente, e das corporações cooptadas, (Corrupção está mais 'rasteira', diz especialista) essas que giram em órbita do fenomenal buraco-negro ocasionado pelo neófito e por isso anacrônico governo do Brasil  O Custo da Corrupção 
Romário: Brasil passará ‘vergonha’, Copa será uma ‘merda’ e haverá ‘o maior roubo’ em obras

"Nos mais diversos setores da República, a perda de parâmetros, o abandono a princípios, a inversão de valores... Há de buscar-se, a todo custo, a correção de rumos, sob pena de vingar a Babel". (Min. MARCO AURÉLIO, STF, Folha de S.Paulo,  29/9/2009)  . "A corrupção endêmica nas entidades estatais, nos tempos modernos, é tão velha quanto a dos primeiros tempos. Apenas mais sofisticada. Carl Schmitt (“O Conceito do Político”) e Maquiavel (“O Príncipe”) continuam atualíssimos." (A velhice dos tempos modernos)
Afinal, o que não aprende o homem, quando o elefante, submetido a treinamento, vira acrobata, o urso fica saltador e o asno dá-se em espetáculo?
ERASMO DE ROTERDÃ, De Pueris: 53
A cartilha florentina permanece pautando a moda tropical, acentuada no prêt-à-porter financeiro. (O fim do Duce, mas não do fascismo) O molde inebria os obcecados pelo poder, tanto quanto a luz à maripôsa. O inseto supõe que quanto mais voltas efetivar, mais  se aproxima do fetiche, ao passo que se distancia de cair. O brilho da luz ou do ouro, todavia, é-lhe invariavelmente fatal.  Ao comprovar a rota do sucesso no galgo ao pódium, e o deleite prazeroso, o incauto olvida que Maquiavel programou o enredo com escassa margem à variação, reservando um final  melancólico, de preferência trágico, ao seu astro principal, justamente ao gáudio da platéia, esta que lhe garante a perene bilheteria.
GERALDO VANDRÉ, faça-me o favor: vem, vamos embora, que esperar não é saber.
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* O maior dilema do Brasil é  ser preso entre duas opções:  crescimento lento ou inflação alta. Isto é o que preocupa Dilma, como todo mundo no Brasil chama a presidente Roussef, mas, infelizmente, a única maneira de evitar a armadilha pode ser a de fazer exatamente o tipo de escolhas políticas (cortes de gastos, a desregulamentação do mercado de trabalho, a privatização) que a base eleitoral de Dilma não admite.



terça-feira, 13 de março de 2012

O vôo do galináceo: 2/3 - Deslumbrante sobrevôo

Modelito 1930 ainda faz sucesso no Planalto, preferência dos roteiristas do Brazilianic
O capitalismo precisa ser sempre reinventado. Onde está dando mais certo? Nos países que adotaram o capitalismo de Estado. Ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, para IstoÉ - Dinheiro.
Ninguém melhor do que fascistas e nazistas operaram o venerado "capitalismo de Estado."
Keynes, longe de ser o salvador do capitalismo, almejava substituir a livre iniciativa por uma economia controlada pelo estado - sendo que o estado seria gerido por 'especialistas' como ele. LEWIS, Hunter, cit.
Qual conduta o gay de Bloomsbury aconselhava?
A intervenção deve-se dar de maneira mais ou menos permanente, principalmente sob a forma de uma política de manipulação monetária com o objetivo de atuar sobre três elementos variáveis, acima indicados, elementos esses dos quais depende o volume de emprego e da produção.CUNLLIFE,  M., The Intellectuals in the USA, cit. LIPSET,  S. M.  357
O cidadão era reduzido a objeto, bobo-da-corte:
Qualquer gasto é preferível a nenhum gasto. Abra buracos e os tape de novo. Ou pinte a Floresta Negra. Se não puder pagar aos indivíduos um salário para que façam alguma coisa de útil, pague-lhes para que façam algo de idiota. Gastando-se assim a poupança, elevam-se os salários, o que aumenta o consumo que, por sua vez, aumenta a produção de bens e serviços. KEYNES,  J. M., cit. MISES,  Ludwig von, As Seis Lições: 52.
O resultado operacional foi retumbante na Alemanha, Itália, até no Brasil  e no Eua, mas o financeiro, as contas públicas e privadas se desarramjaram de tal sorte que se não fosse os despojos  japoneses, alemães e italianos Tio Sam até hoje estaria de cartola na mão.
As políticas mundiais de crescimento induzido pelo Estado tiveram exatamente o efeito oposto do que pretendiam: tinham aumentado, e não reduzido, o custo da produção de bens e serviços e tinham abaixado, e não aumentado, a capacidade das economias de conseguirem uma produção vendável. SKIDELSKI,: 140
O homem só muito lentamente descobre como o mundo é infinitamente complicado. Primeiramente ele o imagina totalmente simples, tão superficial quanto ele próprio. NIETZSCHE, F., O livro do filósofo: 41
Nosso pessoal, metido a especialista em copiar receitas econômicas,  sem distinguir a história, simplesmente ignora as consequências políticas, sociais, e mesmo econômicas da gloriosa, porém funesta experiência keynesiana. Para Keynes, a longo prazo estaríamos todos mortos. Os integrantes da anomalia antidemocrática intitulada Comitè de Política Monetária concordam plenamente com seu gurú. Ocorre, porém, que o longo prazo já está vencido, há muito ."O período em que o welfare state se fortaleceu, de meados da década de 1970 até o presente, também foi aquele durante o qual os níveis de pobreza (relativa) aumentaram na maioria das sociedades industrializadas." (Giddens, 1996: 164).
De acordo com Mises,
é preciso enfatizar o fato óbvio de que um governo somente pode gastar ou investir aquilo que tira dos cidadãos, e que os gastos e investimentos adicionais diminuem, na mesma medida, os gastos e os investimentos que seriam feitos pelos cidadãos. Disso, podemos concluir que, sendo o governo um ente que não gera riquezas, ele consequentemente não pode fazer a economia crescer em termos reais. Contrariamente à crença popular, quanto mais o governo gastar, pior será para a saúde da economia e, por conseguinte, para o crescimento econômico.
A política de crescimento puxado pelo mercado interno, tal como executada pelo governo, está claramente baseada num equívoco. O problema principal não está na demanda, mas na capacidade da indústria de transformação de atender ao mercado enfrentando a competição estrangeira. Essa capacidade é limitada não só pelo câmbio – o real valorizado encarece os produtos nacionais -, mas principalmente por uma porção de ineficiências estruturais muito bem conhecidas. A maior parte dessas deficiências é atribuível à baixa qualidade das políticas públicas (infraestrutura insuficiente e ruim, energia muito cara, custos trabalhistas elevados, distorções tributárias, escassez de mão de obra adequada, entraves burocráticos, etc.). Sem a solução desses problemas, uma expansão na faixa de 5% a 7% levará à inflação ou à crise externa. O PIB emperrado
Malgrado as desastrosas experiências no Eua e alhures, incluindo nosso próprio terreiro, de Getúlio a JK, dos governos militares através do gorducho Delfim Neto a Sarney e seus fiscais, somado ao parco conhecimento científico, epistemológico, e filosófico constatado em qualquer ação ou discurso dos atuais timoneiros do Brazilianic, ainda assim os audazes "justiceiros" se jactam donos da suprema sapiência:
'Como os países ricos habitualmente tentavam dar lições ao Brasil de como a gente fazer, seria importante que, humildemente, agora eles fossem aprender o que nós fazemos para que eles pudessem fazer políticas iguais', disse Lula após participar de jantar oferecido pelo presidente de Moçambique, Armando Guebuza, em Maputo.
"Lula se apresentava como 'pai dos pobres' , mas ao mesmo tempo atendia os interesses dos banqueiros e grandes empresários', constata a Historiadora da USP Prof. Maria Lígia Coelho Prado, coordenadora do  Seminário Internacional Perón e Vargas, Aproximações e Perspectivas." (O Estado de São Paulo, 15/4/2008)
Mais uma vez a década dos ditadores era a grande inspiradora galinácea, rota traçada  por meios de palimpsestos empilhados sobre o nada original petiço suicida. "Getúlio Vargas, líder da Revolução de 1930, é apoiado por políticos reformistas e liberais [?] e inspirado na doutrina keynesiana. Na realidade, o desenrolar de seu governo não representou ruptura com o passado, mas reacomodação de interesses." (MASCARENHAS, E.: 51 )
O conhecimento dos fatos antigos, chamados históricos, afeta a interioridade e a exterioridade do homem que procura se conformar intimamente com mitos e heróis e que, externamente, se empenha em seguir seus modos de agir e dominar. Com esse comportamento, assimila o despotismo da história e assume a máscara de seus personagens centrais. MIORANZA, Ciro, in NIETZSCHE, F., Da utilidade e do inconveniente da história para a vida: 10
Através da propaganda feita pelo DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) de que ele, [Getúlio Vargas] era o 'pai dos pobres', o homem que lhes garantia a aposentadoria, a estabilidade no emprego, o seguro social, através dos institutos de previdência, das férias remuneradas, das habitações populares, etc. O DIP, durante anos dirigidos pelo capacitado Lourival Fontes, soube produzir uma imagem de ditador muito simpática às massas.  JORGE, F., A Revolução de 30 e a Finalidade Política do Exército: 187.
Tudo depende, portanto, de se fazer com que os súditos acreditem que o governo é bom e justo, e de os cidadãos sentirem-se felizes em obedecer às suas ordens - daí todo conjunto de medidas draconianas... sugeridas por Platão tanto na República quanto nas Leis, a fim de produzir e conservar nos súditos essa crença. 
KELSEN, H.: 50
Trabalhador solteiro, em situação regular, com carteira assinada, com R$ 2 mil mensais de salário, entre os descontos a que é submetido e os custos impostos ao empregador, resultará em R$ 837 que passam para os cofres públicos. Ora, a mim parece extorsiva essa contribuição a que o trabalhador e o empregador estão sujeitos inexoravelmente, sem ter a quem apelar, quando os serviços públicos devolvidos à sociedade são defectivos, não são bons e em geral são maus, especialmente os mais vitais, como os referentes à saúde, à assistência médico-hospitalar, à educação, à segurança pessoal do trabalhador e de sua família. Por isto já foi dito que, entre nós, as contribuições são de padrão escandinavo, enquanto os serviços públicos são de escala africana. O outro assunto que também me impressionou, vivamente, conhecidas as condições históricas do serviço, tradicionalmente reumático, é referente aos serviços portuários. Só no porto de Santos, o maior da América do Sul, na entrada ou saída de navios, exigem-se 17 toneladas de papel por ano; para cada navio são necessários 112 formulários, em diversas vias, com 935 informações a serem encaminhadas a seis diferentes entidades da administração! BROSSARD, P.,Peleguismo eleitoral 8/6/2010
 Brasileiros são os que tem menos retorno dos impostos que pagam Diante da carência do povo, qual razão assistia jogar o dinheiro extraído da produção à investimentos, ainda mais em infra-estrutura?
Com essa política irresponsável, os governos do PT, além de nada investirem em infraestrutura, literalmente permitiram a deterioração de tudo o que já tínhamos construído, principalmente nos anos de governos militares, como as hidrelétricas, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e redes de distribuição de energia que hoje estão em péssimas condições ou já praticamente destruídas.  O tsunami de Dilma
Segundo a FGV na última década a renda dos 50% mais pobres do Brasil cresceu 68%, enquanto a dos 10% mais ricos cresceu apenas 10%. (Estadão, 7/3/2012) O que renderia mais votos - redes sanitárias, de estradas, de hospitais, portos, aeroportos, redes elétricas, etc, ou uma gigantesca rede de mensalões, forte para o povo gastar à vontade? 
A presidente eleita, Dilma Rousseff, não terá dificuldade para encontrar a pobreza absoluta que ela prometeu erradicar até o fim do mandato, como um dos principais compromissos da campanha. Quase 5,3 milhões de famílias - a grande maioria dos brasileiros que permanecem na condição de miseráveis - já são beneficiárias do programa Bolsa-Família, de transferência de renda .Estadão, 5/12/2010
A redistribuição tem, de fato, sido farta. "Mais de 40 mil candidatos às eleições de 2006 e 2008 eram beneficiários do programa Bolsa-Família, segundo auditoria do Tribunal de Contas da União." (www.claudiohumberto.com.br - 5/5/2009)
Pindorama ultrapassou a barreira dos 10 milhões de servidores públicos (civis, militares, federais, estaduais e municipais). O ano de 2007 fechara com 9,827 milhões. É provável que a marca tenha sido batida no primeiro semestre. GASPARY, H., Folha, 29/3/2009
"O Brasil é tetracampeão em felicidade no ranking de uma pesquisa feita pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) em parceria com a consultoria Gallup, na qual a Síria aparece em último lugar. Entre 2001 e 2009, a renda obtida fora do trabalho (?) cresceu 21% entre os homens, enquanto as mulheres tiveram incremento de 47%." (Folha, 7/3/2912)
Você pode explodir o Brasil inteiro e eles ainda dizem: 'Obrigado! Aqui está um macaco para você levar para sua casa'. 
SYLVESTER  STALLONE, ator de Os Mercenários
Promotoria denuncia 35 acusados de envolvimento na 'máfia da merenda 'O funcionalismo obteve ganhos substanciais; os sindicatos se refastelam, nadando em dinheiro; os políticos levam dólares pelas cuecas, e constróem castelos em florestas. Governo libera R$ 1 milhão para neto de Fittipaldi via lei de incentivo. Organizações não-governamentais sem fins lucrativos obtém recursos jamais imaginados (CGU divulga lista de 164 ONGs impedidas de firmar convênios), empreiteiras achacam na beira das estradas sem precisar construí-las. (Na folha do Senado, advogados de bancos e empreiteiras) E tome milhões de reais para governos estrangeiros, em troca de apoio para qualquer pleito na ONU. "O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou hoje um projeto de lei que concede uma ajuda de 25 milhões de reais (cerca de 14 milhões de dólares) para a reconstrução da Faixa de Gaza." (www.consciencia.net/para-o-globo-somos-todos-funcionarios-publicos/)
Lula foi também o mentor do perdão de dívidas de outros países com o Brasil, ignorando carências internas gritantes. São cenas cotidianas o nosso sistema viário abandonado, hospitais inoperantes, escolas desamparadas, prisões comandadas por prisioneiros, barracos de papelão servindo de moradia a trabalhadores que pagam os impostos que vão financiar metrôs e armamentos na Venezuela, hotéis em Cuba, casas de alvenaria na Bolívia e empregos no Paraguai, no Equador, em Moçambique, na Nigéria, em Cabo Verde, na Nicarágua e no Gabão. O total das dívidas perdoadas desses países foi de R$ 1,62 bilhão, quantia suficiente para atender ao reajuste dos aposentados, que o governo afirma não ter recursos para honrar. Está também doando como ajuda à Grécia mais de R$ 567 milhões, além de emprestar R$ 17 bilhões ao FMI sem haver sido convidado a fazê-lo. DANON, J, Ave Lula. Estadão, 11/6/2010
O Brasil virou corrimão, bunda de vedette: todo mundo passa a mãoThe Economist ironiza a "política"  brasileira com a vizinhança, calcada numa "harmonia ilusória" da região. "'A promessa de Lula de ser generoso com os vizinhos menores não é recíproca"' dizia a revista, em flagrante deboche, lembrando a inércia do Brasil diante do esbulho causado pela Bolívia à Petrobrás, do calote do micro Equador, e do affaire com novo Tratado de Itaipu,,.requerido pelos tradicionais falsários paraguaios, absurdo reajuste prontamente aceito pelos nossos guardiões, frangueiros par excellence. Eles  emprestam ao FMI. Perdoam as dívidas dos outros países conosco. Promovem dádivas estratosféricas. Colocam nossas embaixadas no meio de questões que nos totalmente são estranhas. Aos haitianos são destinados milhões e milhões. "O ministro das Relações Exteriores disse que o Haiti vai precisar de um 'Plano Lula' para a reconstrução do país." Sugere brindá-lo com uma hidrelétrica, e maior controle: "O Haiti precisa de uma alfândega." (Agência Brasil, 24/1/2010)  E o Brasil faz qualquer negócio.
O Brasil fará tudo o que for possível  para ajudar, estando disponível para  comprar  dívida portuguesa.  Presidente Dilma Rousseff, após ter sido recepcionada na Universidade de Coimbra
Devendo US$ 1,4 bi à Petrobras, Chávez leva US$ 637 mi do BNDES

Não era isso que queriam? O país não é de todos, portanto até mesmo de estrangeiros?  Poderia haver uma melhor, uma mais justa  redistribuição de renda? TCU vê indícios de pagamento a 'fantasmas' em obra do PAC;
Se Luiz Inácio Lula da Silva é, de fato, o 'filho do Brasil', fica a sensação de que, pelo menos aos olhos do mundo, o filho é de alguma maneira maior que o pai. A impressão de que Lula é maior que o Brasil ficou mais forte a partir do momento em que o Fórum Econômico Mundial decidiu outorgar ao presidente o título de 'Estadista Global'. ROSSI, C., www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/clovisrossi/ult10116u682809.shtml, 21/1/2010
Filósofos do PAC
'Hoje o Brasil é um País respeitado internacionalmente', diz Dilma Engano de deslumbrado. "A relevância do Brasil na arena internacional é menor na prática do que sugere sua presença na mídia internacional." (Iliana Olivé, pesquisadora do think tank espanhol Real Instituto Elcano http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/instituto-millenium/) A Europa não é taba índia: Capitalismo de Estado brasileiro é ambíguo, diz Economist 
Os conselhos de Dilma Rousseff contra o protecionismo soam de forma hipócrita, principalmente após o Brasil ter anunciado o aumento do imposto incidente sobre automóveis importados. (IPI) O país que está listado em 152º lugar no ranking do Banco Mundial por seu desajeitado e pesado sistema de impostos está dando conselhos sobre impostos restritivos e políticas cambiais. Financial Times
E quanto ao trabalho em si, a produção, qual necessidade de aliviá-la com juros menores, ou com a diminuição da gigantesca carga tributária, ou dos sempre crescentes encargos trabalhistas, alcunhados sociais, como se a produção fosse responsável não só por produzir, como também por todos os trabalhadores e suas famílias? Então lhes recai cumprir suas obrigações, independentemente se houve ou não algum trabalho: décimo terceiro, férias acrescidas, remunerações a gestantes, e mais um monte de pinduricalhos que vem sendo heroicamente suportado por quem se dispõe a ter iniciativa de compor um parque produtivo. Numa economia de escala as empresas não estavam aumentando seu faturamento com o aumento da renda das chamadas classes marginalizadas? Pode não ser bem assim. Não poucos jogam a toalha:
Parece ser também muito conveniente que a Justiça do Trabalho seja responsável por grande parte da mortandade – que é enorme no Brasil – das micros e pequenas empresas. Já existem em cidades como São Paulo grupos organizados de 'trabalhadores' que vivem, exclusivamente, de indenizações trabalhistas impostas contra as pequenas empresas. Brasil Maior ou Brasil Menor ?
 "Um relatório divulgado pela Unctad (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento) nesta quinta-feira indica que o volume de investimentos diretos estrangeiros (destinados às atividades produtivas) no Brasil caiu 42% em 2009, mais que a média mundial." (BBC. - 22/7/2010)