segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O maquiavelismo de Obama


Para cumprir com sua responsabilidade universal, o príncipe era obrigado a procurar a medida de seus atos nos efeitos previsíveis que suas ações trouxessem para a comunidade. Assim, a obrigatoriedade de agir impunha também a obrigatoriedade de ser o mais previdente possível. O cálculo racional de todas as possíveis consequências tornou-se o primeiro mandamento da política.  KOSELLECK,  R. 24.
O Príncipe lesará somente aqueles dos quais tomará as terras e as casas para dá-las aos novos habitantes; e aqueles, os lesados, que representam uma ínfima parte de seu Estado, achando-se dispersos e desvalidos, jamais contra ele poderão conspirar. MAQUIAVEL, O Príncipe
Para "diminuir a desigualdade" o presidente norteamericano Barack Obama tenciona instituir  novo imposto àqueles que ganham mais de US$ 1 milhão por ano em seu país.  A "Regra Buffett" substituiria a atual Taxa Mínima Alternativa, criada para garantir que todos paguem uma regular porcentagem de sua renda em impostos. A taxação vem batizada com o nome do multimilionário Warren E. Buffett "em homenagem às constantes denúncias das desigualdades entre os contribuintes mais ricos e os de classe média na hora de pagar os impostos", segundo antecipou neste domingo o jornal New York Times". À rede CNN  burocratas da Casa Branca calcularam uma incidência sobre a renda de aproximadamente 500 mil  cidadãos norteamericanos - apenas 0,3% dos contribuintes do país.
E nada confere tanta honra a um príncipe novo quanto as novas leis e as novas instituições que estabeleça. MAQUIAVEL
Para Michaël Zöller, sociólogo alemão da universidade de Bayreuth, o que se chama de Estado é certamente um sistema de interesses pessoais organizados, uma Nova Classe. Como todos nós, sua ambição é aumentar a remuneração e a autoridade. Como classe, ocupam-se, pois, a desenvolver seus poderes, suas intervenções e sua parte no mercado, isto é, a apropriação pelo setor público dos recursos nacionais, operada através do imposto sobre a sociedade civil.  SORMAN, G. :74.
Desde que a guerra contra a pobreza começou em 1965, os governos federal, estaduais e locais gastaram mais de 5,4 trilhões lutando contra a pobreza neste país. Quanto dinheiro vem a ser US$5,4 trilhões? São 70 por cento a mais que o valor do custo da II Guerra Mundial. Com US$5,4 trilhões você pode comprar todas as 500 empresas mais bem-sucedidas, Fortune e todas as terras cultiváveis dos Estados Unidos. Já a taxa de pobreza está realmente mais alta hoje [1996] do que em 1965. PIPES, 2001: 328.
O que o Estado tira dos ricos, guarda para si e o que tira dos pobres, também. Seus beneficiários são poucos; uma oligarquia de empresários superprotegidos de qualquer concorrência, que deve sua fortuna a mercados cativos, a barreiras alfandegárias, a licenças outorgadas pelo burocrata a leis que o favorecem; uma oligarquia de políticos clientelistas para quem o Estado cumpre o mesmo papel que a teta da vaca para o bezerro; uma oligarquia sindical ligada a empresas estatais, geralmente monopolizadoras, que lhes concedem ruinosos e leoninos acordos coletivos; e, obviamente, burocratas parasitas crescidos à sombra desse corrupto Estado benfeitor. MENDOZA, P. A., MONTANER, Carlos Alberto, LLOSA, Alvaro Vargas: 120
Onde o homem nada encontra para ver e pegar, nada tem para fazer.
F. NIETZSCHE 
Formulo uma pergunta: após quatro séculos, o que resta de vivo no Príncipe? Podem os conselhos de Maquiavel ser ainda de alguma utilidade para aqueles que dirigem os Estados modernos? Circunscreve-se o valor do sistema político à época em que foi escrito e é, conseqüentemente, limitado e, em parte decrépito? Ou é, ao contrário, universal e atual, mais especialmente atual? Respondo a estas interrogações. Afirmo que a doutrina de Maquiavel vive hoje mais do que há quatro séculos, pois ainda que as formas exteriores de nossa existência tenham mudado consideravelmente, não se operaram modificações profundas, nem no espírito dos indivíduos, nem no dos povos. BENITO MUSSOLINI 
"Anima-nos constatar que líderes globais se chamem Cameron, Sarkozy, Obama, Berlusconi, Merkel, etc. etc.? ... Sim, o mundo é cada vez mais medíocre, para não dizer incompetente. Inepto em geral, e mesmo na inépcia, desigual".(A desigualdade global 28/8/2011)
A verdade insofismável é que Obama é ruim de doer; trata-se de uma dos mais vistosos fiascos da história política dos EUA. Ontem, irritados com a pressão, nada menos de 37 mil seguidores do presidente no Twitter resolveram desertar. Perceberam que estavam sendo vítimas de uma espécie de assédio — e que Obama, afinal, está molestando as instituições do país. Não por acaso, hoje seu governo é aprovado apenas por 40% dos americanos. Obama é um fiasco e está preparado para presidir o Findomundistão!; - 30/7/2011 
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New York, Wall Street: O mercado periclita enquanto aguarda o a segunda reunião do FOMC, do Federal Reserve, Investidores se preocupam com eventual afrouxamento monetário. O comitê parece caranguejo ao querer resgatar o Modelo À '29,  de Keynes.  Na Europa as bolsas de valores já registram expressivas registram perdas após os membros da comissão de finanças européia decidirem por uma nova visita à Grécia na próxima semana, antes da liberação de mais uma parcela de ajuda financeira internacional. Os economistas ainda acreditam que o calote da dívida pública da Grécia é inevitável, sendo a maior preocupação como a Zona do Euro planejaria um plano de contingência para evitar um contágio a outras economias da região, já por demais combalidas, mercê dos péssimos gerenciamenos governamentais.
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