terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A ciência da incerteza

A obsessão em dominar a natureza esconde a verdadeira obsessão do homem: dominar o caos, ou, em outras palavras, ter previsões seguras que evitem a queda no abismo. Para isso, ele inventou a ciência e tratou logo de criar leis deterministas que dessem estabilidade aos fenômenos naturais. A física de Aristóteles, a mecânica de Newton ou a abóbada de Ptolomeu tinham a função primordial de ordenar os acontecimentos da natureza, explicando suas origens e tentando prever seus movimentos. PENA, Felipe, Biografias em fractais: múltiplas identidades em redes flexíveis e inesgotáveis. - Revista Fronteiras – estudos midiáticos VI(1):79-89, janeiro/junho 2004
Em breve, certamente, daremos o último passo, e a autoridade da ciência se imporá de modo completo no domínio dos conhecimentos sociais. Então, chegaremos a fazer uma política racional, como já fazemos máquinas elétricas racionais, porque construídas unicamente sobre dados positivos, e não sobre tendências subjetivas. J. Novicow, 1910. 10
O ideal seria uma ordem jurídica tão bem elaborada, leis tão claras e tão completas que, no limite, a justiça pudesse ser administrada por um autômato. PERELMAN, C.: 69 

O que tempos atrás era apelidado erroneamente de 'pós-modernidade' traduz-se na crescente convicção de que a mudança é a nossa única permanência. E a incerteza, a nossa única certeza.  Zygmunt Bauman, Estadão
NIETZSCHE  (cit. MATOS, Olgária, A polifonia da razão, 1997: 134) não viveu para se divertir com o advento da Quântica e da Relatividade, mas a tempo de advertir:
Em algum ponto perdido deste universo cujo clarão se estende a inúmeros sistemas solares, houve uma vez um astro sobre o qual animais inteligentes inventaram o conhecimento. Foi o instante da maior mentira e da suprema arrogância da história universal.
A Física substituia a estéril Filosofia, com evidentes vantagens. "A mecânica de "Newton promete um poder de previsão vastíssimo que faz com que um instante forneça todas as informações possíveis sobre o passado e o futuro do Universo." (COVENEY, PETER e HIGHFIELD, ROGER: 24)
As ciências humanas acreditaram nas coincidências, e abandonaram a própria raia, em troca do flamante pavimento numerado
O raciocínio quantitativo tornou-se sinônimo de ciência, e com tal sucesso que a metodologia newtoniana foi transformada na base conceitual de todas as áreas de atividade intelectual, não só científica, como também política, histórica, social e até moral. GLEISER, Marcelo: 164.
A concepção do universo que por sua influência alcançou aceitação geral era um mecanismo dirigido por princípios matemáticos, sem cor, perfume, sabor e som. A ciência havia estendido os limites do universo, mas convertido em máquina sem vida, que marchava de acordo com forças capazes de ser formuladas matematicamente, não a expressão poética. GUSDORF, G.: 164
Em 1822, o opúsculo Plano dos Trabalhos Científicos Necessários para a Reorganização da Sociedade» decretava:
Toda a ciência tem por fim a previdência. Porque a aplicação geral das leis estabelecidas segundo a observação dos fenómenos tem por fim prever a respectiva sucessão. Na realidade, todos os homens, por pouco instruídos que os julguemos, fazem verdadeiras previsões, fundadas sempre sobre o mesmo princípio, o conhecimento do futuro pelo passado.(...) Está, portanto, evidentemente muito conforme com a natureza do espírito humano que a observação do passado possa facultar a predição do futuro, e que o possa fazer tanto em política como em astronomia, em física, em química e em fisiologia. (COMTE, Augusto, Reorganizar a Sociedade, Guimarães Editores, 4ª Ed., Lisboa, 2002, : 146.)
Nietzsche morreu com a pecha de louco; e os sensatos, estenderam a ilusão. A Economia se restringiu à má temática;  o Direito* foi remoldado, digo até entortado; a História, quanto muito, reduziu-se em parciais narraticas, capitulares; e pára entender o serpenteado platônico, tanta elucubração, mistificação & tragédia,  a Psicologia e a Sociologia* tiveram que ser inventadas. "A ciência seria a única forma de moral, e religião possível. Descreve como os fatos ocorrem, transformando-os em leis a fim de poderem ser previstos." (ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. Tradução de Alfredo Bosi. São Paulo: Martins Fontes, 2003: 776-777).
A matemática é incompleta; não pode, jamais, alcançar a certeza absoluta.
Kurt Gödel *-
Para garantir que o mundo esteja sempre no mesmo padrão de horário, 400 relógios atômicos foram distribuídos pelo planeta há anos. Mas, como a rotação da Terra não é sempre igual e pode ser afetada até mesmo por terremotos, esse horário absolutamente preciso marcado pelos relógios atômicos precisa ser corrigido uma vez a cada quatro ou cinco anos. Isso é feito adicionando um segundo a mais nos relógios, permitindo a sincronização do horário oficial mundial com o horário astronômico, que respeita a real rotação da Terra.

MAX BORN (cit. Brian: 374) não entendia como era possível conciliar um universo mecânico com a liberdade e a correspondente ética individual: "Um mundo determinista é, para mim, um mundo muito aborrecido” Einstein (1997: 15) já havia recolocado o instrumento no devido lugar:"As teses de matemática não são certas quando relacionadas com a realidade, e, enquanto certas, não se relacionam com a realidade." Embora até se pareça, o Universo não é um simples relógio: Koyré (cit. MATOS, Olgária, Filosofia a polifonia da razão: Filosofia e educação. - São Paulo, Scipione, 1997:107) vai além: "Resulta daí que desejar aplicar as matemáticas ao estudo da natureza é cometer um erro e um contra-senso" ...
Antes pensava-se, por exemplo, que se pudéssemos conhecer todas as  partículas e forças do universo, seria possível prever exatamente todo o futuro do cosmo. Já as descobertas do século XX comprovaram que isto é impossível, devido não à nossa ignorância, mas à íntima natureza da realidade. (Giulio Meazzini, A Trama Profunda do Real; revista Cidade Nova. Vargem Grande Paulista, abril de 2002: 36).
Durante a segunda metade do século XIX, a economia sofreu uma influência muito grande do avanço das ciências exatas. Invejosos de seu sucesso e prestígio e cônscios do poder das matemáticas e de sua importância para seu próprio progresso, os economistas voltaram sua análise para essa direção. ORMEROD, P. 1996: 50
Houve Augusto Comte. Pensava conhecer o futuro que estava reservado à humanidade. E, portanto, considerava-se o supremo legislador. Pretendia proibir certos estudos astronômicos por considerá-los inúteis. Planejava substituir o cristianismo por uma nova religião e chegou a escolher uma mulher para ocupar o lugar da Virgem. Comte pode ser desculpado, já que era louco, no sentido mesmo com que a patologia emprega este vocábulo. Mas como desculpar seus seguidores? (VON MISES, Ludwig: 31)
 Apenas no limiar do XX é que a ciência tomou ciência, e mais ainda, consciência: 
Nossa penetração no mundo dos átomos, antes vedado aos olhos do homem, é de fato comparável às grandes viagens de descobrimento dos circunavegadores... Essa descoberta, com efeito, gerou uma novíssima base para que se compreenda a estabilidade intrínseca das estruturas atômicas, a qual, em última instância, condiciona as regularidades de todas experiências corriqueiras. BOHR, N., Física atômica e conhecimento humano: 30
A ordem implicada tem sua base no holomovimento, que é vasto, rico, e em um estado de fluxo infindável de envolvimento e desdobramento, cuja maioria das leis é vagamente conhecida, e que pode ser até incogniscível em sua totalidade. Logo, ela não pode ser apreendida como algo sólido, tangível, e estável aos nossos sentidos (ou aos nossos instrumentos). BOHM, David, Totalidade e ordem implicada: 192
O problema é ao mesmo tempo distinguir os acontecimentos, diferenciar as redes e os níveis a que pertencem e reconstituir os fios que os ligam e que fazem com que se engendrem, uns a partir dos outros. FOUCAULT, Michel, Microfísica do Poder: 5
A impossibilidade de se medir, ao mesmo tempo, a posição e a velocidade dos componentes do mundo quântico trouxe enormes limitações para o entendimento humano, uma vez que tudo na Natureza é composto por essas micropartículas. BIEHL, L.V.:21
Chegamos a uma situação que envolve uma imagem diferente da natureza e, portanto, também da ciência. Não acreditamos mais na imagem do mundo como uma imensa peça de relojoaria. Chegamos ao fim das certezas. Estava implícita na visão clássica da natureza a idéia de que, sob condições bem definidas, um sistema seguiria um curso único e de que uma pequena mudança nos parâmetros produziria igualmente uma pequena mudança nos resultados. Hoje sabemos que isso só é verdade no caso de situações simplificadas e idealizadas MAYOR: 12
Na complicação o pessoal prefere o velho pragmatismo,  ignorando o destino. Ruma à Marte, por não amar-te. Sorry.
Durante longo tempo o ideal do conhecimento científico foi aquele que Laplace havia formulado com sua idéia de universo totalmente determinista e mecanicista. Segundo ele, uma inteligência excepcional dotada de uma capacidade sensorial, intelectual e computacional suficiente poderia determinar qualquer momento do passado e qualquer momento do futuro. É essa visão pueril e talvez louca do mundo que está prestes a desmoronar, mas ela ainda reina, e efetivamente excluiu todo o problema da reflexividade. MORIN, Edgar 2000: 32
O resumo dessa ópera é que, no campo da previsão econômica, tudo ainda se passa no mundo da chutometria. E não deixa de ser engraçado observar o estilo com que os argumentos que pretensamente sustentam os chutes são articulados para lhes dar um ar de ciência exata. Jornalista-economista José Paulo Kupfe. Estadão, 21/12/2010
A Ciência Jurídica criada pela Modernidade não cumpre, razoavelmente, com seus objetivos no século XXI. O seu fundamento positivista carece de uma reflexão crítica acerca do papel que desempenha na Sociedade. AQUINO, Sérgio Ricardo Fernandes de. Apolo e dionísio: (des)conexões epistemológicas entre a ciência jurídica moderna e a política jurídica. In: Âmbito Jurídico, www.ambito-juridico.com.br
O princípio da relatividade deve ser mais geral ainda - devemos procurar a diferença de tempo nas realizações biológicas e sociais, - o tempo local das espécies e dos grupos humanos. Isto nos poderá explicar muitos fenômenos que resistem às explicações atuais. Mas para conseguir tais fórmulas muito terá que lutar o espírito humano contra os preconceitos que o rodeiam e contra as obscuridades da matéria que irá estudar. (MIRANDA, Pontes, cit. Moreira, I.C. 103)
Se os seres humanos houvessem de inspirar-se nos exemplos da Natureza, fazendo deles normas de conduta, a anarquia, a independência, o individualismo e o princípio do menor esforço passariam a ser os ideais humanos. GARBEDIAN, H. Gordon, A vida de Einstein: o criador do Universo:161
_________
A cor do? - Paulo Betto Meirelles
Acorda
A corda está prestes a arrebentar
Ontem nó
Agora enforca
Acordou o seu mundo
Em um acorde perfeito
A cor da coragem
É fragilidade em seu peito
A corda é da cor do defeito
Que é fazer da cor
Um limite entre nós. 

domingo, 9 de janeiro de 2011

Entre entes e antas

A primeira mulher a exercer a Presidência da República exige que todos lhe chamem Presidenta. De fato S .Exa. está incumbida do mais honroso mandato. Ocorre porém, que nem o cargo, e muito menos a Nação lhe pertencem. Ao findar seu prazo, torna-se ex. O cargo e a designação não atendem ao portador.  Eles pertencem ao povo, que lhe chama como quiser.
Preocupação tão fútil indica que a caprichosa governanta pode nos envolver em maus-lençóis. Antes de tentar impor a peculiar idéia, seu séquito formulou consulta aos dedicados às letras. Houve quem mencionasse a prescindibilidade do gravame, mas poderia S.Exa. utilizar, posto opção aceitável, não proibida por lei.
Presidente tem o emblema por referência ao verbo, e não ao contrário. É-se previdente, e não previdenta. Evidente! E nunca evidenta. Nos hospitais cabem doentes, mas não doentas. Afinal, que diferença faz o sexo em comum  enfermidade?. S  Exa. preside a Nação, e quem preside é presidente. Pre anuncia a prerrogativa - predisposto, preaquecido, prevalente, etc., e dente, a metafísica prerrogativa do ente. Não  existe videnta, embora haja visionária. Mas se formos aplicar igual terminativo colhemos presidiária. Assim como homem preside, e mulher agora também, ambos são presidentes do Brasil, e não presidento e presidenta. Não obstante soa muito mal presidenta. Nunca tinha ouvido isso. O que distingue o gênero no exercício do cargo é o artigo, não o sufixo, porquanto nem sufixo é. O presidente, ou a presidente. Precisa mais o quê?  O que obtém, e talvez aí resida a utilidade da artimanha dialética -  serão dois grupos distintos de comunicadores/consumidores: uns rebeldes, taxando-a presidente, e outros, receosos ou mais mansos de coração, de presidenta. *
Com efeito, quase todos os vícios, quase todos os erros, quase todos os preconceitos funestos que acabo de pintar deveram seu aparecimento, ou sua duração, ou seu desenvolvimento à arte da maioria de nossos reis de dividir os homens para governá-los mais absolutamente! TOCQUEVILLE, A., 1997, cap. XII: 139
O  C.R.Flamengo anda roubando a cena. A mídia projeta a massa. Seria oportuno perguntar à senhora do  Mais Querido: será que alguém lhe toma também presidenta? A bela ex-atleta é a representante máxima da Gávea não mereceria trato de representanta?  Se Ronaldinho solicitasse aos urubús tratamento de atleto, para não ser confundido com bicha, seria atendido
Caso consultarmos qualquer senhora ou senhorita que exerça a capital função sobre a diferença ou indiferença do prenúncio, se altera alguma coisa, incomoda, ou quem sabe confunde, ou  lhe diminui ser chamada simplesmente de presidente, por certo ela ficará até espantada com a idiotice. Pois convenhamos, um galardão deste porte ainda necessitar lacinhos não apresenta o menor sentido, exceto, talvez, uma vaidade desmedida, orgulho pessoal capaz de superar o próprio status. S. Exa. excede. Por forçar tanto capricho, emerge o flagrante - a mais alta madatária sente o maior orgulho de ser o primeiro ser humano com coração de mãe -  portanto superior - a adentrar no Alvorada, e comandar a indiada. Seria a evolução natural - do paternalismo, ao maternalismo, este nunca experimentado? A revanche feminina, ou mais apropriado, feminista, por milênios de opressão? Por certo é uma questão complexa. De alta complexidade, com certeza.
Do discurso de posse da presidenta aos seus primeiros atos de governo, tudo é um show de coerência. Não há nenhum vestígio de projeto nacional, diretriz administrativa ou plano de ação. Apenas um equilíbrio perfeito entre a mistificação (a lenda da ex-guerrilheira) e a volúpia (o banquete partidário). Se a paisagem começa a parecer muito desértica, surge uma ministra para anunciar o PAC da miséria, dando continuidade ao milagre da multiplicação de slogans. O nascimento do governo Dilma vem provar, ao Brasil e ao mundo, como a inoperância pode ser exuberante.  Guilherme Fiuza  A largada “apoteótica” do governo Dilma, 11/1/2011
Vale encerrar o enfoque com a peculiar espitituosidade
A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta. (Lino Tavares, é jornalista diplomado, colunista na mídia gaúcha e catarinense, integrante da equipe de comentaristas do Portal Terceiro Tempo da Rede Bandeirantes de Televisão, além de poeta e compositor.) 
_______________

* A conceituada Dora Kramer (Estadão, 14/1/ 2011) veio a corroborar o raid da Nav's ALL
É uma idiossincrasia vã essa exigência de Dilma de ser chamada de "presidenta". Isso se for mesmo exigência dela e não invenção de marqueteiro.Não foi por implicância que a imprensa decidiu tratá-la por "presidente": é o originalmente correto - o termo "presidenta" foi incorporado ao idioma por dicionaristas -, soa muito melhor e segue a regra de substantivos usados para os dois gêneros.Mesmo auxiliares da presidente têm alguma dificuldade de se referir a ela segundo a nova norma. Sem contar que é constrangedor ver gente adulta tentando se adaptar só para agradar ao poder.No lugar de tentar impor a regra, mais adequado seria o governo se adequar à prática idiomática comum no País. Inclusive porque não é isso o que fará a afirmação feminina, muito menos determinará o sucesso ou fracasso da primeira mulher presidente do Brasil. Bom senso é como caldo de galinha: mal não faz.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Os danos da metafísica metaleira

O Banco Central comprou US$ 41,4 bilhões no mercado de câmbio no ano passado para tentar segurar a alta em 2010. As intervenções superam o valor que entrou no país no período por meio de operações financeiras e comerciais, de US$ 24,3 bilhões. Nesse mesmo período, a taxa cambial passou de R$ 1,74 para R$ 1,66. (Folha de São Paulo, 4/1/2011)
O Brasil  "comprar" dólares é surreal. Coisa de cambista. O bill é  estranho à Nação. Como explicar a compra desses papéis proibidos de circular em nosso território, e que vem perdendo valor pelo mundo afora? E o que dizer da suprema ironia - em troca de nossa própria moeda, a que mais se valorizou no mundo?
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirma que o governo brasileiro não permitirá que o dólar 'derreta', ou seja, continue em queda. Segundo o ministro, o dólar barato prejudica as condições de competitividade das empresas brasileiras, por deixar as exportações mais caras e as importações mais baratas. www.clicrbs.com.br/especial/rs/zhdinheiro/19, 0,3166831,BC-adota-medida-para-redimensionar-as-posicoes-de-cambio-das-instituicoes-financeiras.htm
Moeda não é suscetível de política porque embora cria do ser humano, dinheiro não é ser humano. O cara do cara do cara, todavia, mostra orgulho no pregão:
"A política monetária tem o objetivo claro que é atingir a meta de inflação." 
Que moral! Pode haver coisa mais justa do que defender o povo frente ao fantasma? Quê competência!  Esplêndido. Seguro. Preciso. Consciente. Claro. Qual curso ultrasuperior não é mister para tamanha aptidão!  Deve ser excepcional matemático. Com certeza ninguém mais lembrará de seu chefe, muito menos se interessará em saber  por onde anda o glorioso ex-funcionário do banco norteamericano.
Não é de causar espanto que a economia seja, com freqüência, chamada de 'triste ciência' PILZER, Paul Zane, Deus quer que você enriqueça A teologia da economia: 35.
Mister frisar: "Inflação ocorre quando as pessoas aumentam a oferta monetária por meio de fraude, imposição ou quebra de contrato"  , O legado cultural e espiritual da inflação monetária.- 7/1/2011) Não se precisa curso superior para evitá-la, mas os doutores predispõem sua vil metafísica  metaleira, a mais notável metonímia,  e assim justificam o bloqueio do dinheiro. Coisa de herói, domador do dragão!
Na verdade os interesses dos banqueiros têm sido  contrários aos dos industriais: a deflação que convém aos banqueiros paralisou a indústria britânica. RUSSELL, B., 2002: 68; RUSSELL, B., cit. DE MASI, 2001:99
Os sete de vacas-magras e pacs não foram suficientes. Estabelecida a miséria, lá vem coleguita escalada para combatê-la. Mas o que fizeram até hoje? Brasil não é a oitava maravilha, digo economia do mundo?
O resumo dessa ópera é que, no campo da previsão econômica, tudo ainda se passa no mundo da chutometria. E não deixa de ser engraçado observar o estilo com que os argumentos que pretensamente sustentam os chutes são articulados para lhes dar um ar de ciência exata.  Jornalista-economista José Paulo Kupfe. Estadão, 21/12/2010
Nenhuma "política" monetária prospera se não for despida de seu exclusivo interesse.
É algo manifesto como, nos nossos tempos, não só se concentram riquezas, mas também acumula-se um poder imenso e um verdadeiro despotismo econômico nas mãos de poucos, que as mais das vezes não são senhores, mas simples depositários e administradores de capitais alheios, os quais administram de acordo com seu próprio prazer e vontade arbitrária. Este despotismo vem sendo exercido mais impetuosamente  por aqueles que, tendo nas suas mãos o dinheiro, são também senhores absolutos do crédito e por isso dispõem do sangue de que vive toda a economia, e manipulam de tal maneira a alma da mesma, que ninguém pode respirar sem sua licença. Papa Pio XI,  Quadragesimo Anno (1931), §§ 105, 106.
É enorme a brecha entre os objetivos idealizados na legislação de 1964 e as realidades de hoje. Concebido como um anjo Gabriel, o Bacen (Banco Central) virou um Frankenstein. Por isso, quando me perguntam se sou ou não a favor da 'independência' do Bacen, minha resposta é de tipo existencial: será que o monstro deve existir? Verbetes de um dicionário
A cada ano merecemos menor. crédito - tanto o povo, como obviamente quem o conduz: Este frankestein foi parido do ventre do gorducho professor aclamado Czar da Economia,  cujo apontamento a elegância britânica do brilhante ex-senador recentemente falecido lhe impediu de formular. Quem investe mal, não merece confiança, ainda mais se desregrado. Tem mesmo é que sumir do mapa.
Quando o governo não se subordina a normas gerais de conduta, ele passa a ter uma interferência intensa na economia, ou através de medidas indiretas; em conseqüência, perde o indivíduo segurança na condução de seus afazeres, diminui o ritmo de progresso da sociedade como um todo, cresce a incerteza no dia a dia da vida das pessoas e intensificam-se. O fascismo e toda a espécie de totalitarismo leva o hábito dos grandes negócios entre o abuso, os desmandos, a corrupção e o arbítrio por parte dos homens de mau caráter que fatalmente acabam empoleirando-se em todos os galhos do poder governamental desregrado. MAKSOUD, Henry, Demarquia: um novo regime político e outras idéias: 48.
De acordo com o volume adquirido, e pela variação depreciativa da taxa cambial que o próprio dispõe, o prejuízo remonta a quarto de bilhão! E tem mais:
O país tem quase US$ 300 bilhões em reservas. Como as divisas rendem 10% menos que os juros da dívida, em números redondos, oneram o país em 1,5% do PIB. Ou seja, metade do superavit primário é gasta na política de reservas. São recursos que saem do bolso dos contribuintes locais e vão para os investidores estrangeiros. Cada brasileiro vai pagar meio salário mínimo neste ano por conta dessa política. O câmbio, diferentemente de outras mercadorias, não tem a cotação dada só por oferta e demanda, mas sim pela expectativa de fluxos futuros. Embora, num primeiro momento, a compra de divisas possa ter ajudado o país, agora está prejudicando. Roberto Luis Troster, Medida deve pressionar câmbio, 8/1/2011
Por que então o Banco Central  não deixa a monstruosa cifra à disposição da sociedade, da produção, em vez de jogar o suor do trabalhador pelo ladrão?  Será por causa da sombra do fantasma na parede? Mas que trambique não se faz pelas bandas da Suíça, Canadá, Noruega, Finlândia, Dinamarca, Bélgica, Holanda, Grã-Bretanha, mesmo no Chile, e tantos que mantém juros mínimos, até zerados, e ainda assim não se lhes abate o dragão?
Inflação alemã
Taxa de agosto de 2010: 0%
Acumulada em 12 meses: 1%
(Dados do Departamento Federal de Estatísticas) A taxa de refinanciamento bancário (main refinancing operations) do Banco Central Europeu é de 1%. Sua última alteração data de 7 de maio de 2009.
Qual o lastro de qualquer moeda, senão que a própria produção de bens e serviços? E o que apuramos quando ela decai? 
Em três anos, 320 mil carros brasileiros deixaram de circular pelas ruas de vários países que antes importavam modelos fabricados no País. Dólar desvalorizado, custos altos e mais recentemente a crise global estancaram as exportações das montadoras, que chegaram a vender ao exterior 35% da produção. Este ano, o índice não deve passar de 13%, provocando dificuldades à escala produtiva. Estadão, 22/3/2009
Isso vem se agravando. Duvido que haja em qualquer país maior número de montadoras. No entanto, olha só:
O saldo comercial da indústria automotiva brasileira ficou mais uma vez negativo em 2010, com 158 mil veículos importados a mais do que os exportados montados, de acordo com a Anfavea (associação das montadoras). O resultado foi o pior da série histórica iniciada em 1990. Folha, 6/1/2011
O dólar perde preço, contabilmente o real  logra supervalorização,, mas  "a carne bovina terminou o ano passado com aumento de 34,45% na cidade de São Paulo, de acordo com dados da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) da USP". Mil dólares no Brasil  adquirem apenas a metade do que se dispõe na matriz. Uma lata de refrigerante aqui custa dois dólares, até mais; lá, no máximo o Bill. Trinta mil dólares compram um modelo de carro luxuoso, e de última geração; por aqui, são cobrados cincoenta pelo mais similar, da geração anterior. E assim vai.
Não é possível que a maior parte dos produtos de consumo na Alemanha estejam mais baratos do que no Brasil, apesar das pessoas lá na Europa terem um salário médio bem mais alto do que os brasileiros. Isto não é apenas uma consequência do Real forte e dos altos impostos como governo e as empresas gostam de alegar. Já faz parte de um mercado protegido. BUSCH, Jornalista Alexander, autor de "Brasil, País do Presente - O Poder Econômico do Gigante Verde" (Cultrix), in Folha de São Paulo, 22/10/2010.
E se chegarmos na Ásia,  nossa, compramos umas quatro vezes mais do que por aqui nos é dado. E a coisa anda cada vez pior:
Segundo o IBGE, 40% do total do IPCA do ano passado foi originado da inflação dos alimentos, que subiram 10,39% em 2010, após avançarem 3,18% em 2009. 
O custo de vida para o paulistano fechou 2010 com alta de 6,91%, de acordo com dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgados nesta segunda-feira. Os números mostram que, seguindo a tendência de outros índices já divulgados, o ICV (Índice de Custo de Vida) registrou no ano passado Folha, 10/1/2011
A Nav's não é de adivinhos, mas sói antecipar o futuro. Não vivemos de taxas cambiais, por certo enganosas. A política requer lentes de muito maior amplitude.
As considerações econômicas são meramente aquelas pelas quais conciliamos e ajustamos nossos diferentes propósitos, nenhum dos quais, em última instância, é econômico (exceto os do avarento ou do homem para quem ganhar dinheiro se tornou um fim em si mesmo). Prêmio Nobel de Economia 1998, SEN, Amartya : 328
O êxito do investimento financeiro depende ao setor produtivo que por sua vez lhe retribui com o pagamento dos juros. Até se não os cobrasse, como no caso dos países mais desenvolvidos do mundo, não colheríamos semelhantes resultados, muito mais satisfatórios do que a preferência oficial, porquanto superavitários?  De que outro lugar emerge a verdadeiramente a riqueza? Pois continuamos no velho ranço vicioso da especulação, em detrimento do círculo virtuoso da produção. Não é preciso ter bola de cristal para vislumbrar qualquer catástrofe.
Perspectivas dos juros e taxas cambiais ao ano que se inicia

O parteiro de Jesus

Com o surgimento dos imperadores romanos o curso dos tempos se torna ainda mais tormentoso e os homens interiormente ainda mais inquietos e angustiados. E chegamos então a um ponto, verdadeira e secularmente crítico, de profunda decadência, quando, subitamente, aparece a figura de Cristo, anunciando-se como a luz do inundo, a ressurreição e a vida. O Cristianismo, ainda jovem, entra em cena e aos poucos arranca, à Filosofia, a direção do homem. HIRSCHEBERGER, J., História da Filosofia na Antiguidade. www.portalsaofrancisco.com.br
Os séculos IV e V, em que Agostinho vive, são uma época em que a filosofia, talvez com exceção do neoplatonismo de Plotino, perdeu a confiança na razão. Cabe então a Agostinho restaurar a certeza da razão, e isso, paradoxalmente, por meio da fé. ABRÃO, B.: 98
Não puderam (os homens), com efeito, tendo considerado as coisas (da natureza), como meios, supor que elas tivessem sido produzidas por elas mesmas, mas, tirando a sua conclusão dos meios que se acostumaram a obter, tiveram que persuadir-se de que existiam um ou mais diretores da Natureza, dotados de liberdade humana, que tivessem provido todas as necessidades deles e tivessem feito tudo para seu uso (dos homens). Não tendo jamais recebido (a) respeito do propósito destes seres informação alguma, tiveram também de julgar segundo o seu próprio, e assim admitiram que os deuses dirigem todas as coisas para uso dos homens, a fim de que esses se lhes liguem e para que sejam tidos por esses na maior honra. Do que resulta que todos, referindo-se ao seu próprio propósito, inventaram diversos meios de render culto a Deus, a fim de que fossem amados por ele acima de todos, e para que obtivessem que dirigisse a Natureza inteira em proveito de seu desejo cego e de sua avidez insaciável.  SPINOZA, B,, Ética, Prop. XXVI, Apêndice
Conceituados físicos creditam aos frades o reequilibrio europeu: “A Pax Benedictina da Idade Média manteve o mundo unido como um Lar Terrestre, pelo menos da maneira como era então entendida.” (DAVID TEINDL-RAST, F. CAPRA & Pertencendo ao universo – Explorações da fronteiras da ciência e da espiritualidade: 73)
Pois não foi bem assim. A pacificação não se efetivou graças a DEUS. Por Ele os sinos continuariam dobrando, desde os imediatos desmandos bizantinos à CARLOS MAGNO, cruzando pela crueldade das cruzadas.  E para fechar a Média com palito de fósforo, a queima das bruxas. A espiritualidade monástica é teocêntrica. O que temperava o mundo era o contrário - a prevalência, apesar de tudo, dos valores e das tradições civis de cada região, suficientes para balizar os dóceis povos, tanto quanto elefantes se submetem a mero barbante. A função do pessoal da crista não permite sossego. Deve-se o revigoramento da ignorância pretensamente racional  ao reimplante da perna rejeitada por PLATÃO:
Se o justo aparecer na terra, será açoitado, atormentado, posto em cadeias, cegado de ambos os olhos, e, finalmente, depois de todos os martírios, pregado numa cruz, para chegar á compreensão que o importante neste mundo não é o ser justo, mas parecê-lo.
PLATÃO, República: 361
O justo veio a corroborar a certeza da traição e da crueldade na performance de CONSTANTINO, abrindo a Média  com a chave-mestra, para ao cabo dizimá-la.
Navegar por este mar não é preciso, tampouco prazeroso. Não é facil para ninguém se dar conta vítima da astúcia, e não só ele, como todos que lhe rodeiam. Choca, e prostra. O lamento não é propriamente contra o gênero humano, mas contra o leitmotiv de seus arietes. A trajetória do ciclo é tão nebulosa quanto a miragem prometida e solicitada em coro, agora diariamente, por impressionante cadeia de rádios, televisões e jornais. Coisa de louco! Não poucos filósofos e cientistas teceram fortes críticas a este arquetipo psicológico-geopolítico, mas não vislumbrei algum pesquisador dedicado a vasculhar os fundilhos desse despropósito coroado de êxito. Não fosse a implicação direta com todas as leis e as ciências do Ocidente, não iria tentar falseá-lo, ou despi-lo de sua pretensa sanidade. A maldade da empulhação, contudo, bate até junto aos meus, de modo que me obriga a lavrar o contundente protesto. Denuncio a falsidade da história, e o perverso motivo que lhe inspira. Diante da enxurrada de dados comprometedores, não é mister maior talento além do que possui naturalmente um acadêmico contador. Nem tem graça.
O Parto
O Império Romano conservava o leste meio intacto, por desinteresse dos bárbaros. A nova experiência poderia ser efetivada com chances de pleno êxito, posto a latente incubadora estar também ocupada pelos antigos proprietários, os antepassados parceiros, sempre meio anacrônicos, passionais, colaboradores dispostos e suscetíveis de completo domínio, tanto quanto um barbante acorrenta um elefante. 
Emoticon Pictures, Images and Photos
Desenvolvido por Plotino (205/270) no início do século IV, em meio à decadência do Império Romano, o neoplatonismo tornou-se uma das mais importantes correntes filosóficas da época e foi a última contribuição do pensamento grego à filosofia Ocidental. O neopitagorismo, que sobrevivera desde o século -IV como um modo de vida verdadeiramente religioso, também acabou por se fundir com o neoplatonismo. www.greciantiga.org
Bizâncio (em grego: Βυζάντιον, transl. Byzántion; latim: Byzantium) foi uma cidade da Grécia Antiga, fundada por colonos gregos da cidade de Megara, em 667 a.C., que recebeu o nome de seu rei, Bizas ou Bizanteromanos latinizaram o nome para Byzantium. Sua localização atraiu o imperador Constantino, que, no ano de 330, a renomeou Nova Roma. A cidade veio a se tornar o centro do Império Bizantino, a metade do Império Romano que falava o idioma grego, da Antiguidade tardia até a Idade Média, sob o nome de Constantinopla.* (Βύζας ou Βύζαντας, em grego).

O
Império Bizantino ou Reinado Bizantino (em grego: Βασιλεία Ῥωμαίων), inicialmente conhecido como Império Romano do Oriente ou Reinado Romano do Oriente, pode ser definido como um império de nações da Eurásia que emergiu como império cristão e terminou seus mais de mil anos de história em 1453 como um estado grego ortodoxo: o império se tornou nação. Os bizantinos identificavam a si mesmos como romanos, e continuaram usando o termo quando converteu-se em sinônimo de helênico.
"A surpreendente conjuntura fez com que a ação de Constantino pela Palestina tivesse uma repercussão histórico-universal que se estendeu por muitos séculos." (BURCKHARDT, J.– Die Zeit Constantinus des Grossen , 1853,
"Segundo Eusébio de Cesaréia, o primeiro historiador da igreja cristã, falecido em 341, foi o próprio imperador CONSTANTINO, O Grande, quem lhe confessou ter tido as duas visões que o convenceram de que Cristo o escolhera para missões extraordinárias."
Destaco, de plano, suas mais nobres missões registradas pela história:
CONSTANTINO tinha sob sua égide nada menos do que
a Britânia, Gália, Germânia e Hispânia. Era pouco. Ele queria tudo. Não mediu esforços. Passou dezoito anos combatendo. Culminou por se desvencilhar da primeiras mulher, para desposar uma garota de sete anos (quack!), a infausta FAUSTA, filhinha do então Imperador MAXIMIANO. Com este último ato de bravura, CONSTANTINO galgou alcunhado AUGUSTO. Mimoso. É dose! Satisfeito o intento, mandou assassinar o sogro, e com isso arrumou nova batalha, desta feita com o cunhado MAXÊNCIO. CONSTANTINO buscou apoio no usurpador africano LÚCIO DOMÍCIO ALEXANDREA, e cortou o suprimento de trigo à Roma, de 308 a 309. Tres anos depois, entrou em Roma para eliminar também MAXÊNCIO.


  O fato de Constantino ser um imperador de legitimidade duvidosa foi algo que sempre influiu nas suas preocupações religiosas e ideológicas: enquanto esteve diretamente ligado a Maximiano, ele apresentou-se como o protegido de Hércules, deus que havia sido apresentado como padroeiro de Maximiano na primeira tetrarquia. Ao romper com seu sogro e eliminá-lo, Constantino passou a colocar-se sob a proteção da divindade padroeira dos imperadores-soldados do século anterior, Deus Sol Invicto, ao mesmo tempo que fez circular uma ficção genealógica (um panegírico da época, para disfarçar a óbvia invenção, falava, dirigindo-se retoricamente ao próprio Constantino, que se tratava de fato "ignorado pela multidão, mas perfeitamente conhecido pelos que te amam") pela qual ele seria o descendente do imperador Cláudio II — ou Cláudio Gótico — conhecido pelas suas grandes vitórias militares, por haver restabelecido a disciplina no exército romano, e por ter estimulado o culto ao Sol. http://ogeneral.hd1.com.br/anti_roma_constantino.htmlConstantino
A readequação de além-túmulo lhe permitiu desfrutar inpunemente os benícios de sua maldade. Sua religião evidentemente se resumia em cobrir sua atitude; nada havia de sentimento. Por isso, exagerou, tal qual fanático, afirmando que na véspera de mandar o cunhado aos sete-palmos sonhou com uma cruz. Nela estaria inserido, em latim:
Cquote1.svg In hoc signo vinces Cquote2.svg
"Sob este símbolo vencerás"

Certamente o pioneiro cristão não tomou conhecimento, sequer, dos 10 Mandamentos. Matar era com ele mesmo. Insuflado pela infausta imperatriz, CONSTANTINO ordenou o estrangulamento de seu próprio filho. (CRISPO, 326)
Satisfeita a mulher, foi a vez da própria, esfaqueada por seus súditos, na hora do banho.
O resto, relata o historiador:
Não suportando a morte do neto favorito, horrorizada com o acontecido, Helena, a imperatriz-mãe, desancou-lhe o verbo, com os vastos recursos do império à disposição, e mesmo da fortuna pessoal dela, do filho e da ex-nora assassinada, com impressionante dedicação e energia, liderando uma equipe de arqueólogos, arquitetos e engenheiros, ela determinou a construção do Santo Sepulcro e de inúmeras outras obras sacras espalhadas pela Terra Santa. Não só isso. Numa das escavações feitas no alto do Gólgota, em busca do sepulcro onde o corpo de Cristo teria sido colocado findo o suplício, encontraram três antigas cruzes bem próximas umas das outras. Foi a glória de Helena. O próprio lenho onde o Senhor fora sacrificado, a Santa Cruz, caíra em suas mãos. A augusta mãe sentiu-se então redimida (a Igreja Cristã também , canonizando-a como Santa Helena). De alguma forma ela supôs que tal graça era sinal de que os crimes do filho estavam perdoados. E assim, resultado de batalhas vencidas, de crimes seguidos de arrependimentos, o cristianismo se afirmou como religião oficial do império romano e de parte considerável do mundo. SCHILLING, V. http://educaterra.terra.com.br/voltaire/antiga/2002/12/16/000.htm
Verificaremos na riqueza dos detalhes o fenômeno cristão, no afã de atingir a  "glória dos Gregos, rica em prestígio mais rica ainda em dinheiro," (Monge EUDES, secretário de LUÍS VII, Rei de França. Citado por GOTHIER, L, e TROUX, A: 236.)
___________

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Dos negócios das nações

Nas ciências humanas, não basta, pois, como acreditava Durkheim, aplicar o método cartesiano, por em dúvida verdades adquiridas e abrir-se inteiramente aos fatos, pois o pesquisador aborda muitas vezes os fatos com categorias e pré-noções implícitas e não conscientes que lhe fecham, de antemão, o caminho da compreensão objetiva. GOLDMAN, Lucien: 33 

Onde existe crescimento econômico, estão também emergindo mais formas de governo de livre mercado - uma aceitação do fato de que as pessoas, e não a determinação política, criam a oportunidade econômica. JOHN NAISBITT. Paradoxo Global 265
Pessoal que se dispõe a cuidar dos negócios do povo não costuma entender de negócios, exceto escusos.
À parte as doutrinas particulares de pensadores individuais, existe no mundo uma forte e crescente inclinação a estender em forma extrema o poder da sociedade sobre o indivíduo, tanto por meio da força da opinião como pela legislativa. Ora bem, como todas as mudanças que se operam no mundo têm por efeito o aumento da força social e a diminuição do poder individual, este desbordamento não é um mal que tenda a desaparecer espontaneamente, mas, ao contrário, tende a fazer-se cada vez mais formidável. A disposição dos homens, seja como soberanos, seja como concidadãos, a impor aos demais como regra de conduta sua opinião e seus gostos, se acha tão energicamente sustentada por alguns dos melhores e alguns dos piores sentimentos inerentes à natureza humana, que quase nunca se reprime senão quando lhe falta poder. E como o poder não parece achar-se em via de declinar, mas de crescer, devemos esperar, a menos que uma forte barreira de convicção moral não se eleve contra o mal, devemos esperar, digo, que nas condições presentes do mundo esta disposição nada fará senão aumentar  MILL, John S. La liberté, trad. Dupont-White: 131
Trajetórias são marcadas mais ou menos em função da gravidade que despertam talentos, emoções, percepções, e principalmente, a vontade, o pendor do agente. Para cuidar de negócios, mister alguém que o tenha, pelo mínimo, praticado. Não seria uma temeridade colocarmos uma  mãe mais-querida-do-mundo no comando das relações internacionais, somente por conhecermos o tamanho de seu coração, a Divina Providência? Uma Madre Teresa ofereceria melhor redenção? Pois não bastam vontades, crenças, superstições ou ideologias. A pobreza em si, não existe. O Universo é rico, muito rico, com certeza. A pobreza é fruto do desinteresse pela riqueza. Seja pelo motivo que for, dificilmente um pobre preferirá ser rico, engraçada esta. Negócio quer dizer o fim do ócio, da moleza, da malandragem, do dolce far niente.  Não se tratam de negócios em paraísos de orlas.  Evidentemente que ninguém negaria uma megasena, mas tirante Grande Prêmio, a produção da riqueza exige muito sacrifício, abnegação, exclusividade,  a ponto de produzir até mesmo uma certa alienação do aspirante à fartura. Ela exige toda a atenção não só para conquistá-la, como também para preservá-la - afinal, onde tem baú, em volta dançam piratas. Não poucos ganhadores de megas tem jogado tudo no lixo. Assim é que a prática dos negócios exige a maior completude, uma visão e atitude que não podem contemplar miragens, sob risco de eliminação. Negócios são afetos à teóricos e  praticantes do comércio. Se examinarmos, contudo, o arcoíris político, em suas cores, em seus curriculuns vitaes não destacamos qualquer negócio. O que vemos é um exército de competentes juristas, abnegados servidores, economistas, educadores, excepcionais marketeiros, um que outro industrial, talvez no meio mais um médico, e o grosso da tropa formada por gente oriunda do meio operário - líderes sindicais pelo quê são proclamados.
Lia-se Marx, Weber, Dobb, Mannheim, Lukács, Heller e, em 1968, muito Marcuse.Também Gramsci começava a ser estudado. De início, no curso de História das Idéias, foram introduzidos os seus escritos sobre Maquiavel, mas nos anos 70, tornou-se um dos autores mais trabalhados, a ponto de, no princípio dos anos 80, ter sido tema de tese de livre-docência de um dos professores da Cadeira. Nos cursos de Instituições Políticas Brasileiras discutia-se desde as questões referentes ao escravismo, ao feudalismo e ao capitalismo na formação do estado brasileiro, debate que foi uma constante durante certo período, até os aspectos mais atuais do país, ou seja, a revolução brasileira, o populismo e o autoritarismo. Caio Prado e Celso Furtado eram leituras obrigatórias...QUIRINO, Célia, Departamento de Pós-graduação em Ciências Políticas da USP
Engraçado a exclusão dos ingleses. Beatles, nem falar.  Pois de Londres já informava o antigo  e famoso repórter  continental 
A Nação inglêsa é a única da terra que chegou a regulamentar o poder dos reis resistindo-lhes e que de esforço em esforço, chegou, enfim, a estabelecer um governo sábio, onde o príncipe, todo-poderoso para fazer o bem, tem as mãos atadas para fazer o mal; onde os senhores são grandes sem insolência e sem vassalos, e onde o povo participa do governo sem confusão.  VOLTAIRE, cit. CHEVALLIER, tomo II: 67.
Ela ainda conta com suas pioneiras luzes: 
O esforço natural de cada indivíduo para melhorar suas própria condição constitui, quando lhe é permitido exercer-se com liberdade e segurança, um princípio tão poderoso que, sozinho e sem ajuda, é não só capaz de levar a sociedade à riqueza e prosperidade, mas também de ultrapassar centenas de obstáculos inoportunos que a insensatez das leis humanas demasiadas vezes opõe à sua atividade. SMITH, Adam, cit. DOWNS: 56
Entregar o leme de uma Nação a gente que não tem noção sequer de si mesmo parece não só uma temeridade, como demonstração cabal de inteira burrice - não só de quem tolera a malversação, mas principalmente de quem se impõe, almirante posto fora de órbita de seus próprios interesses. Tiro-no-pé:
No acumulado dos últimos 12 meses, a produção industrial tem retração de 8,9%, o que configura o pior desempenho da série histórica. O setor de bens de capital foi  o mais afetado... com redução de 25,7% na produção. (Folha de São Paulo, 2/10/2009)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A precariedade da retórica social



Os cientistas políticos geralmente dão a impressão de estarem inclinados a considerar a política como uma espécie de técnica, comparável à engenharia, digamos, envolvendo a idéia de que as pessoas deveria ser tratadas pelos cientistas políticos mais ou menos da mesma forma com que os engenheiros lidam com máquinas e fábricas. A concepção engenheira da ciência política tem pouco ou nada em comum com a causa da liberdade individual. LEONI, Bruno, A Liberdade e a Lei: 19.
 As conseqüências do analfabetismo científico são muito mais perigosas em nossa época do que em qualquer outro período anterior. SAGAN, C., O Mundo Assombrado pelos Demônios: 21
Entre nós, o sintoma mais típico e persistente desse atraso é a confusa expectativa de que há uma espécie de 'força superior', o 'Estado', capaz de distribuir a todos os bens desejáveis deste mundo: emprego, salários altos, bem- estar - em suma - 'felicidade geral da nação'. Roberto Campos, Do Estado gendarme ao Estado babá. - Z.H, 19/1/1997: 24
O principal propósito da minha apresentação é provar aos  senhores que não se está ensinando ciência alguma no Brasil!  
FEYNMAN, Richard P, O Senhor está brincando, se. Feyman?
Para Michaël Zöller, sociólogo alemão da universidade de Bayreuth, o que se chama de Estado é certamente um sistema de interesses pessoais organizados, uma Nova Classe. Como todos nós, sua ambição é aumentar a remuneração e a autoridade. Como classe, ocupam-se, pois, a desenvolver seus poderes, suas intervenções e sua parte no mercado, isto é, a apropriação pelo setor público dos recursos nacionais, operada através do imposto sobre a sociedade civil.SORMAN, G.:74
A pornografia se distingue do erotismo. Ela se caracteriza pela crueza, pela apropriação do corpo do outro, pela ausência de qualquer encenação. Desaparecem quaisquer formas de simbolismo, de aproximação gradativa, de sedução. Os corpos já aparecem nus, em ato. Não há propriamente jogo, salvo o jogo da submissão, da busca imediata do prazer, do objetivo a ser alcançado. Ninguém aparenta algo diferente do que é, assim, apresentado. A política brasileira torna-se, nessa perspectiva, cada vez mais “pornográfica”, pois os partidos partem imediatamente para a satisfação dos seus desejos mais imediatos, particulares, procurando mostrar que o Poder é somente um instrumento de sua satisfação.  Os “vitoriosos” vão usufruir o Poder exclusivamente para si.

Velhas oligarquias se alternam com as novas. O jeito lulista de governar terminou produzindo uma afinidade entre oligarquias alicerçadas na tradição patrimonialista e clientelística brasileira e oligarquias “modernas”, ambas se disputando espaço em um governo de “unidade”, capaz de preservar os interesses de ambas. “Peemedebistas” maranhenses tornam-se companheiros de “socialistas” cearenses, cada qual apresentando suas “demandas” por favores e privilégios. O aparentemente novo é nada mais do que uma reapresentação de uma velha forma de fazer  
política. Janeiro 3, 2011  Denis Rosenfield

Retórica do século passado
Nós temos que continuar nessa rota que nós estamos percorrendo desde o primeiro mandato, que é continuar aumentando o crédito na economia, continuar reduzindo a taxa de juros, criar um ambiente propício para o investimento privado e aumentar o investimento público. MANTEGA, Guido, programa Roda Viva, TV Cultura, 18/12/2006
Dito isso, S. Exa.  restringiu o crédito, e aumentou vertiginoso a taxa de juros. Diz ser o mais importante refrear a inflação, no que é devidamente acompanhado pelo novo chefe da circulação do dinheiro nacional. Ou seja: é melhor não haver dinheiro em circulação em vez da satânica inflação. Coisa de louco, tchê!  Não há o menor investimento público, mas apenas gastos com o dinheiro que dizem ser público, na verdade uma riqueza retirada de quem a produziu. Os números apresentados de desenvolvimento econômico a mim não convencem. Números não mentem, mas, como vimos, esses contadores os colocam para lá, ou para cá, e assim vão passando os balanços, até surpreenderem incautos. Ademais, oferta de emprego, mão de obra disponível (como se trabalhadores fossem peças de estoque/reposição), capitais financeiros de estado, gigantescas, por isto incomensuráveis taxas de retorno, medições de renda, poupança, consumo, investimento, só faltando medir também o QI de inteligência de toda a população, lastreado na fria e dura, porém “científica” fórmula estatístico-matemática, servem apenas ao estupendo marketing. "A sociedade não é a soma de indivíduos; e também não é nem mais e nem menos do que isso.  Conceitos aritméticos não podem ser aplicados a essa questão." ( , O dogma do coletivismo.)  
Sir BERTRAND RUSSELL (cit. FADIMAN, C.: 266) também condena a tolice tantas vezes tornada realidade:
Surge um grave perigo quando esse hábito de manipulação com base em leis matemáticas é estendido ao nosso trato com seres humanos, uma vez que estes, diferentemente do cabo telefônico, são suscetíveis de felicidade e infortúnio, de desejo e aversão. Seria, portanto, lamentável que se permitisse que hábitos mentais apropriados e corretos para o trato com mecanismos materiais dominassem os esforços do administrador no plano da construção social.
A forja agrada ao instituto de pesquisa por ser base da maquiagem.
Através da propaganda feita pelo DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) de que ele era o 'pai dos pobres', o homem que lhes garantia a aposentadoria, a estabilidade no emprego, o seguro social, através dos institutos de previdência, das férias remuneradas, das habitações populares, etc. O DIP, durante anos dirigidos pelo capacitado Lourival Fontes, soube produzir uma imagem de ditador muito simpática às massas.  JORGE, F., A Revolução de 30 e a Finalidade Política do Exército: 187.
Nunca se vira presidente com 80% ou mais de popularidade, também é certo que jamais se vira tamanha publicidade a bafejá-la. Sem falar na publicidade legal, em oito anos, o governo gastou cerca de 10 bilhões de reais e no último ano, até a primeira semana de dezembro, o gasto foi de um bilhão e cem milhões, coisa de 3 milhões diários. Agora, para festejar a “despedida”, mediante 325 veículos de comunicação, foram despendidos mais 20 milhões para engrandecer o maior governante de todos os tempos. Nunca se vira coisa igual nem parecida desde o governo de Tomé de Souza.. Paulo Brossard, Lembranças e inquietações, 4/1/2011.
Um Giscard D’ Estaign  (Democracia Francesa,: 52) bem compreenderia o êxito da retórica social: “Os países do terceiro mundo não têm muita escolha, devem pensar e agir em termos de massas. Alimentá-las, vesti-las, educá-las, constitui tarefa prioritária, pouco espaço deixando ao indivíduo.” Mas jamais aplicaria: “Uma concepção coletivista da organização social, dominada pela noção de massa, é o oposto da evolução almejada por nossa sociedade.”
Metros, litros, quilogramas, quantias e quantidades, essas metafísicas suscetíveis às quatro operações se presume suficiente. Os números balizam e consagram a função social do Leviathan. Grosso modo, todavia, eles não atendem o essencial ignorado pelas turmas mais ou menos marxistas:  "A felicidade, citando o escritor Paulo Coelho, às vezes é uma bênção, mas geralmente é uma conquista. E é sempre individual. "  Renato Pacca A PEC da felicidade - 4 /1/ 2011
As considerações econômicas são meramente aquelas pelas quais conciliamos e ajustamos nossos diferentes propósitos, nenhum dos quais, em última instância, é econômico (exceto os do avarento ou do homem para quem ganhar dinheiro se tornou um fim em si mesmo). Prêmio Nobel de Economia 1998, SEN, Amartya : 328 .
Pois por aqui, isso anda por demais aviltado 
Outrora se olhava acima, para os que lidavam com o comércio de dinheiro, mesmo quando se precisava deles: afinal, admitia-se que a sociedade deve ter suas entranhas. Atualmente eles são o poder dominante na alma da humanidade moderna e seu mais ávido estrato. Sua onipresença é de uma voracidade sórdida, insaciável. SHAW, Bernard, O wagneriano perfeito, 1898; cit. Econ. GUEDES, P., O Globo, 26/7/2010
Dessarte, estatísticas até podem se aproximar da verdade; contudo, nenhuma a traduz:
Os índices da economia são muitas vezes enganosos. Por exemplo, os números do Produto Nacional Bruto incluem os gastos para o tratamento de doenças, reparo de veículos acidentados e eliminação dos fatores de poluição; isto é, estamos medindo atividades e não verdadeiramente a produção. E cada vez mais evidente que os esforços para controlar, explicar e compreender a economia são completamente inadequados.  FERGUNSON, M.: 308
"Em nenhum outro campo da investigação empírica foram usados tantos mecanismos estatísticos de forma tão massiva e sofisticada, e com resultados tão nulos." (GLEICK: 120) 
Os dados políticos são necessariamente colhidos no pretérito, com teorias em princípio vitoriosas, mas prenúncios de acachapantes desastres.
As políticas mundiais de crescimento induzido pelo Estado tiveram exatamente o efeito oposto do que pretendiam: tinham aumentado, e não reduzido, o custo da produção de bens e serviços e tinham abaixado, e não aumentado, a capacidade das economias de conseguirem uma produção vendável. SKIDELSKY: 140
A macroeconomia falha teoricamente porque faz afirmações não comprovadas sobre a estabilidade de relações empíricas entre agregados, pressupõe que sua composição seja constante, deixa de lado elementos essenciais da atividade econômica e usa conceitos fora de seu contexto. As contribuições recentes no campo da teoria macroeconômica não têm solucionado esses problemas; na realidade os têm agravado. SIMPSON: 95 *
Só pode:  "O governo não é capaz de tornar o homem mais rico, mas pode empobrecê-lo." (MISES, L., Uma Crítica ao Intervencionismo: 21)
Estou  firmemente convencido de que o desejo apaixonado de justiça e verdade fez mais por aperfeiçoar a condição do homem do que a argúcia política calculista que, a longo prazo, só engendra a desconfiança geral. EINSTEIN, Albert, Escritos da Maturidade,:12
A concepção coletivista, aquela que diz buscar uma classe média para todos, portanto dentro da mediocridade, não só deve ser indesejável por gosto ou vaidade, preferência ideológica ou interesse egoísta, mas porquanto se trata de missão impossível:
Na rotina diária, nem sempre percebemos que tudo que existe é de certa maneira controlado por forças e interações invisíveis aos olhos. Nossa própria existência, do nascimento até a morte, é influenciada por essas forças. Elas controlam as menores partículas subatômicas e as grandes galáxias a bilhões de anos-luz de distância. OLIVEIRA, A., Depto Física, Univ. Fed. de S. Carlos http://cienciahoje.uol.com.br/133058
Nosso Real anda meio fora da realidade. As teorias e os fatos, as idéias e as formas mais eficazes não contemplam  modelitos  platônicos.
Esta organização não pode ser abandonada à iniciativa dos governos: será alcançada quando os povos tiverem uma vontade firme e ativa, porque é renovação radical de todas as antiquadas tradições politicas. A compreensão e a vontade de resolver o problema estão-se generalizando. Acredito na influência de um individuo sobre outro e acredito no processo de seqüência e encadeamento entre os homens.EINSTEIN, A., Fala Einstein sobra o futuro da humanidade, Folha da Manhã, 4/3/1949
 Tudo flui na obviedade "A manutenção da organização na natureza não é - e não pode ser - realizada por uma gestão centralizada, a ordem só pode ser mantida por uma auto-organização." (BIEBRACHER, C. K.,; NICOLIS, G., SCHUSTER, R., cits. PRIGOGINE, I.: 75)
Onde existe crescimento econômico, estão também emergindo mais formas de governo de livre mercado - uma aceitação do fato de que as pessoas, e não a determinação política, criam a oportunidade econômica. NAISBITT: 265
________
 * Ouça em 3 minutos Mervyn King, Presidente do Banco da Inglaterra,
sobre a incerteza na formulação da política macroeconômica

domingo, 2 de janeiro de 2011

De amor platônico

A Vênus de Milo é uma figura másculo-feminil, uma espécie de atleta com seios. E é um exemplo de cômica insinceridade que tenha sido proposta tal imagem ao entusiasmo dos europeus durante o século XIX, quando mais ébrios viviam de romanticismo e de fervor pela pura, extrema feminilidade. O cânone da arte grega ficou inscrito nas formas do moço desportista, e quando isto não lhe bastou preferiu sonhar com o hermafrodita. José Ortega Y Gasset, Rebelião das Massas
Cruz credo!