quarta-feira, 14 de março de 2012

O vôo do galináceo - 3/3 Aterrisagem forçada

O proletariado utilizará sua supremacia política, para arrancar, aos poucos, todo o capital à burguesia, para centralizar todos os instrumentos de produção nas mãos do Estado, isto é, do proletariado organizado como classe dominante. MARX, K., Manifesto Comunista.
Prévia do BC indica que economia brasileira começa 2012 em marcha à ré
 
A exatos dois anos a Nav's informou sobre a temeridade da aventura galinácea:

Viagem sem volta

Não existe tirania mais cruel do que a exercida à sombra da lei e com uma aparência de justiça, quando, por assim dizer, os infelizes são afogados com a própria prancha em que tinham sido salvos. MONTESQUIEU: 109   
Os jornalistas amestrados sabem disso tudo. Fingem que não porque são cúmplices, por ação e omissão, do grande embuste armado para esconder a administradora bisonha, a articuladora política incapaz de organizar um concurso de miss, a intelectual que esquece o nome do livro que acabou de folhear, a comandante que camufla com pitos a nenhuma vocação para a liderança, a chefe que sempre escolhe o pior entre os piores. Os resultados favoráveis nas pesquisas que medem a popularidade de Dilma Rousseff não provam que seu desempenho é ótimo ou bom. Apenas demonstram que, em matéria de informação política e discernimento, a maioria dos entrevistados é ruim ou péssima. Os cúmplices do grande embuste
O que eles não se conformam é que os pobres não aceitam mais o tal do formador de opinião pública. Eles não se conformam é que os pobres estão conseguindo enxergar com os seus olhos, pensar com a sua cabeça, pensar com sua consciência, andar com as suas pernas e falar com sua boca. Não precisam do tal de formador de opinião pública. Nós somos a opinião pública e nós mesmo nos formamos. Presidente Lula, Folha, 18/9/2010
"Lula é o maior economista do Brasil. O Lula é o único economista que presta no Brasil porque é o único que está falando a verdade.” (Economista Prof. DELFIM NETTO,  responsável direto pelo Ato Institucional N. 5, e ministro de vários ditadores que se sucederam, em primorosa. entrevista para Ag.  Estado - www.avozdavitoria.blogspot.com - 31/12/2008)  
Brasil como modelo? Não, obrigado 
Sob o falso pretexto de defender os interesses do povo, esse gigantesco Leviatã consome a renda da população, gere mal os recursos e fecha a economia do país a seus desejos, inibindo investimentos internos ou externos. Com políticas econômicas frágeis e na maioria das vezes mal formuladas (dado o fraco entendimento dos governantes nesse assunto), o crescimento econômico pode se iniciar acelerado, mas ao longo do tempo mostra-se ineficiente e frágil, fadando o país a um atraso monstruoso em relação a regiões mais democráticas. VASCONCELLOS, Daniel, A ameaça do "Estado-pai", O Globo, 27/8/2010
Quando os empresários comparam as rentabilidades dos projetos de infraestrutura com as taxas de juros que estão amplamente ligadas à 'preferência por liquidez', eles podem eventualmente renunciar a certos investimentos. A sociedade rica entra então numa depressão cumulativa e crônica, sem prespectiva de reerguimento a longo prazo. GAZIER, Bernard, A crise de 1929: 101
O ministro Guido Mantega, e o secretário, Arno Augustin, passaram meses e meses garantindo solenemente que a meta do superávit primário do setor público deste ano seria cumprida. Nesta terça-feira, candidamente, Mantega reconheceu que não conseguiria obter tal superávit e alegou que não podia responder pelos resultados dos Estados e dos municípios. Jorn. Econ. Celso Ming, Estadão, 29/12/2010
O homem de sistema costuma se achar muito sábio em seu próprio juízo; e ele está, com freqüência, tão enamorado da suposta beleza do seu próprio plano ideal de governo que não tolera qualquer desvio, por menor que seja, em qualquer parte dele. Ele atua com o intuito de implantá-lo completamente e em todos os detalhes, sem prestar atenção seja nos grandes interesses, seja nos fortes preconceitos que podem se opor a ele. Ele parece imaginar-se capaz de dispor os diferentes membros de uma grande sociedade com a mesma facilidade com que a mão dispõe sobre as peças de xadrez. SMITH, Adam An Inquiry into Nature and the Causes of the Wealth of Nations, 1776: 233
O resumo dessa ópera é que, no campo da previsão econômica, tudo ainda se passa no  da chutometria. E não deixa de ser engraçado observar o estilo com que os argumentos que pretensamente sustentam os chutes são articulados para lhes dar um ar de ciência exata.  Jornalista-economista José Paulo Kupfe. Estadão, 21/12/2010
A política econômica tem atendido a emergências, quando deveria ter um rumo; ameaça com arsenal de medidas quando deveria implementar reformas que tirassem do caminho os obstáculos ao crescimento; distribui favores quando deveria melhorar o ambiente de negócios... O BNDES pensa estar fazendo política industrial despejando volumes extravagantes dos recursos no projeto de formação de grandes conglomerados. Tudo isso dá a impressão de que há um projeto. Não há. Falta projeto
O pré-sal sempre foi tratado com nacionalismo retrógrado e grandiloqüência idílica. Do anúncio à ridícula idéia do país integrar a OPEP, o assunto foi marcado mais por devaneios do que seriedade – pelo menos dentro do governo e da aparelhada ANP. O Brasil do pré-sal é Pasárgada. Mas cuidado, Bandeira: lá, Lula é que é o rei. LIMA, Renato,Indigestão de pré-sal 
Paralisado pela incompetência crônica que não poupa nenhum dos quase quarenta ministérios e sufocado por um rosário interminável de denúncias de corrupção, o governo federal e sua base alugada empregam mais tempo na tentativa de minimizar os estragos da bandalheira institucionalizada do que no dedicado à solução dos graves problemas conjunturais e estruturais que se acumulam e cobrem de incertezas o futuro do país. Acuados, refugiam-se covardemente nas maravilhas de um país de araque que existe apenas no imaginário deturpado desse bando que, liderado por um dos maiores blefes políticos que já se teve notícia, utiliza-se da mais indecente campanha publicitária para mentir à Nação. É só uma questão de tempo
Basta uma sacudida na economia para que o último degrau da escada social despenque no abismo de miséria de onde saiu, tornando inevitavelmente maior a sua propensão ao crime. Pesquisa recente do Centro de Pesquisa Social da FGV mostra que São Paulo é a região do País onde mais se produziu miséria - 5,9%. SIMANTOB, Fábio Tofic, Estatísticas do crime e discurso do medo 12/2/2010
Por conformado, há anos dou milho aos pombos. Desde imberbe conheço as lições mais elementares da história, e de nosso tempo. 
E como no final das contas não é senão u'a máquina cuja existência e manutenção dependem da vitalidade circundante que a mantenha, o Estado, depois de sugar a medula da sociedade, ficará héctico, esquelético, morto com essa morte ferrugenta da máquina, muito mais cadavérica que a do organismo vivo.  ORTEGA Y GASSET, , Rebelião das Massas.
"Entre a teoria dos quanta, que sustenta o edifício científico da idade atômica e o pensamento dos economistas e filósofos, marxistas e tecnocratas, parece terem decorrido séculos. Já não falam a mesma língua. Já não têm nem uma idéia comum." (KRAEMER, E., La grand mutation cit. Goytisolo: 69).  O costumeiro negócio de usar a "ciência", na verdade buscando mera tecnologia de controle econômico e social, é fadado ao insucesso.  Já nos anos '60 começou a debandada, o abandono das pretensões controladoras e preditivas em prol de um caráter prospectivo e emancipatório da atividade científica ; em outras palavras, uma ciência que não é concebida como um instrumento de controle, mas sim como um meio para construir alternativas e revelar oportunidades. 
Agora, recém agora a hora da verdade apresenta seu cuco. O painel do Brazilianic. Financial Times desta quarta-feira, 7 de março,  informa que o sistema "extravagante" de aposentadorias do Brasil está "segurando o crescimento" do país. O jornal completa: "O grande gasto do governo com aposentadorias e salários – e a falta de poupança interna – é geralmente considerado o culpado pelo padrão 'voo de galinha' do crescimento do Brasil – caracterizado por rápidos movimentos de 'superaquecimento' e desaceleração nos últimos dois anos."  O drama não tem fim:
Brazil's greatest fear is to be trapped between two choices: for slow growth or high inflation. This is what worries Dilma, as everyone in Brazil calls President Roussef; unfortunately, the only way to avoid the trap may be to make exactly the kind of policy choices (spending cuts, labor market deregulation, privatization) that Dilma's electoral base doesn't like. Brazil: The Country of the Future, Again?*
"Uma economia só pode crescer de maneira global se as empresas individuais que a formam crescerem. Portanto, qualquer teoria do crescimento deveria estar embasada na atividade e no comportamento das empresas individuais." (ORMEROD, P., 2000: 216)  "Onde existe crescimento econômico, estão também emergindo mais formas de governo de livre mercado - uma aceitação do fato de que as pessoas, e não a determinação política, criam a oportunidade econômica." (NAISBITT, J., Paradoxo global: 265)
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A orquestra do Brazilianic continua exuberante, mas os  atores e  a platéia começam a abandonar o recinto.  E na água, na rua não há ar-condicionado, nem calefação, não senhor.  "O rei está nu. Na verdade, é a rainha que está nua. Ninguém, em sã consciência, pode dizer que o governo Dilma Rousseff vai bem. A divulgação da taxa de crescimento do País no ano passado ─ 2,7% ─ foi uma espécie de pá de cal." (‘Governo? Que governo?’, um artigo de Marco Antonio Villa)
O pífio crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2,7% em 2011 é resultado da equivocada política econômica do governo.  Esse “pibinho”, aquém das expectativas, é decepcionante para toda a sociedade brasileira.  Como podemos alavancar a economia sendo campeões mundiais em taxa de juros e praticando uma nefasta política de incentivo às importações e à desindustrialização? Paulo Pereira da Silva (Paulinho) – presidente da Força Sindical

Protecionismo não é saída para indústria (Editorial)

"Dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil cresceu menos do que três que já anunciaram oficialmente seus números." (O governo já sabia)
O PIB brasileiro cresceu 2,7% em 2011, mas a indústria teve expansão de apenas 1,6% no ano (frente aos 10,4% em 2010), de acordo com IBGE. No quatro trimestre do ano passado, o setor recuou 3,1%, maior queda desde o quarto trimestre de 2009, negativo em 2,5% A indústria extrativa apresentou uma queda mais acentuada porque, além do menor dinamismo da economia mundial, a extração de minério de ferro sofreu impacto das chuvas em Minas Gerais. Bens de capital (-16,0%) apontou a queda mais acentuada em janeiro de 2012. O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis foi o único que registrou expansão nesse mês, avançando 0,7%. Indústria tem em janeiro maior queda mensal em três anos  Produção recuou 2,1%
Inadimplência empresarial cresce 4,4% em janeiro
Inadimplência de veículos atinge maior patamar desde 2009
Confiança do consumidor cai em fevereiro, diz CNI 
Abimaq: projeção de faturamento cai para 5% em 2012 
O fraco desempenho do setor, segundo Aubert Neto, se reflete no número de empregos da indústria de máquinas e equipamentos. Apesar do ano passado ter mostrado um crescimento de 3,6% do número de vagas, em comparação a 2010, desde outubro de 2011 o setor verificou uma perda de 2.322 postos de trabalho. "Perdemos quase 3 mil empregos em relação a outubro, que foi o pico do ano, e não tenho dúvidas de que a tendência é de mais demissões", disse o líder empresarial.
Brasil teve o menor crescimento entre países da América do Sul
Trabalho no Brasil está na lanterna Brasileiro fica no 15º lugar em ranking de produtividade da AL e na 75ª posição no mundial, emperrando crescimento

Falta projeto

Fatia da indústria brasileira no PIB volta aos anos 50
Venda de imóveis novos cai 25% em um ano
Inadimplência de veículos atinge o maior patamar em 30 meses
Emprego industrial cai pelo quarto mês consecutivo
Professores de 23 estados e DF iniciam paralisação
Em pouco mais de uma semana o governo mexeu duas vezes no IOF cobrado sobre empréstimos tomados no exterior. Na primeira, estendeu de dois para três anos o prazo das operações sujeitas à alíquota de 6%. Na segunda, ampliou a restrição para cinco anos. Essa medida poderá, como as anteriores, funcionar por algum tempo, mas o mercado, como sempre, será capaz de contorná-la. O governo da retranca
Governo sofre as dores da hipertrofia  O galináceo se encontra à mercê, raso e sem solução. Fogo no circo "A presidente esgotou a troca de figurinos. Como uma atriz que tem de representar vários papéis, não tem mais o que vestir de novo". (‘Governo? Que governo?’, um artigo de Marco Antonio Villa) 'Berra para todo lado, culpa todo mundo - o Euro, o Dólar, os governos anteriores, a mediocridade de seus ministros, o Congresso, a "Base Aliada", o UK que não entrega as Malvinas aos argentinos.  Petrobrás reduz meta de produção em 1 milhão de barris/dia até 2016L
Irascível, impaciente, inepta para a negociação, a presidente dá a impressão de que o temperamento a impede de aprender como funciona o processo político, no muito que depende de terceiros que não lhe são subordinados, obedecem a outra lógica e partem da premissa de que apoio com apoio se paga. ‘Percalços da presidente’, editorial publicado pelo Estadão
A fraude grotesca, acrescento, foi parida mais de três anos antes da chegada de Dilma Rousseff ao gabinete que ganhou do padrinho. Nasceu em 2007, quando a chefe da Casa Civil que falava pouco por não ter nada de interessante a dizer foi promovida por Lula a Mãe do PAC ─ essa estranha criatura que desde o berço deglute bilhões de reais e só expele licitações malandras, contratos superfaturados,  canteiros de obras desertos, creches sem crianças, quadras esportivas sem serventia e muitas, muitas pedras fundamentais. Cinco anos depois da invenção da sigla, mesmo os candidatos ao Enem beneficiados pelo vazamento da prova  não saberiam o que responder caso fossem convidados a mencionar alguma obra relevante produzidas pelo paquiderme estéril. Graças à tibieza da oposição oficial, a farsa da grande gestora atravessou a campanha eleitoral sem topar com zonas de turbulência e entrou em velocidade de cruzeiro depois que Dilma assumiu o manche e passou a pilotar o avião sem bússola e tripulado pelo pior ministério de todos os tempos. Os cúmplices do grande embuste
A "tibieza" não se faz por acaso. Também ela atende ao modelito  '30, em prêt-à-porter. Revivemos a  marmelada de Getúlio, pai dos pobres e mãe dos ricos, levada a cabo pelos partidos que inventou - PTB e PSD. Nada mudou de lugar, exceto o prosaico "B".
A composição da Câmara dos Deputados foge ao controle do cidadão e é entregue de bandeja às oligarquias partidárias, que recriaram o velho esquema do coronelismo da República Velha se aproveitando dessa cusparada em Pitágoras e Aristóteles, pois em nosso sistema o mais vale menos e o menos vale mais. O neocoronelismo do voto eletrônico, instituído no Poder Legislativo tornado Constituinte, inventou o conceito cínico da governabilidade. Segundo este, o presidente eleito pela maioria real submete-se ao tacão dos oligarcas partidários: só lhe é permitido governar se fatiar a máquina pública e distribuir as porções da carniça às legendas cuja legitimidade como representação popular é, na prática, nula. Por isso estamos sob a égide de uma paráfrase do antigo axioma de Artur Bernardes: 'Ao político, tudo; ao cidadão, o rigor da lei'..Um chute no traseiro da Constituição 
Não há líder novo que encerre crise  Enquanto isso o portaviões só pega fogo, a base da Antártica lá se foi, a estiagem no Rio Grande do Sul  reduz  a colheita em terço, (Safra de soja deve ter queda de 30,71%, diz Emater) a Copa do Mundo periclita por brigas infantis, e inércia generalizada (Fifa anuncia suspensão de reuniões ligadas à Copa até Dilma se reunir com Blatter), a diplomacia só arruma gastos, confusões e animosidades

Brasil fica para  trás no jogo chinês

'Apoio do Brasil a Assad é política estúpida' diz comandante rebelde
TCU aponta falha em prestação de contas de embaixadas brasileiras
Brasil envia missão para discutir bloqueio de contas da União na Itália 
Especialistas, chineses e brasileiros, afirmam que o Brasil não sabe negociar com os chineses. Enquanto Pequim é fria e calculista como manda a diplomacia econômica eficiente, o Itamaraty parece letárgico, ideológico e emotivo, tendo deixado a recusa (política) chinesa em apoiar a postulação brasileira de se tornar membro permanente do Conselho de Segurança da ONU contaminar as relações comerciais. MALBERGIER, S., Folha de São Paulo, 21/5/2009
Principais aeroportos do país estão em situação crítica, diz Ipea
Associação denuncia ‘situação caótica’ da aviação civil brasileira
Fevereiro tem a 3ª pior geração de empregos da história
A criminalidade assume velocidade geométrica. Média de homicídios no Brasil é superior a de guerras, diz estudo
A sensação que tenho é de que a violência vai crescendo como uma doença letal, uma verdadeira epidemia, que vai contaminando todos, aos poucos. As notícias de crime chegam diariamente, sem dó nem piedade. E, se a gente descuida, vira tudo número, estatística. BARROS, Jorge Antônio, em 4/3/2009  http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/reporterdecrime/#165335
Encurralados pela violência, moradores usam faixas e cartazes em apelo por mais segurança
As leis e reformas emperram por chantagens. Troca-se mais ministros do que técnicos de futebol. E a corrupção campeia solta. (Lobista acerta propina com coordenadora do.Min. Saúde.) Ela corrói o tecido social a partir dos vértices, dos poderes federais, estaduais, e municipais, além das empresas públicas, naturalmente, e das corporações cooptadas, (Corrupção está mais 'rasteira', diz especialista) essas que giram em órbita do fenomenal buraco-negro ocasionado pelo neófito e por isso anacrônico governo do Brasil  O Custo da Corrupção 
Romário: Brasil passará ‘vergonha’, Copa será uma ‘merda’ e haverá ‘o maior roubo’ em obras

"Nos mais diversos setores da República, a perda de parâmetros, o abandono a princípios, a inversão de valores... Há de buscar-se, a todo custo, a correção de rumos, sob pena de vingar a Babel". (Min. MARCO AURÉLIO, STF, Folha de S.Paulo,  29/9/2009)  . "A corrupção endêmica nas entidades estatais, nos tempos modernos, é tão velha quanto a dos primeiros tempos. Apenas mais sofisticada. Carl Schmitt (“O Conceito do Político”) e Maquiavel (“O Príncipe”) continuam atualíssimos." (A velhice dos tempos modernos)
Afinal, o que não aprende o homem, quando o elefante, submetido a treinamento, vira acrobata, o urso fica saltador e o asno dá-se em espetáculo?
ERASMO DE ROTERDÃ, De Pueris: 53
A cartilha florentina permanece pautando a moda tropical, acentuada no prêt-à-porter financeiro. (O fim do Duce, mas não do fascismo) O molde inebria os obcecados pelo poder, tanto quanto a luz à maripôsa. O inseto supõe que quanto mais voltas efetivar, mais  se aproxima do fetiche, ao passo que se distancia de cair. O brilho da luz ou do ouro, todavia, é-lhe invariavelmente fatal.  Ao comprovar a rota do sucesso no galgo ao pódium, e o deleite prazeroso, o incauto olvida que Maquiavel programou o enredo com escassa margem à variação, reservando um final  melancólico, de preferência trágico, ao seu astro principal, justamente ao gáudio da platéia, esta que lhe garante a perene bilheteria.
GERALDO VANDRÉ, faça-me o favor: vem, vamos embora, que esperar não é saber.
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* O maior dilema do Brasil é  ser preso entre duas opções:  crescimento lento ou inflação alta. Isto é o que preocupa Dilma, como todo mundo no Brasil chama a presidente Roussef, mas, infelizmente, a única maneira de evitar a armadilha pode ser a de fazer exatamente o tipo de escolhas políticas (cortes de gastos, a desregulamentação do mercado de trabalho, a privatização) que a base eleitoral de Dilma não admite.



terça-feira, 13 de março de 2012

O vôo do galináceo: 2/3 - Deslumbrante sobrevôo

Modelito 1930 ainda faz sucesso no Planalto, preferência dos roteiristas do Brazilianic
Keynes, longe de ser o salvador do capitalismo, almejava substituir a livre iniciativa por uma economia controlada pelo estado - sendo que o estado seria gerido por 'especialistas' como ele. LEWIS, Hunter, cit.
O capitalismo precisa ser sempre reinventado. Onde está dando mais certo? Nos países que adotaram o capitalismo de Estado. Ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, para IstoÉ - Dinheiro.
Ninguém melhor do que fascistas e nazistas operaram o venerado "capitalismo de Estado." Qual conduta o gay de Bloomsbury aconselhava?
A intervenção deve-se dar de maneira mais ou menos permanente, principalmente sob a forma de uma política de manipulação monetária com o objetivo de atuar sobre três elementos variáveis, acima indicados, elementos esses dos quais depende o volume de emprego e da produção.CUNLLIFE,  M., The Intellectuals in the USA, cit. LIPSET,  S. M.  357
O cidadão era reduzido a objeto, bobo-da-corte:
Qualquer gasto é preferível a nenhum gasto. Abra buracos e os tape de novo. Ou pinte a Floresta Negra. Se não puder pagar aos indivíduos um salário para que façam alguma coisa de útil, pague-lhes para que façam algo de idiota. Gastando-se assim a poupança, elevam-se os salários, o que aumenta o consumo que, por sua vez, aumenta a produção de bens e serviços. KEYNES,  J. M., cit. MISES,  Ludwig von, As Seis Lições: 52.
O resultado operacional foi retumbante na Alemanha, Itália, até no Brasil  e no Eua, mas o financeiro, as contas públicas e privadas se desarramjaram de tal sorte que se não fosse os despojos  japoneses, alemães e italianos Tio Sam até hoje estaria de cartola na mão.
As políticas mundiais de crescimento induzido pelo Estado tiveram exatamente o efeito oposto do que pretendiam: tinham aumentado, e não reduzido, o custo da produção de bens e serviços e tinham abaixado, e não aumentado, a capacidade das economias de conseguirem uma produção vendável. SKIDELSKI,: 140
O homem só muito lentamente descobre como o mundo é infinitamente complicado. Primeiramente ele o imagina totalmente simples, tão superficial quanto ele próprio. NIETZSCHE, F., O livro do filósofo: 41
Nosso pessoal, metido a especialista em copiar receitas econômicas,  sem distinguir a história, simplesmente ignora as consequências políticas, sociais, e mesmo econômicas da gloriosa, porém funesta experiência keynesiana. Para Keynes, a longo prazo estaríamos todos mortos. Os integrantes da anomalia antidemocrática intitulada Comitè de Política Monetária concordam plenamente com seu gurú. Ocorre, porém, que o longo prazo já está vencido, há muito ."O período em que o welfare state se fortaleceu, de meados da década de 1970 até o presente, também foi aquele durante o qual os níveis de pobreza (relativa) aumentaram na maioria das sociedades industrializadas." (Giddens, 1996: 164).
De acordo com Mises,
é preciso enfatizar o fato óbvio de que um governo somente pode gastar ou investir aquilo que tira dos cidadãos, e que os gastos e investimentos adicionais diminuem, na mesma medida, os gastos e os investimentos que seriam feitos pelos cidadãos. Disso, podemos concluir que, sendo o governo um ente que não gera riquezas, ele consequentemente não pode fazer a economia crescer em termos reais. Contrariamente à crença popular, quanto mais o governo gastar, pior será para a saúde da economia e, por conseguinte, para o crescimento econômico.
A política de crescimento puxado pelo mercado interno, tal como executada pelo governo, está claramente baseada num equívoco. O problema principal não está na demanda, mas na capacidade da indústria de transformação de atender ao mercado enfrentando a competição estrangeira. Essa capacidade é limitada não só pelo câmbio – o real valorizado encarece os produtos nacionais -, mas principalmente por uma porção de ineficiências estruturais muito bem conhecidas. A maior parte dessas deficiências é atribuível à baixa qualidade das políticas públicas (infraestrutura insuficiente e ruim, energia muito cara, custos trabalhistas elevados, distorções tributárias, escassez de mão de obra adequada, entraves burocráticos, etc.). Sem a solução desses problemas, uma expansão na faixa de 5% a 7% levará à inflação ou à crise externa. O PIB emperrado
Malgrado as desastrosas experiências no Eua e alhures, incluindo nosso próprio terreiro, de Getúlio a JK, dos governos militares através do gorducho Delfim Neto a Sarney e seus fiscais, somado ao parco conhecimento científico, epistemológico, e filosófico constatado em qualquer ação ou discurso dos atuais timoneiros do Brazilianic, ainda assim os audazes "justiceiros" se jactam donos da suprema sapiência:
'Como os países ricos habitualmente tentavam dar lições ao Brasil de como a gente fazer, seria importante que, humildemente, agora eles fossem aprender o que nós fazemos para que eles pudessem fazer políticas iguais', disse Lula após participar de jantar oferecido pelo presidente de Moçambique, Armando Guebuza, em Maputo.
"Lula se apresentava como 'pai dos pobres' , mas ao mesmo tempo atendia os interesses dos banqueiros e grandes empresários', constata a Historiadora da USP Prof. Maria Lígia Coelho Prado, coordenadora do  Seminário Internacional Perón e Vargas, Aproximações e Perspectivas." (O Estado de São Paulo, 15/4/2008)
Mais uma vez a década dos ditadores era a grande inspiradora galinácea, rota traçada  por meios de palimpsestos empilhados sobre o nada original petiço suicida. "Getúlio Vargas, líder da Revolução de 1930, é apoiado por políticos reformistas e liberais [?] e inspirado na doutrina keynesiana. Na realidade, o desenrolar de seu governo não representou ruptura com o passado, mas reacomodação de interesses." (MASCARENHAS, E.: 51 )
O conhecimento dos fatos antigos, chamados históricos, afeta a interioridade e a exterioridade do homem que procura se conformar intimamente com mitos e heróis e que, externamente, se empenha em seguir seus modos de agir e dominar. Com esse comportamento, assimila o despotismo da história e assume a máscara de seus personagens centrais. MIORANZA, Ciro, in NIETZSCHE, F., Da utilidade e do inconveniente da história para a vida: 10
Através da propaganda feita pelo DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) de que ele, [Getúlio Vargas] era o 'pai dos pobres', o homem que lhes garantia a aposentadoria, a estabilidade no emprego, o seguro social, através dos institutos de previdência, das férias remuneradas, das habitações populares, etc. O DIP, durante anos dirigidos pelo capacitado Lourival Fontes, soube produzir uma imagem de ditador muito simpática às massas.  JORGE, F., A Revolução de 30 e a Finalidade Política do Exército: 187.
Tudo depende, portanto, de se fazer com que os súditos acreditem que o governo é bom e justo, e de os cidadãos sentirem-se felizes em obedecer às suas ordens - daí todo conjunto de medidas draconianas... sugeridas por Platão tanto na República quanto nas Leis, a fim de produzir e conservar nos súditos essa crença. 
KELSEN, H.: 50
Trabalhador solteiro, em situação regular, com carteira assinada, com R$ 2 mil mensais de salário, entre os descontos a que é submetido e os custos impostos ao empregador, resultará em R$ 837 que passam para os cofres públicos. Ora, a mim parece extorsiva essa contribuição a que o trabalhador e o empregador estão sujeitos inexoravelmente, sem ter a quem apelar, quando os serviços públicos devolvidos à sociedade são defectivos, não são bons e em geral são maus, especialmente os mais vitais, como os referentes à saúde, à assistência médico-hospitalar, à educação, à segurança pessoal do trabalhador e de sua família. Por isto já foi dito que, entre nós, as contribuições são de padrão escandinavo, enquanto os serviços públicos são de escala africana. O outro assunto que também me impressionou, vivamente, conhecidas as condições históricas do serviço, tradicionalmente reumático, é referente aos serviços portuários. Só no porto de Santos, o maior da América do Sul, na entrada ou saída de navios, exigem-se 17 toneladas de papel por ano; para cada navio são necessários 112 formulários, em diversas vias, com 935 informações a serem encaminhadas a seis diferentes entidades da administração! BROSSARD, P.,Peleguismo eleitoral 8/6/2010
 Brasileiros são os que tem menos retorno dos impostos que pagam Diante da carência do povo, qual razão assistia jogar o dinheiro extraído da produção à investimentos, ainda mais em infra-estrutura?
Com essa política irresponsável, os governos do PT, além de nada investirem em infraestrutura, literalmente permitiram a deterioração de tudo o que já tínhamos construído, principalmente nos anos de governos militares, como as hidrelétricas, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e redes de distribuição de energia que hoje estão em péssimas condições ou já praticamente destruídas.  O tsunami de Dilma
Segundo a FGV na última década a renda dos 50% mais pobres do Brasil cresceu 68%, enquanto a dos 10% mais ricos cresceu apenas 10%. (Estadão, 7/3/2012) O que renderia mais votos - redes sanitárias, de estradas, de hospitais, portos, aeroportos, redes elétricas, etc, ou uma gigantesca rede de mensalões, forte para o povo gastar à vontade? 
A presidente eleita, Dilma Rousseff, não terá dificuldade para encontrar a pobreza absoluta que ela prometeu erradicar até o fim do mandato, como um dos principais compromissos da campanha. Quase 5,3 milhões de famílias - a grande maioria dos brasileiros que permanecem na condição de miseráveis - já são beneficiárias do programa Bolsa-Família, de transferência de renda .Estadão, 5/12/2010
A redistribuição tem, de fato, sido farta. "Mais de 40 mil candidatos às eleições de 2006 e 2008 eram beneficiários do programa Bolsa-Família, segundo auditoria do Tribunal de Contas da União." (www.claudiohumberto.com.br - 5/5/2009)
Pindorama ultrapassou a barreira dos 10 milhões de servidores públicos (civis, militares, federais, estaduais e municipais). O ano de 2007 fechara com 9,827 milhões. É provável que a marca tenha sido batida no primeiro semestre. GASPARY, H., Folha, 29/3/2009
"O Brasil é tetracampeão em felicidade no ranking de uma pesquisa feita pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) em parceria com a consultoria Gallup, na qual a Síria aparece em último lugar. Entre 2001 e 2009, a renda obtida fora do trabalho (?) cresceu 21% entre os homens, enquanto as mulheres tiveram incremento de 47%." (Folha, 7/3/2912)
Você pode explodir o Brasil inteiro e eles ainda dizem: 'Obrigado! Aqui está um macaco para você levar para sua casa'. 
SYLVESTER  STALLONE, ator de Os Mercenários
Promotoria denuncia 35 acusados de envolvimento na 'máfia da merenda 'O funcionalismo obteve ganhos substanciais; os sindicatos se refastelam, nadando em dinheiro; os políticos levam dólares pelas cuecas, e constróem castelos em florestas. Governo libera R$ 1 milhão para neto de Fittipaldi via lei de incentivo. Organizações não-governamentais sem fins lucrativos obtém recursos jamais imaginados (CGU divulga lista de 164 ONGs impedidas de firmar convênios), empreiteiras achacam na beira das estradas sem precisar construí-las. (Na folha do Senado, advogados de bancos e empreiteiras) E tome milhões de reais para governos estrangeiros, em troca de apoio para qualquer pleito na ONU. "O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou hoje um projeto de lei que concede uma ajuda de 25 milhões de reais (cerca de 14 milhões de dólares) para a reconstrução da Faixa de Gaza." (www.consciencia.net/para-o-globo-somos-todos-funcionarios-publicos/)
Lula foi também o mentor do perdão de dívidas de outros países com o Brasil, ignorando carências internas gritantes. São cenas cotidianas o nosso sistema viário abandonado, hospitais inoperantes, escolas desamparadas, prisões comandadas por prisioneiros, barracos de papelão servindo de moradia a trabalhadores que pagam os impostos que vão financiar metrôs e armamentos na Venezuela, hotéis em Cuba, casas de alvenaria na Bolívia e empregos no Paraguai, no Equador, em Moçambique, na Nigéria, em Cabo Verde, na Nicarágua e no Gabão. O total das dívidas perdoadas desses países foi de R$ 1,62 bilhão, quantia suficiente para atender ao reajuste dos aposentados, que o governo afirma não ter recursos para honrar. Está também doando como ajuda à Grécia mais de R$ 567 milhões, além de emprestar R$ 17 bilhões ao FMI sem haver sido convidado a fazê-lo. DANON, J, Ave Lula. Estadão, 11/6/2010
O Brasil virou corrimão, bunda de vedette: todo mundo passa a mão. The Economist ironiza a "política"  brasileira com a vizinhança, calcada numa "harmonia ilusória" da região. "'A promessa de Lula de ser generoso com os vizinhos menores não é recíproca"' dizia a revista, em flagrante deboche, lembrando a inércia do Brasil diante do esbulho causado pela Bolívia à Petrobrás, do calote do micro Equador, e do affaire com novo Tratado de Itaipu,,.requerido pelos tradicionais falsários paraguaios, absurdo reajuste prontamente aceito pelos nossos guardiões, frangueiros par excellence. Eles  emprestam ao FMI. Perdoam as dívidas dos outros países conosco. Promovem dádivas estratosféricas. Colocam nossas embaixadas no meio de questões que nos totalmente são estranhas. Aos haitianos são destinados milhões e milhões. "O ministro das Relações Exteriores disse que o Haiti vai precisar de um 'Plano Lula' para a reconstrução do país." Sugere brindá-lo com uma hidrelétrica, e maior controle: "O Haiti precisa de uma alfândega." (Agência Brasil, 24/1/2010)  E o Brasil faz qualquer negócio.
O Brasil fará tudo o que for possível  para ajudar, estando disponível para  comprar  dívida portuguesa.  Presidente Dilma Rousseff, após ter sido recepcionada na Universidade de Coimbra
Devendo US$ 1,4 bi à Petrobras, Chávez leva US$ 637 mi do BNDES

Não era isso que queriam? O país não é de todos, portanto até mesmo de estrangeiros?  Poderia haver uma melhor, uma mais justa  redistribuição de renda? TCU vê indícios de pagamento a 'fantasmas' em obra do PAC;
Se Luiz Inácio Lula da Silva é, de fato, o 'filho do Brasil', fica a sensação de que, pelo menos aos olhos do mundo, o filho é de alguma maneira maior que o pai. A impressão de que Lula é maior que o Brasil ficou mais forte a partir do momento em que o Fórum Econômico Mundial decidiu outorgar ao presidente o título de 'Estadista Global'. ROSSI, C., www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/clovisrossi/ult10116u682809.shtml, 21/1/2010
Filósofos do PAC
'Hoje o Brasil é um País respeitado internacionalmente', diz Dilma Engano de deslumbrado. "A relevância do Brasil na arena internacional é menor na prática do que sugere sua presença na mídia internacional." (Iliana Olivé, pesquisadora do think tank espanhol Real Instituto Elcano http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/instituto-millenium/) A Europa não é taba índia: Capitalismo de Estado brasileiro é ambíguo, diz Economist 
Os conselhos de Dilma Rousseff contra o protecionismo soam de forma hipócrita, principalmente após o Brasil ter anunciado o aumento do imposto incidente sobre automóveis importados. (IPI) O país que está listado em 152º lugar no ranking do Banco Mundial por seu desajeitado e pesado sistema de impostos está dando conselhos sobre impostos restritivos e políticas cambiais. Financial Times
E quanto ao trabalho em si, a produção, qual necessidade de aliviá-la com juros menores, ou com a diminuição da gigantesca carga tributária, ou dos sempre crescentes encargos trabalhistas, alcunhados sociais, como se a produção fosse responsável não só por produzir, como também por todos os trabalhadores e suas famílias? Então lhes recai cumprir suas obrigações, independentemente se houve ou não algum trabalho: décimo terceiro, férias acrescidas, remunerações a gestantes, e mais um monte de pinduricalhos que vem sendo heroicamente suportado por quem se dispõe a ter iniciativa de compor um parque produtivo. Numa economia de escala as empresas não estavam aumentando seu faturamento com o aumento da renda das chamadas classes marginalizadas? Pode não ser bem assim. Não poucos jogam a toalha:
Parece ser também muito conveniente que a Justiça do Trabalho seja responsável por grande parte da mortandade – que é enorme no Brasil – das micros e pequenas empresas. Já existem em cidades como São Paulo grupos organizados de 'trabalhadores' que vivem, exclusivamente, de indenizações trabalhistas impostas contra as pequenas empresas. Brasil Maior ou Brasil Menor ?
 "Um relatório divulgado pela Unctad (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento) nesta quinta-feira indica que o volume de investimentos diretos estrangeiros (destinados às atividades produtivas) no Brasil caiu 42% em 2009, mais que a média mundial." (BBC. - 22/7/2010)

quinta-feira, 8 de março de 2012

O vôo do galináceo: 1/3 A precária decolagem


Se Stálin roubou um banco, não o fez para encher de dinheiro os próprios bolsos, mas para ajudar o seu Partido e movimento. O senhor não pode considerar isso um roubo de banco. HITLER, A., Documentos da Polícia Alemã; cit. TOLAND, John, Adolf Hitler: 657.
Tenho a impressão de que esta desculpa. nazista, como todas, não corresponde a verdade. Stálin detinha o completo controle da fábrica de rublos, a custo insignificante, de modo que, diferentemente do ambicioso alemão, o terrorista soviético não alimentava a menor necessidade em se locupletar do mero papel. Também diferentemente da U.R.S.S., por aqui o brilho do vil metal atraia expressivo número de oficiais. Quando na calada da noite de 15 de novembro de 1995 houve aquela espécie de assalto simultâneo em centenas de agências bancárias do país, com a cobertura das forças armadas - e digo isso porquanto o mistério, digo Ministério da Fazenda naquela madrugada mantinha suas luzes acesas, indicando o monitoramento da dantesca apropriação, e depois acobertou o rombo mediante o artifício do PROER - a colorida Nova Era só podia se vestir de luto. Taxaram-me pessimista. Com frango a 1 real, como alguém poderia objetar?  Infelizmente meus monitores não falham.
Virgílio indicou os sinais pelos quais se pode avaliar, de antemão, se o boi é bom de charrua e a vaca para reprodução. ERASMO DE ROTERDÂ
A '"depressão' ou 'recessão'  ocorre quando a autoridade monetária ou retarda a oferta de dinheiro. Os desequilíbrios e as distorções tornam-se visíveis, com alguns projectos de investimento que têm que ser escritas ou baixados com prejuízo, com realocações de trabalho e outros recursos para a alternativa, e queda dos salários e preços para  exigir de volta a ordem correta Ação Humana completa sessenta anos.
A quantidade de dinheiro exigida para efetuar, de um modo livre e fluente, as transações de um país em determinada proporção; se for superior às necessidades, não haverá nisso vantagens para o comércio; se for inferior, muito inferior, ser-lhe-á extremamente prejudicial, A escassez de dinheiro reduz o preço daquela parte da produção que é usada no comércio, pois o desestímulo que daí resulta para o comércio restringe a demanda da produção a ele destinada. A escassez de dinheiro num país desestimula o trabalhador e os artífices (que são a principal força e sustentáculo de um povo). FRANKLIN, Modesta Investigação Sobre a Natureza e Necessidade do Papel-Moeda; Economistas políticos: 177/9.
Aumentos rápidos da quantidade de moeda provocam inflação. Quedas acentuadas provocam recessão. Esta é uma proposição igualmente bem documentada. Não está diretamente documentada neste livro, embora sejam mencionados alguns tópicos: a depressão de 1873-79 nos Estados Unidos, os anos deprimidos do início da década de 1890, a grande retração de 1929-33 que levou Franklin Delano Roosevelt à Casa Branca e armou o palco para o programa de compra de prata da década de 1930." FRIEDMAN, M. 242
Roosevelt logrou "fabricar" dinheiro à vontade pela quebra do padrão-ouro, mas o governo brasileiro não podia usar o mesmo truque para cobrir a falcatrua que deu sumiço em aproximadamente  30 %  da moeda circulante. Havia a rígida fiscalização do FMI. Então, sobre os depósitos que restaram   nos bancos remanescentes, mais 30%  foram sequestrados, assim cobrindo o  rombo lavrado pela dúzia dos congêneres, confrades participantes da estupenda fraude. Ninguém se deu conta de nada. A taxa de juros, todavia, teve que ser elevada, para arrefecer a demanda sobre algo que já não mais existia.  Destarte, mais um percentual de dois digitos foi impedido de circula. Ninguém reclamou de nada; sequer das taxas estratosféricas. os estratosféricos juros cobrados pelos bancos de varejo. Os recursos vem sendo assim drenados do círculo produtivo, do comércio, do bolso dos cidadãos, à garganta profunda das especulações financeiras que por sua vez atendem seus interesses maiores no interior das bolsas de valores, onde são  ascensoristas, enquanto os poupadores meros passageiros, sardinhas à mercê dos tubarões associados.
Outrora se olhava acima, para os que lidavam com o comércio de dinheiro, mesmo quando se precisava deles: afinal, admitia-se que a sociedade deve ter suas entranhas. Atualmente eles são o poder dominante na alma da humanidade moderna e seu mais ávido estrato. Sua onipresença é de uma voracidade sórdida, insaciável. SHAW, Bernard, O wagneriano perfeito, 1898; cit. Econ. GUEDES, P., O Globo, 26/7/2010
Diante do êxito da astúcia, porque mudar?
Aetas parentum peior avis tulit
nos nequiores, mox daturos
progeniem vitiosorem.

Horácio, Odes, Livro III, 6
Nossos pais, piores que nossos avós, nos engendraram ainda mais depravados, e nós daremos uma progênie todavia mais incapaz.  
Quando o PT assumiu o poder, seguiu ao pé da letra a receita de FHC - tanto nos acordos fisiológicos inevitáveis, quanto na tentativa de cooptação desses grupos barras-pesadas. A história ainda cobrará caro de FHC por ter institucionalizado o crime organizado no centro do jogo político brasileiro. NASSIF, Luís, O sistema político brasileiro e o crime organizado. www.adital.com.br, 24/3/2009
Na verdade, os interesses dos banqueiros têm sido contrários aos dos industriais: a deflação que convém aos banqueiros paralisou a indústria britânica.
BERTRAND RUSSELL
Os juros subiam a patamar jamais alcançado por nenhum país em qualquer tempo da história. Cerceado em sua função, o meio de pagamento vira objeto especulativo no mercado de capitais, ao gáudio dos financistas, e ao infortúnio da Nação: 
O processo de deflação ainda pode ser iniciado, ou agravado, pela baixa oferta de moeda. Quer dizer, falta dinheiro em circulação, seja por causa dos juros altos, que tornam o crédito proibitivo, seja pela falta de investimentos. Essa bola de neve costuma afetar todos os setores da economia, do agricultor aos fabricantes de, além de abalar a própria estrutura social. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Defla%C3%A7%C3%A3o_(economia)
Os gráficos mostram que foram os próprios bancos que começaram a aumentar os juros cobrados.  O Banco Central apenas deixou que isso acontecesse, reduzindo suas injeções de dinheiro no sistema e, com isso, deixando a SELIC subir.  A demanda por bens de capital se reduziu e a indústria, que até então vinha em forte expansão, começou a demitir.  O desemprego nesse setor aumentou 8%.  No geral, a taxa de desemprego aumentou de 7 para 9,5%. O segredo do sucesso de uma correção econômica — isto é, de uma recessão — é que os preços dos bens de produção caiam mais rapidamente e em maior grau do que os preços dos bens de consumo.  Se houver uma deflação do dinheiro e do crédito, o processo será ainda mais rápido.  Em parte, foi isso que aconteceu.  Embora não tenha havido uma deflação monetária, o governo permitiu que houvesse uma deflação de preços nos bens de produção. Leandro Roque , 26/11/2010 http://www.mises.org.br
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemorou nesta quarta-feira o resultado do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e que apresentou deflação de 0,32% em agosto. 'Fiquei muito satisfeito com IGP-M de hoje que deu negativo, deu deflação, que significa que estamos desacelerando a inflação no mundo e no Brasil e, portanto, podemos dizer que a inflação está sob controle e deveremos ficar dentro da meta", disse o ministro.' Invertia
Para agravar a seca monetária, o sistema tributário vem paulatinamente retirando cada vez mais os recursos da população, em nome da própria! 
Os impostos no Brasil - com uma gigantesca carga tributária indireta, embutida nos preços de toda a cadeia produtiva, o que gera impostos em cascata - são ainda maiores que aqueles que Obama planeja implementar. O intervencionismo estatal no país é verdadeiramente horrendo. As tarifas de importação são abusivas. ROCWELL, Lew, As ideias são mais poderosas que exércitos.
Carga tributária brasileira ficou em 33,1% do PIB em 2009
Carga tributária subiu para 33,5% do PIB em 2010, informa Receita Federal
Carga tributária de 2011 deve bater recorde, chegando a 36% do PIB
 8 estados terão perda de receita com reforma tributária, diz Min. da Fazenda
A humanidade em geral sente-se inclinada a pôr os pés sobre as pegadas e imitar as ações dos outros. Um homem inteligente deve sempre seguir no rastro desses ilustres personagens cujas ações são dignas de serem imitadas: assim, se não puder igualá-las, pelo menos, em certa medida, assemelhar-se-á a elas.
MAQUIAVEL, O príncipe
Com estrondosa publicidade somada ao consumo reprimido, porquanto se inviabilizavam as prestações pelas também mensais correções monetárias, o mercado interno aqueceu  de modo abrupto, completamente fora da realidade porque sem o lastro da produção.
O homem bom também quer ser verdadeiro e crê na verdade de todas as coisas. Não só da sociedade, mas também do mundo... De fato, por que razão o mundo deveria enganá-lo?
NIETZSCHE, F., O livro do filósofo: 55
Massacrantemente jornais, televisões, rádios e figuras públicas veem festejando o surgimento da 'nova classe média'. No apogeu do totalitarismo nazista o ministro da Propaganda dizia que a mentira repetida torna-se verdade. Aqui não é diferente. O aparelhamento dos órgãos de pesquisa sócioeconômica estatais, aliado ao silêncio da universidade por motivação ideológica, agregado ao despreparo da oposição política em questionar com competência, criou-se um mito que não se sustenta. O carnaval do poder
Blog de Amorim recebe R$ 40 mil mensais da Caixa
Nunca se vira presidente com 80% ou mais de popularidade, também é certo que jamais se vira tamanha publicidade a bafejá-la. Sem falar na publicidade legal, em oito anos, o governo gastou cerca de 10 bilhões de reais e no último ano, até a primeira semana de dezembro, o gasto foi de um bilhão e cem milhões, coisa de 3 milhões diários. Agora, para festejar a 'despedida', mediante 325 veículos de comunicação, foram despendidos mais 20 milhões para engrandecer o maior governante de todos os tempos. Nunca se vira coisa igual nem parecida desde o governo de Tomé de Souza.. Paulo Brossard, Lembranças e inquietações, 4/1/2011.  
A euforia carrega efeitos colaterais acentuadamente deletérios. Perda de produtividade e eficiência derruba Brasil em ranking de competitividade.
Entre os desafios está “assegurar o controle sobre os gastos do governo, implementar o PAC, sustentando investimentos em infraestrutura física e tecnológica, renovar os mecanismos que fortalecem a competitividade de indústrias específicas e cadeias de valor e sustentar a atratividade internacional do país evitando, ao mesmo tempo, o superaquecimento e a volatilidade da taxa de câmbio”.
Segundo o embaixador Rubens Ricupero, ex-secretário geral da Unctad (Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento) e ministro da Fazenda no governo Itamar Franco (1992-1994), ao basear o crescimento econômico no consumo, o governo brasileiro fica de mãos amarradas para combater um problema que tem prejudicado gravemente a indústria nacional e elevado o custo de vida no Brasil: a valorização do real. A artificial cotação segue desarranjando as relações de importação e exportação, deprimindo empresas, em especial as exportadoras, e sufocando o mercado interno por falta de oxigenação.  "No acumulado dos últimos 12 meses, a produção industrial tem retração de 8,9%, o que configura o pior desempenho da série histórica. O setor de bens de capital foi o mais afetado... com redução de 25,7% na produção." (Folha de São Paulo, 2/10/2009)
Com uma sobrevalorização de 35% em relação ao dólar, o real seria a quarta moeda mais cara do mundo, segundo o tradicional 'índice Big Mac', publicado periodicamente pela revista britânica The Economist. Segundo a revista, a sobrevalorização do real fica atrás somente do franco suíço (sobrevalorizado em 62% em relação ao dólar), a coroa norueguesa (também 62% sobrevalorizada) e a coroa sueca (41%).
As conseqüências do analfabetismo científico são muito mais perigosas em nossa época do que em qualquer outro período anterior. 
SAGAN, C., O Mundo Assombrado pelos Demônios: 21
Para sedimentar seus despaupérios e dificultar qualquer tentativa de remoção, mais uma vez a plêiade voltou ao passado, indo buscar outro gênio da época dos gangsters, este não por acaso bandeirante do fascismo, assim comprometendo a Nação inteira com a perversa receita sarda:
O Príncipe moderno, o Príncipe mito, não pode ser uma pessoa real, um indivíduo concreto - ele só pode ser uma organização. 
ANTÔNIO GRAMSCI 
Nos últimos anos, enquanto se metamorfoseava em vestibular nacional, o Enem converteu-se num pátio de folguedos da pedagogia da doutrinação. O desfile de catecismos ideológicos abrange, ao lado de versões cômicas de um marxismo primitivo, constrangedores panfletos do ambientalismo apocalíptico e manifestos rudimentares do multiculturalismo pós-moderno... Mas a democracia brasileira fica um pouco menor quando o ministro da Educação veste a fantasia do Duce. No Enem, a saudação ao Duce Demétrio Magnoli
Atraso na educação  
 Mais de 30% dos que deveriam estar no ensino médio estão no fundamental 
Os fascistas pretendem regulamentar, vigiar, fiscalizar e manter sob estrito controle cada aspecto da vida de seus “súditos”. Não lhes basta que os corpos retorcidos, famintos e mal-tratados dos trabalhadores sirvam ao doentio fausto e ao luxo fútil dos senhores, mourejando de sol a sol na produção dos meios para a vadiagem chique, em troca de migalhas. PASSOS, U., O BRASIL FASCISTA DO LULA
Nesse processo de cooptação dos seus inferiores, os mecanismos que Gramsci denomina de 'aparelhos privados de hegemonia', que consistem na escola, na igreja, nos jornais e nos demais meios de comunicação em geral.,, A tarefa do Partido Político é importante: possibilitar que a espontaneidade se eduque, a fim de que se torne realidade a hegemonia. O Partido deve zelar pela educação cultural das massas, na luta pela hegemonia, nas sociedades de capitalismo avançado. Trata-se de um modelo comportamental que se insere, certamente, na tipologia que Antônio Paim denominou de ética totalitária, cujo cerne consiste em pressupor que os fins justificam os meios. Tudo é válido para conseguir a hegemonia da classe trabalhadora. O MARXISMO GRAMSCIANO, PANO DE FUNDO IDEOLÓGICO DA REFORMA EDUCACIONAL PETISTA
O que se apura é o agravamento da ignorância: "O brasileiro, mesmo das grandes cidades, não sabe, nem remotamente, quanto pagamos de impostos. Não sabe mesmo quanto é descontado no contracheque. Nem muito menos, claro, o que sai embutido no preço dos produtos." (DIMENSTEIN, Gilberto, Somos uma nação de idiotas? - Folha, 23/8/2010) Ele não quer nem saber:
Nunca o brasileiro deveu tanto. Entre cartões de crédito, cheque especial, financiamento bancário, crédito consignado, empréstimos para compra de veículos, imóveis - incluindo os recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) -, a dívida das famílias atingiu no fim do ano passado R$ 555 bilhões. O valor é quase 40% da renda anual da população, que engloba a massa nacional de rendimentos do trabalho e os benefícios pagos pela Previdência Social. Estadão, 15/2/2010.
"O valor médio das dívidas com cheques sem fundo cresceu 29,1% nos primeiros nove meses do ano, frente o mesmo período de 2009, atingindo R$ 1.244,34. Os títulos protestados e cartões de crédito e financeiras também apresentaram crescimento de 6,9% e 4,9%, respectivamente. (Folha, 15-10-2010) O volume de cheques sem fundos no primeiro bimestre de 2012 foi o maior em três anos, mostra indicador divulgado hoje pela empresa de informações econômicas Serasa Experian. Inadimplência sobe 18% em 12 meses, aponta Serasa
Foi o próprio Estado que criou a necessidade política do estado de bem-estar. Quanto mais bem-estar é criado por tributação (em parte rebatizada como contribuições de seguridade social), mais se enfraquece o financiamento privado. Quanto mais o bem-estar privado foi inibido, tanto mais bem-estar público foi necessário criar.
ARTHUR SELDON
Esse negócio de colocar mais gente a consumir de qualquer jeito, a apologia da gastança para o enorme contingente que recebe seus passes de várias maneiras, menos pelo que produz, constituiu o script do astuto economista da época dos gangsters, quando então se difundia a sinistra predição de Marx. A burguesia seria destituída do poder político na sociedade capitalista por um golpe violento do proletariado, que tomaria o poder e implantaria a ditadura do proletariado, a qual corresponderia ao período do socialismo. As diferenças sociais seriam abolidas pela evolução da sociedade até se atingir o estágio da sociedade sem classes, que corresponderia ao comunismo.  Keynes (cit. Strathern: 224) colheu oportunidade para recitar a “oração fúnebre do liberalismo”, vaticínio intitulado O fim do Laissez-Faire.
Estamos hoje no meio da maior catástrofe econômica – a maior catástrofe devida quase inteiramente a causas econômicas – do mundo moderno. Sustenta-se em Moscou a idéia de que é a crise final, culminante no capitalismo e que nossa ordem existente da sociedade não sobreviverá a ela. 
"O medo atingiria o povo e a liderança seria entregue àqueles que oferecessem uma saída fácil, a qualquer preço. A época estava madura para a solução fascista." (POLANYI: 27) 
Keynes, longe de ser o salvador do capitalismo, almejava substituir a livre iniciativa por uma economia controlada pelo estado - sendo que o estado seria gerido por 'especialistas' como ele. LEWIS, Hunter, cit.
O Estado rooseveltiano ou a república da França apresentava, na época histórica do fascismo, características do Estado intervencionista (função econômica do Estado e fortalecimento do Executivo, por exemplo) que marcavam igualmente os fascismos alemão e italiano, sem que isto tenha significado o Estado de exceção. POULANTZAS, N.: 240
Os niveladores... rapazes bonzinhos e desajeitados... mas que são cativos e ridiculamente superficiais, sobretudo em sua tendência básica de ver, nas formas da velha sociedade até agora existente, a causa de toda a miséria e falência humana... O que eles gostariam de perseguir com todas as suas foras é a universal felicidade do rebanho em pasto verde, com segurança, ausência de perigo, bem-estar e facilidade para todos; suas doutrinas e cantigas mais lembradas são 'igualdade de direitos' e 'compaixão pelos que sofrem' - e o sofrimento mesmo é visto por eles como algo que se deve abolir. NIETZSCHE, F., Além do Bem e do Mal: 45
Nosso pessoal, metido a especialista em economia, mas não em história, simplesmente ignora as consequências políticas, sociais, e econômicas da gloriosa, porém funesta experiência keynesiana. Para Keynes, a longo prazo estaríamos todos mortos. Os integrantes da anomalia antidemocrática intitulada Comitè de Política Monetária concordam plenamente com seu gurú. Ocorre, porém, que entre nosotros, macaquitos brasileños, o longo prazo já está vencido, há muito .
As políticas mundiais de crescimento induzido pelo Estado tiveram exatamente o efeito oposto do que pretendiam: tinham aumentado, e não reduzido, o custo da produção de bens e serviços e tinham abaixado, e não aumentado, a capacidade das economias de conseguirem uma produção vendável. SKIDELSKI,: 140
"O período em que o welfare state se fortaleceu, de meados da década de 1970 até o presente, também foi aquele durante o qual os níveis de pobreza (relativa) aumentaram na maioria das sociedades industrializadas." (Giddens, 1996: 164).