É preciso destruir o julgamento de que a filosofia é algo sumamente difícil por ser a atividade intelectual própria de uma determinada categoria de cientistas especializados ou de filósofos profissionais e sistemáticos. É preciso, portanto, demonstrar que todos os homens são 'filósofos', e definir os limites e as características desta 'filosofia espontânea' própria de todos, isto é, a filosofia que nela está contida ANTÔNIO GRAMSCI¹
O moderno esquerdista brasileiro, essa contradição em termos, esse Jeca Tatu com laptop, tem ainda em Antonio Gramsci (1891-1937) a sua principal referência. O comunista italiano é o parasita do amarelão ideológico nativo. Parte da nossa anêmica eficiência na educação, na cultura, no serviço público e até na imprensa se deve a essa ancilostomose democrática. Gramsci, o parasita do amarelão ideológico
Em sua teoria do partido político de classe operária, Gramsci se inspira em O Príncipe de Maquiavel, a esse partido, Gramsci dá o nome de Moderno Príncipe. Agente da vontade coletiva transformadora, não pode ser mais encarnado por um indivíduo. Nas sociedades mais modernas, as funções que Maquiavel atribuiu a uma pessoa singular, cabe a um organismo social, o partido político. Gramsci era contra os sindicatos, por achar que estes não só tratam de trabalhadores específicos, o que fragmenta a classe operária, mas, também, por se deterem a questões salariais, ou seja, tratarem a força de trabalho como capital. Gramsci acreditava que a 'mudança' não poderia acontecer do 'alto para baixo'. O socialismo só aconteceria de uma forma gradual e com a mobilização da sociedade civil, já que ela difunde a ideologia. Esse trabalho deve ser feito 'transformando' a ideologia das massas. É a chamada crise da hegemonia, sendo possível, apenas, nas sociedades mais complexas, com alto grau de participação política organizada. Daí, o grande papel dos intelectuais. http://jornalista.tripod.com/teoriapolitica/4.htm
Contempla o rebanho que passa diante de ti pastando. Não sabe o que era ontem nem o que é hoje: corre daqui para lá, come, descansa e torna a correr e assim de manhã à noite, dia após dia, qualquer que seja o seu prazer ou desprazer. Amarrado ao piquete do momento, não manifesta nem melancolia nem aborrecimento.
F. NIETZSCHE
Antônio Gramsci lograva algum sucesso ao promover sua "revolução cultural" em todos os níveis, daí ofertando ao principesco Benito Mussolini. :. “Mussolini aparece no partido socialista como um verdadeiro chefe. Se tivesse prosseguido, nada o teria diferenciado de um comunista vermelho.” (Faria, Octávio, Machiavel e o Brasil: 99) Dono da situação, o Duce mandou às favas o ingênuo sardo para atalhar com Sorel à tira-colo... "É a Sorel que mais devo. O fascismo será soreliano”.... mas apenas até a tomada de poder. Como no judô, o espertalhão aproveitava o embalo marxista para, no meio da marcha, desvirtuá-lo ao fanatismo nacionalista, golpe visivelmente maquiavélico.
O mal está na reação a essas pseudofilosofias por parte dos modeladores da opinião pública e, em seguida, por parte das massas mal-orientadas. As pessoas apressam-se a apoiar as doutrinas que consideram como modernas a fim de não serem consideradas ultrapassadas e retrógradas. A ideologia mais perniciosa dos últimos sessenta anos foi o sindicalismo de George Sorel e seu entusiasmo pela action directe. Gerada por um frustrado intelectual francês, logo cativou os literatos de todos os países europeus. Foi fator de grande importância na radicalização de todos os movimentos subversivos. Influenciou o monarquismo francês, o militarismo e o antissemitismo. Desempenhou um papel importante na evolução do bolchevismo russo, do fascismo italiano, bem como no movimento alemão de jovens que finalmente resultou no nazismo. Transformou partidos políticos desejosos de vencer através de campanhas eleitorais em facções que acreditavam na organização de grupos armados. Conduziu ao descrédito o governo representativo e a "segurança burguesa", e preconizou tanto a guerra civil como a guerra com outros países. Seu principal slogan era: violência e mais violência. O atual estado de coisas na Europa é em grande parte resultado da influência dos ensinamentos de Sorel. "Anticomunismo" Versus Capitalismo por Ludwig von Mises, segunda-feira, 26 de setembro de 2011
"A mecânica social marxista obedece a mesma estrutura lógica da mecânica fascista, ambos tomam os homens como peões num tabuleiro de xadrez, peões que podem não só ser sacrificados, como também ter seu sacrifício 'racionalmente' defendido e justificado." (PEREIRA, Pereira, J.C.: 140)
Vinte anos depois da Marcha sobre Roma Mussolini perdeu tudo, até mesmo a própria vida, mas havia oferecido ao mundo um exemplo de compactação da classe operária para conduzir qualquer aventureiro ao delírio. Passados mais dez anos, e lá veio Fidel Castro a repetir o levante fascista, facilitada impostura pela docilidade cubana, quase nula tradição, a iinsignificância do exército nacional, e o reduzido cenário em que atuou. Nos molde soreliano Castro arregimentou parca milícia, intensificando a intenso treinamento de guerrilha. Ao poucos foram se juntando algumas altas patentes alijadas das benesses governamentais; por fim ingressaram alguns generais para consolidar a vitória da Revolução, "marchando até Havana, onde entrou em 8 de janeiro. Então conclamou:
A via que escolhi é a guerrilha que devemos desencadear nos campos e através da qual me integrarei definitivamente à Revolução Latino-americana. A guerrilha é, para mim, a única maneira de unir revolucionários brasileiros e de levar nosso povo ao poder. Como comunista, estou convencido de que meu gesto servirá ao menos para mostrar que comportamento revolucionário deve ter. CASTRO, FIDEL, cit. em ALVES, MÁRCIO MOREIRA, 68 Mudou o Mundo: 30.
Os ovos da serpente
O modelo monopolista sindical que temos é fascista. Só que o corporativismo fascista falava, pelo menos, na harmonização dos interesses de toda a sociedade, em oposição à luta de classes que o ex-recente líder socialista Mussolini conhecia bem. Conseguimos combinar resíduos do corporativismo fascista com o mercantilismo colonial e acabamos reduzidos à condição de súditos, não de cidadãos. CAMPOS, Roberto, O Estado do Abuso, Jornal do Comércio. P.Alegre, 22/05/1995: 4.
Os trabalhadores foram assim reunidos para atender o chamamento de Fidel, nada além do apelo de Sorel & Mussolini. Muitos astros foram desta maneira produzidos: no âmbito que lhes competia. Punham-se dispostos para protestar contra os malvados patrões, e contra o governo elitista, capitalista, ditatorial, protetor dos fortes. Quando recebido nos quartéis, os subservientes eram aquinhoados com algum subsídio, uma hora-extra qualquer, um reajuste zero-vírgula, e assim podiam retornar ao piquete demonstrando alto zelo, e dando mostras de elevadas competências. O êxito da missão espelhava o espírito guerreiro. Justificava a liderança entre os mais oprimidos, que por sua vez, diante das circunstâncias, resignavam-se com a feijoada servida, e até lhes aplaudiam. Para melhor encaminhar as negociações, afinal, políticas, os sindicatos foram reunidos no partido.
O Partido dos Trabalhadores nasceu a partir da aproximação dos movimentos sindicais, a exemplo da Conferência das Classes Trabalhadoras (CONCLAT) que veio a ser o embrião da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Originalmente, este novo movimento trabalhista buscava fazer política exclusivamente na esfera sindical. O PT surgiu, assim, rejeitando tanto as tradicionais lideranças do sindicalismo oficial, como também procurando colocar em prática uma nova forma de socialismo democrático, tentando recusar modelos já então em decadência, como o soviético ou o chinês. Significou a confluência do sindicalismo basista da época com a intelectualidade de Esquerda antistalinista" (Wikipédia)
The turning point
O Brasil assiste a revanche do Príncipe multiplicado por Gramsci para segurar o imenso arrastão. Crime organizado. O grupelho outrora soreliano, ainda antes de entrar na adolescência passou a gramsciano, e assim se tornou hegemônico. O câmbio se deu por instrução de outro calibre.
Lia-se Marx, Weber, Dobb, Mannheim, Lukács, Heller e, em 1968, muito Marcuse.Também Gramsci começava a ser estudado. De início, no curso de História das Idéias, foram introduzidos os seus escritos sobre Maquiavel, mas nos anos 70, tornou-se um dos autores mais trabalhados, a ponto de, no princípio dos anos 80, ter sido tema de tese de livre-docência de um dos professores da Cadeira. Nos cursos de Instituições Políticas Brasileiras discutia-se desde as questões referentes ao escravismo, ao feudalismo e ao capitalismo na formação do estado brasileiro, debate que foi uma constante durante certo período, até os aspectos mais atuais do país, ou seja, a revolução brasileira, o populismo e o autoritarismo. Caio Prado e Celso Furtado eram leituras obrigatórias...QUIRINO, Célia, Departamento de Pós-graduação em Ciências Políticas da USP
Rakudianai, by Persio Arida, ex-Presidente do Banco Central de FHC: Era 1970 e eu tinha 18 anos. Resolvi então buscar nos clássicos o fundamento de que precisava. Marx silenciara sobre o problema da luta armada, o Brasil de 1970 nada tinha a ver com a Rússia de 1917, Mao era um pensador budista esotérico, Fidel Castro era bom de discurso, mas não tinha escrito uma linha sequer. Após peregrinações sem fim pela literatura revolucionária, Gramsci veio em meu socorro. Fiquei confuso com seus argumentos, lidos em traduções parciais de seus escritos para o espanhol, mas deles extraí o jargão e o mote que me interessava: “A luta armada como estratégia de conquista do poder está equivocada porque ignora o papel da conquista da hegemonia política na sociedade civil.
Marco Aurélio Nogueira, então professor da Unesp, resolveu fazer um pós-doutorado na Itália, no Instituto Gramsci. De volta ao Brasil, traz na bagagem o livro de Bobbio, O futuro da democracia (1985a) Embora o catedrático italiano se perfilasse muito mais ao semianarquismo de Rosseli, em socialismo liberal, a tradução de seu pensamento foi adaptada ao gosto social-democrata, de inspiração gramsciana e berlingueriana,
Nessa época, era comum ver livros italianos nas mãos desses militantes e a palavra de ordem do novo dicionário da esquerda era aggiornamento. " Os pós-comunistas que o trouxeram da Itália e o difundiram entre nós emigraram para o PSDB ou PPS, partidos de centro, e tornaram Bobbio uma leitura obrigatória para a agenda americana da reforma do Estado, (.Michel Zaidan Filho professor da Universidade Federal de Pernambuco)
O movimento das Diretas Já concentrou os intelectualóides, a "oposição", "dissidentes" e exilados por conta própria ou não, naturalmente desconformes com o regime ditatorial. Depois da performance dos cantores populares, os holofotes foram à procura dos empresários do show. No palanque, de mãos dadas, se jactavam Tancredo Neves, ex-ministro da "justiça" do introdutor do fascismo no Brasil; Ribamar Costa, mais conhecido como Zé do Sarney, ferrenho colaborador do regime militar; Fernando Cardoso, ironicamente um filho de General, sociólogo chegado da Sorbonne; e Luís da Silva, operário aposentado por invalidez por perder o dedo mínimo em alguma guilhotina, desse modo podendo exercer fulltime o proselitismo sindical. O resultado dessa volúpia criada à sombra de Gramsci, embora o genuíno detestasse as formações partidárias trabalhistas, por sorelianas, ou sociais-democratas, por roussonianas, deste péssimo curriculo educacional ora recai a fatalidade sobre todos nós:
Brasil sobe em ranking de tecnologia, mas escassez de talentos preocupaEducação: equivocados na base Prof.Agenor Basso
Convencido por estes pares que a freeway ao palácio vinha pela persuasão geral, o partido agora gramsciano começou a comer pelas bordas, tomando cidadelas inexpressivas, até lograr a grande capital.Infelizmente, nós, brasileiros, nunca lemos Burke, Locke ou Tocqueville, nem Acton, Burkhardt ou Hayek, ou outros bons autores anglos-saxônicos. Preferimos as divagações românticas dos discípulos de Rousseau, as chatices de Comte e a filodoxia ou pretensioso amor das opiniões especulativas e rebuscadas dos autores da rive-gauche, influenciados por Marx e seus corifeus. Gramsci e os medíocres professores da Escola de Frankfurt ainda continuam aqui hegemônicos. PENNA, O.M., O espírito das revoluções: da revolução gloriosa à revolução liberal: 469
O show eleitoreiro voltou à carga em toda a América Latina e, quase como denominador comum, se oferece como panorama uniforme para a ressurreição do velho caudilhismo militar latino-americano, ao ascenso das aristocracias sindicais e à estréia eleitoreira de ex-guerrilheiros arrependidos. Toda essa fauna responde a uma tática fascista...Mais uma vez, milhões de cartazes pelas ruas, múltiplos comerciais televisivos com personagens que esboçam sorrisos hipócritas ao carregar crianças maltrapilhas em falso gesto protetor. Sucedem chamadas radiofônicas apregoando repetitivamente as mesmas promessas de mais trabalho e desenvolvimento. Enormes avisos publicitários portam rostos cínicos nas ruas; batalhões de adventícios entoam o nome de seus futuros verdugos, enquanto politicastros — uns mais demagogos ou mafiosos que outros — chegam, erguidos nos ombros de fornidos mercenários, em enormes palanques instalados nas praças das principais cidades da América Latina. Multidões famélicas assistem ao vivo e em cores os supostos redentores em quem depositam vãs esperanças ou de quem receberam, como prebendas baratinhas, algum dinheirinho ou miseráveis sacolas com mantimentos. SABA, Pablo - www.anovademocracia.com.brA experiência de Haider ou Le Pen, na verdade, mostra um pouco como é o fascismo dos anos 90. Não mais se baseando na pequena burguesia como nos anos 30, mas num operariado apavorado com a falta de perspectivas e com a potencial concorrência dos imigrantes; usando com habilidade os meios de comunicação na defesa da nação e da tradição e na mobilização demagógica da crise e da insegurança. Eis o fascismo reciclado. (NORONHA, J.F., Doutor em História (Unicamp) e docente na Universidade Estadual de Maringá - (www.espacoacademico.com.br)
"O fascismo e a social-democracia são apenas duas faces do mesmo instrumento da ditadura capitalista. O fascismo é a síntese dos apetites da burguesia e da socialdemocracia, sendo a última uma ala do fascIsmo." (ZINOVIEV, Presidente da Internacional Comunista, 1924; cit. MAESTRI, M. & CANDREVA, L.: 150) "PT e PSDB não compartilham apenas a política econômica. Suas campanhas presidenciais compartilharam também os financiadores, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral. Dezenove empresas, a maioria delas com interesses no governo, R$ 54,1 milhões na disputa eleitoral. O Banco Itaú, por exemplo, apostou igual em ambos os 'cavalos'. (www.claudiohumberto.com.br 6/4/2009 ) "O financiamento das campanhas eleitorais é o principal dos muitos problemas do nosso sistema político. Ele é a raiz da corrupção política. Algo que começa errado tem enorme chance de terminar errado." (Jorn. ligado ao Palácio do Planalto Kennedy Alencar, Folha de São Paulo, 27/3/2009)
'PSDB, atrasado e sem rumo, tem de se reinventar' A estratégia de conquista do palácio acenando com socialismos por vias democráticas, para depois encetar a cambagem mais ou menos totalitarista, porque o radicalismo é "doença infantil ", ainda encontra numerosos adeptos pelo mundo afora ²:
Mesmo hoje a social-democracia alemã não é totalmente imune à tentação marxista... Em lugar do planejamento central, alguns países adotaram esquemas keynesiana, A resposta alemã é o corporativismo e não uma reforma estrutural. Na França limita-se o número máximo de horas de trabalho, e os políticos europeus alimentam a esperança de terem sua volta aos métodos keynesianos de condução da economia nacional facilitada pela adoção do euro, a moeda única... Os social-democratas se apegam aos ideais coletivistas dos socialistas. LEME. Og, Liberalismo, social-democracia e socialismo. www.institutoliberal.org.br
O maquiavelismo da macroeconomia keynesiana
O país arrastado
Os sábios deverão dirigir e governar, e os ignorantes deverão segui-los.PLATÃO, justificando os Trinta Tiranos de Atenas.
"Não existe tirania mais cruel do que a exercida à sombra da lei e com uma aparência de justiça, quando, por assim dizer, os infelizes são afogados com a própria prancha em que tinham sido salvos." (MONTESQUIEU: 109)
Entre nosotros, macaquitos brasileños, o arrastão de Gramsci já cumpre duas décadas, enredando formidável colheita em mar-de-lama sem fim. O ilustrado quadro jurídico parece não ter a menor noção da gravidade, porquanto incapaz de ler em economês É deveras admirável o país contar com uma infinidade de faculdades de direito, por certo mais de milhão de bacharéis, com ordens de advogados e juízes e promotorias, e procuradorias espalhadas do Oiapoque ao Chuí, e sindicatos e associações diversas, somadas às academias de ciências econômicas e correlatas, também com infinidade de bacharéis e órgãos de classe, milhares de sociólogos despachados à Sorbonne, e de volta engravatados, sei-lá quantos partidos políticos, e ninguém, mas ninguém mesmo tenha consciência da gravidade da abjeta prática, já duradoura em geração. Na letargia da elite, a anuência da massa igualmente se processa por incapaz de perceber que o pão que lhe cabe pelo árduo trabalho vem pela metade, porque a outra alimenta o . Leviathan que lhe guarda. É muita humilhação. "As autoridades brasileiras continuam a desrespeitar o povo brasileiro sofrido e desamparado. O governo faz doações em dinheiro extremamente elevadas para os padrões do Brasil e nenhuma instituição se levanta contra este absurdo." (Eduardo Braga) O país se encontra completamente envolvido pelo arrastão de Gramsci. Os brasileiros pagam os mais altos impostos do mundo; a gasolina mais cara do mundo; os juros mais agiotas do mundo; uma taxa de criminalidade de fazer inveja à Chicago dos gangsters. E, no entanto, estende-se o tapete para passar as excelências. Mas se isso for Estado de Direito "pode me tirar o tubo". O preço da corrupção custa-nos entre R$ 41,5 e R$ 69,1 bilhões por ano. A estimativa é de estudo do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), isso em maio maio do ano passado. Em um ano, coincidente com a reeleição partidária, a cifra dobra. Normas do Banco Central possibilitam a lavagem de dinheiro por intermédio das transferências internacionais de moeda nacional e das contas bancárias de não residentes (“CC5”) Eis o leitmotiv dessa formidável gente sardenha que assumiu o timão do nosso cruzeiro, para transformá-lo em viagem de titanic
O Príncipe lesará somente aqueles dos quais tomará as terras e as casas para dá-las aos novos habitantes; e aqueles, os lesados, que representam uma ínfima parte de seu Estado, achando-se dispersos e desvalidos, jamais contra ele poderão conspirar. MAQUIAVEL, O Príncipe .
O momento mais dramático do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso ocorreu no dia 13 de janeiro de 1999... O então presidente do Banco Central, o economista Francisco Lopes, vendia informações privilegiadas sobre juros e câmbio – e uma parte de sua remuneração saía da conta número 000 018, agência 021, do Bank of New York. A conta pertencia a uma empresa do Banco Pactual, a Pactual Overseas Bank and Trust Limited, com sede no paraíso fiscal das Bahamas. Veja, 23/5/2001
A democracia brasileira é, como o fascismo, 'autoritária'. A sua novidade consiste no quase desaparecimento da divisão de Poderes, pela supremacia concedida a um deles, o Executivo. Assumindo este a chefia suprema, ficariam os demais reduzidos a 'funções'. ALMEIDA MOURA, G. de — A representação proporcional e a Carta de 10 de Novembro de 1937.5
A Justiça no Brasil vai mal, muito mal. Porém, de acordo com o relatório de atividades do Supremo Tribunal Federal de 2010, tudo vai muito bem...A leitura do documento é chocante. Descreve até uma diplomacia judiciária para justificar os passeios dos ministros à Europa e aos Estados Unidos. Ou, como prefere o relatório, as viagens possibilitaram 'uma proveitosa troca de opiniões sobre o trabalho cotidiano.'.. As mazelas do STF têm raízes na crise das instituições da jovem democracia brasileira. Se os três Poderes da República têm sérios problemas de funcionamento, é inegável que o Judiciário é o pior deles. Um poder de costas para o país
O Judiciário está contaminado pela politicagem miúda, o que faz com que juízes produzam decisões sob medida para atender aos interesses dos políticos, que, por sua vez, são os patrocinadores das indicações dos ministros. Hoje é a política que define o preenchimento de vagas nos tribunais superiores, por exemplo. Os piores magistrados terminam sendo os mais louvados. O ignorante, o despreparado, não cria problema com ninguém porque sabe que num embate ele levará a pior. Esse chegará ao topo do Judiciário. Estamos falando de outra questão muito séria. É como o braço político se infiltra no Poder Judiciário. ELIANA CALMON, Corregedora do Conselho Nacional de Justiça. - Rrevista Veja, 11/9/2011.
Pela terceira vez atinge-nos a atualidade do pensamento gramsciano; e seu universalismo, válido para toda a gente fora da Itália. A primeira vez foi o exemplo da resistência contra a ditadura terrorista. A segunda vez: a alienação da intelligentsia e a necessidade de sua reconstrução em bases nacionais. Agora, na terceira vez, pensamos no latifúndio, na miséria, na democracia formal e na necessidade de uma radical reforma agrária, reconhecendo: aquilo que na Itália é o Sul, isto é, exatamente, no Brasil o Nordeste. Gramsci e o Brasil :
Ribeirão Preto, famosa pelo chopp do Pinguim, e ultimamente por cidade natal do ultra-corrupto Chefe da Casa Civil demitido, nesta semana passada realizou o Seminário Gramsci , dentro da VII Semana Gramsciana. O tema tratava da "democracia no século XXI”. Associam-se ao Seminário nesta iniciativa a AAMCO–UGT (Associação Amigos do Memorial da Classe Operária–União Geral dos Trabalhadores) e o Pontão Sibipiruna de Cultura. Será que passaremos ainda um século envolvidos na artimanha?
Lições ao mundo
Você pode explodir o Brasil inteiro e eles ainda dizem: 'Obrigado! Aqui está um macaco para você levar para sua casa'.STALLONE, Sylvester, ator de Os Mercenários
'Como os países ricos habitualmente tentavam dar lições ao Brasil de como a gente fazer, seria importante que, humildemente, agora eles fossem aprender o que nós fazemos para que eles pudessem fazer políticas iguais', disse Lula após participar de jantar oferecido pelo presidente de Moçambique, Armando Guebuza, em Maputo. 'Hoje o Brasil é um País respeitado internacionalmente', diz Dilma A claque grudada no Leviathan lhe apoia Aprendam com o Brasil, diz Eike Batista aos EUA. Aos mais burros, mensalões. Inegavelmente tudo isso é mais eficaz, menos dispendioso, e muito menos traumático do que a guerrilha urbana, no Araguaia, ou alhures.
"Não estamos falando de luta de classe. Isso é matemática" Barack Obama
Para "diminuir a desigualdade" o presidente norteamericano Barack Obama tenciona instituir novo imposto àqueles que ganham mais de US$ 1 milhão por ano em seu país.
Há um fator que incomoda um bocado nesse time de economistas de Barack Obama: é o fator Rubin. De Robert Rubin. Depois de sair do ministério da Fazenda de Bill Clinton, ele se tornou diretor do conselho do Citigroup. O galho é o seguinte: Robert Rubin é o José Dirceu do Partido Democrático, tendo apadrinhado a carreira dos principais assessores econômicos de Barack Obama, como Timothy Geithner e Lawrence Summers. Os mesmos assessores que agora, com o dinheiro dos contribuintes, podem salvar seu banco, o Citigroup, da quebradeira. MAINARDI, Diogo, Veja, 27/11/2008
"Anima-nos constatar que líderes globais se chamem Cameron, Sarkozy, Obama, Berlusconi, Merkel, etc. etc.? ... Sim, o mundo é cada vez mais medíocre, para não dizer incompetente. Inepto em geral, e mesmo na inépcia, desigual".(A desigualdade global 28/8/2011) Sarkozy recebe Lula, Doutor Honoris Causa: Não somente o agraciado, mas o Eliseu recepciona também seu "ajudante de ordens" do mensalão, o ex-guerrilheiro José Dirceu, e o fiel Luiz Dulci. Sarkozy, a Europa inteira, enfim, precisam aprender:Lula em Paris: 'o G20 não fez o que tinha de ser feito' Pobre De Gaulle, por certo se revirando no túmulo.
Notícias do fim-de-semanaBrasileiros conformados com a vida não vivida agora se rendem à morte anunciadaMesmo com fala de ministro, continua greve dos CorreiosGoverno vai criar novo imposto para a SaúdeDeputados confirmam 'comércio' de emendas
Jogadas no mercado financeiro rendem milhões
Faculdades pagam ONGs e igrejas para captar novos alunos
ONG suspensa leva verba de R$ 1,5 mi do Ministério do Trabalho Carrefour fecha oito lojas
Petrobrás admite que dólar alto pode afetar balanço
Mercado prevê inflação
Dilma e o imposto da saúde: haja cinismo“
Cresce número de homicídios
Cresce número de latrocínios
Roubos batem recorde
Governador aluga carro ao próprio partido
Deputados podem receber quase R$ 700 em diárias
Vídeo mostra nova sessão teatral na Câmara
Dilma jura três vezes que não fará o que fez
O auxílio-moradia do senador Sarney é maior que a renda per capita do Maranhão
Presidente do sindicato dos delegados federais:: ‘Está mais difícil combater a corrupção oficial’
Quo vadis? O script original não dá margem a maior variação, e o sádico renascentista reservou um final melancólico, de preferência trágico, ao seu astro principal, justamente para o deleite da platéia.
O homem mau sente-se bem, até quando o mal não der frutos. Mas quando o mal se frutificar, o mau, sim, o mal sentirá.
Darmapada: 66.
Sento no convés, para apreciar as gaivotas.NOTAS1. GRAMSCI, A., Materialismo histórico e a filosofia de Benedetto Croce. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; 1981.
2. ANA MARIA SAID - UFU/MG - Grupo de Estudos Marxistas: Marx e Gramsci
<Texto para download>: Resumo - "O conceito de democracia em Gramsci"ANITA HELENA SCHLESENER - UNIV. TUIUTI DO PARANÁ
<Texto para download>: Resumo - "A cultura e a escola como dimensões da disputa pela hegemonia"EDUARDO PINTO E SILVA - UFSCar
<Texto para download>: Resumo - "Gramsci e o sujeito da vontade concreta"GIOVANNI SEMERARO - UFF/RJ
<Texto para download>: Resumo - "Gramsci educador de “relações hegemônicas"GIORGIO BARATTA - Presidente da INTERNATIONAL GRAMSCI SOCIETY
<Texto para download>: "Organicamente inorgânico" - O compromisso dos intelectuais na era de sua marginalizaçãoMARCOS FRANCISCO MARTINS - UNISAL e UNIFAL
<Texto para download>: ResumoMARCOS VINICIUS PANSARDI - UNIV. TUIUTI DO PARANÁ
<Texto para download>: Resumo - "Políticas públicas em educação no Brasil: uma leitura gramsciana"REGINA MARIA MICHELOTTO - UFPR
<Texto para download>: Resumo - "O conhecimento em Gramsci "Revista Eletrônica Gramsci e o Brasil
http://www.gramsci.org.br
















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